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Nelson Rodrigues: Travessias Pelo Trágico
Carla Cristina Fernandes Souto (UFRJ)

Toda travessia pressupõe um lugar de onde partimos em busca da nossa viagem pessoal e única, sem ignorar os perigos da jornada, mas com o desejo de atingir algum outro ponto, em uma outra margem do caminho. A maioria dos trabalhos acadêmicos na área literária parece se originar de algum questionamento interior, algo que nos perturba de uma maneira tão intensa que se torna necessário fazer um movimento em sua direção, a fim de que não nos devore. Escrevemos para tentar ordenar no papel os pensamentos que teimam em nos perseguir.

E assim, iniciamos a nossa travessia pelo teatro trágico rodriguiano, pois não há sentido crítico em falar sobre um assunto que não nos faz provocação alguma. O texto que não traz em si a capacidade de ser potenciado em outros, ao infinito, não vale a pena ser estudado. Ele deve causar no leitor uma necessidade de falar, deve comunicar-se com algum mecanismo interno, tocar no intervalo rápido entre o silêncio e o grito de dor. Assim, a crítica não é julgamento, e sim acabamento, complemento, sistematização da obra, sua dissolução no absoluto.

Nelson Rodrigues é um nome que surgiu muito precocemente em nosso universo de preocupações. A princípio pelo que representava de proibido, em romances como Asfalto selvagem . 1Logo depois, devido a um interesse pela atividade dos palcos: primeiro, a dança; a seguir, o teatro. Sem esquecer ainda, que através de várias minisséries, suas crônicas e romances receberam grande destaque na televisão. Mas o que realmente o fez permanecer e prevalecer entre nossas preferências foi a qualidade da sua obra dramática. Seu estilo de escrever é tão marcante que podemos reconhecê-lo na leitura das primeiras linhas de seus trabalhos.

Pretendemos investigar as travessias de Nelson Rodrigues pelo universo do trágico através da construção das relações familiares em cinco de suas peças: Álbum de família , Anjo negro , Senhora dos afogados , Dorotéia 2e, por fim, A serpente 3. A tragédia nasce no seio da família, portanto, o que nos interessa é mostrar uma concepção particular de família brasileira, que pode ser a chave da criação de um teatro trágico genuinamente nacional, que atravessa as fronteiras convencionais do gênero.

A tragédia é um conjunto de fatos onde cada gesto, cada elemento e cada ação conduz desde o início para uma reviravolta destruidora, mostrando a contradição insuperável do sujeito deste tipo de drama. Ela consubstancia uma experiência de caos, e o único cosmos que pode ser garantido pelo autor para compensar a desordem é o universo da sua tragédia, com a integração entre personagens, enredo, diálogo e idéia. É a canção do desespero, da transcendência. A tragicidade é uma potência ativa, é a lei indissolúvel e inevitável de ordens que se decidem nesta dramaturgia. Mas não é a iminência da morte, do sofrimento e do sacrifício que compõem a tragédia e sim o fato de que toda e qualquer ação leve ao encontro de infinitas possibilidades de escolha onde um mínimo desvio pode significar um máximo acréscimo de infelicidade.

A vida humana, na sua infinidade de escolhas, é trágica. E dentro do universo dramatúrgico rodriguiano a tragicidade se eleva à potência máxima, através da redundância e do exagero que nos colocam frente a frente com nossas chagas mais íntimas. Nelson subverte totalmente o conceito de clareza e simplicidade de tal teatro, apropriando-se de seus elementos e sobrepondo-os de uma forma sufocante. Ele nos mostra a existência humana como uma sucessão de pequenas misérias físicas e morais que vão se entrelaçando exaustivamente até se transformarem em “uma dor obscena e terrível”. 4Assim, estruturas são destruídas e se cria uma nova ordem, baseada, no entanto, nas mesmas questões: os relacionamentos humanos. Neles o autor consolida seu pensamento trágico, desmontando a civilização, a sociedade, a família.

A formação das famílias nas tragédias de Nelson é alicerçada por silêncios e negações, com atitudes encadeadas sem nenhum processo de reflexão. Desde o seu início, apresenta lacunas que acabam sendo preenchidas de modo completamente improvisado pelos sentimentos que vão surgindo sem poder ser controlados. A configuração familiar das peças trágicas apresenta ausências tão profundas na sua construção que acabam por resultar na destruição, na desfiguração do grupo como família. Nenhum elemento é poupado, cada membro é marcado por uma falta, que impede sua realização como pessoa e seu relacionamento com os seres amados.

A família é o elemento fundador do trágico, é a questão central, o espaço onde os homens tentam se articular para se aproximar dos deuses e reproduzir os mitos. Através das relações humanas surge o conflito consigo mesmo que tanto tortura os indivíduos e pode os levar à transgressão trágica. As relações que se estabelecem com o outro em tais grupos influenciam fortemente os seus membros, a ponto de causar-lhes feridas irrecuperáveis. O grupo familiar, embora se afigure como o único local seguro para o sujeito, ao mesmo tempo em que abriga, é fonte de sofrimentos, conforme podemos observar na fala de Edmundo, em Álbum de família .

EDMUNDO ( mudando de tom, apaixonadamente ) — Mãe, às vezes eu sinto como se o mundo estivesse vazio, e ninguém mais existisse, a não ser nós, quer dizer, você, papai, eu e meus irmãos. Como se a nossa família fosse a única e primeira. ( numa espécie de histeria ) Então, o amor e o ódio teriam de nascer entre nós. 5

É importante destacar que no Brasil não havia tragédia, então Nelson se propõe a criá-la com as nossas características. O problema é que a sociedade brasileira não agüenta o confronto com suas próprias mazelas, por isso a não aceitação de tais peças. Ao escrever A serpente ele retoma a rota original, retorna de maneira formal ao trágico que lhe escapara. Seu fascínio pelo clássico mexe mais profundamente nos questionamentos humanos. Podemos observar claramente a preocupação do autor com a questão da criação da tragédia nacional em uma de suas crônicas.

Mas deixemos de lado os outros países e os outros homens. O que me interessa é o Brasil, é o brasileiro e, em especial, o nosso teatro. Sempre digo que só os profetas enxergam o óbvio. O que eu chamo de óbvio é este fato: ? o teatro brasileiro acabou antes de começar. Na altura de 1940, sentiu-se aqui uma enorme tensão criadora; e cheguei a pensar que ia nascer a nossa tragédia. Toda uma geração de autores, diretores, atores parecia saturada de potencialidade.

Essa plenitude durou pouco. De repente, estancou o processo teatral. Falei do “nascimento da tragédia” no Brasil. E o que aconteceu foi espantoso: a “tragédia brasileira” ainda não nasceu e já está decadente. Entendem? Decadente antes de nascer. 6

O teatro de Nelson Rodrigues mergulha a dramaturgia nacional no mais genuíno e autêntico modernismo, salvando-a do ostracismo predominante na época e colocando-a no centro da polêmica. Ele surge no momento em que as certezas da modernidade iniciavam um processo de confronto com as grandes incertezas de um mundo que começava a ser dominado pela alta tecnologia, num processo contínuo e sem volta, que desagregaria pouco a pouco todas as instituições sociais tradicionais, como a própria família. Ocorreu um resgate do teatro nacional através do aspecto popular, fazendo-o renascer de baixo para cima. Nelson criou uma atmosfera realista que ultrapassava a camada superficial do urbano e suburbano, enfatizando os seus aspectos mais profundos. Concretizou-se enfim o caráter duplo de nacionalização e universalização tão necessário à literatura dramática brasileira.

Saí do Feydeau com todo um novo projeto dramático (digo “novo” para mim). O que teria eu que fazer, até o fim da vida, era o “teatro desagradável”. (...) eu, na minha infinita modéstia, queria anular qualquer distância. A platéia sofreria tanto quanto o personagem e como se fosse também personagem. A partir do momento em que a platéia deixa de existir como platéia ? está realizado o mistério teatral.

O “teatro desagradável” ofende e humilha e com o sofrimento está criada a relação mágica. Não há distância. O espectador subiu ao palco e não tem a noção da própria identidade. Está ali como o homem. E, depois, quando acaba tudo, e só então, é que se faz a “distância crítica”. A grande vida da boa peça só começa quando baixa o pano. É o momento de fazer nossa meditação sobre o amor e sobre a morte. 7

Os grupos familiares imaginados por Nelson Rodrigues nos mostram como os caminhos da chamada civilização se realizaram dentro da nossa sociedade através da utilização do substrato mítico universal que ultrapassa o conceito clássico de tragédia. Investigar a construção do pensamento humano, de sua consciência, de sua natureza, das paixões que o dominam é uma forma de estruturar o próprio pensamento trágico em sua essência. A fatalidade no âmbito rodriguiano é mostrada como uma sensação mundial, fundamental a qualquer cultura. Nelson redimensiona o gênero, impregnando-o daquilo que poderíamos chamar de realidade.

A irrupção do feminino no século XVIII afrontou a família ocidental, baseada por séculos na soberania divina do pai. Com o advento da burguesia, ela se transformou em uma célula biológica, na qual a maternidade tinha uma posição central. A ameaça gerada pelo feminino foi contida pela nova ordem familiar, mas questionava o antigo poder patriarcal. Com o seu declínio delineou-se um processo de emancipação no qual as mulheres podiam afirmar sua diferença, as crianças passaram a ser vistas como sujeitos e os homossexuais como normais. Por outro lado produziu-se uma certa angústia, relacionada ao medo de uma extinção da diferença dos sexos e a probabilidade da dissolução total da família.

A família brasileira sofreu uma série de mudanças desde a configuração patriarcal até o formato atual, que se caracteriza por uma total flexibilidade: “monoparental”, “homoparental”, recomposta por uma série de divórcios e novos casamentos, produzida em laboratório, etc. As tragédias de Nelson Rodrigues demonstram semelhantes acontecimentos no seio da família brasileira, acompanhando as transformações sociais que se desenhavam no Ocidente.

Nelson Rodrigues traçou uma idéia de grupo familiar utilizando desde um modelo patriarcal, que representava uma parcela da cultura escravocrata e latifundiária rural do Nordeste do país, até as várias formas e desenhos atuais, onde ocorreu a diluição de um padrão tradicional, embora ele ainda coexista com vários outros padrões. As transformações sociais influenciam a arte, que também acaba agindo sobre todos nós. Se a intenção de Nelson era criar uma “tragédia brasileira”, as famílias que inventou deveriam passar pelas mesmas modificações e dilemas que incomodavam naquele momento a família ocidental. Assim, ele poderia mostrar que modernidade e tragédia não são incompatíveis, pois o conflito está na relação com o outro, o que o torna eterno e insolúvel.

O autor imprimiu na universalidade da tragédia características nacionais. A reconstrução da idéia da primeira família em moldes tradicionais, ilustrada pelo coronelismo, em Álbum de família . Uma estrutura centenária e tradicional em franca decadência, que seria a última família, com a bem conhecida figura nacional do juiz criminoso e corrupto com pretensões políticas, em Senhora dos afogados . O individualismo da busca do prazer pessoal em detrimento do padrão tradicional da família como espaço da procriação, além do preconceito racial abafado pela ascensão social, em Anjo negro . A família vivendo uma intimidade forçada e promíscua representada por dois casais, cuja degradação econômica faz com que vivam no mesmo apartamento, em A serpente . Finalmente, a família formada por todos que vivem sob o mesmo teto, com a mulher como peça principal, em Dorotéia .

Dividimos as peças em três grupos. O primeiro grupo é o das famílias de Álbum de família e Senhora dos afogados , que possuem a figura do pai, da mãe, de vários filhos e filhas e também de avós ou tias morando na mesma casa e fazendo parte da vida familiar. Representa um modelo de família patriarcal. O segundo grupo é formado pelas famílias de Anjo negro , só o casal e seus filhos (que sempre morrem); e de A serpente , dois casais sem filhos. Grupo que representa um modelo urbano e nuclear. Dorotéia é totalmente diferente, completa a transição e faz parte do terceiro grupo, o monoparental.

É importante ressaltar que os padrões de família existentes não foram sendo substituídos pelos novos formatos que surgiam num sentido evolutivo. As transformações sociais e econômicas é que influenciam em tal reorganização. Cada novo tipo vai ocupando seu espaço ao lado daquilo que já existe, a predominância numérica se dá de acordo com as comodidades de cada sistema. Em casas e apartamentos cada vez menores, uma família cheia de agregados acabaria ficando mal acomodada. Por outro lado, a decadência econômica acaba por reunir novamente os indivíduos, que ocupam terrenos multifamiliares, construindo cômodos, lajes e “puxadinhos”, mas neste caso, não é o patriarca que domina os demais membros do clã, é o dono original do terreno ou a pessoa que possui mais dinheiro que dita as regras e resolve os conflitos.

As peças Álbum de família e Senhora dos afogados representam um modelo tradicional de família. As personagens de Álbum de família não internalizaram os mecanismos de censura moral adquiridos pelos homens com o advento da civilização, agindo através de seus impulsos primevos. É como se elas fossem um primitivo grupamento humano, levado ao convívio por seus instintos, mas sem regras para facilitar a intimidade forçada. As normas surgiriam através das experiências, fracassadas ou não, desse grupo. No caso desta peça a única e primeira família, porque é como se só existissem no mundo os seus membros. Ela também nos deixa entrever a estrutura familiar patriarcal colonial brasileira.

O casamento feliz, assim como em Álbum de família , é só uma pose de fotografia, uma satisfação dada à sociedade. Há na peça uma imagem muito interessante: “o pequeno balé da fotografia familiar”. Ela mostra uma espécie de coreografia executada pelo fotógrafo, contratado para produzir com suas lentes aquilo que a sociedade espera nos retratos de uma família tradicional. Há sempre um grande esforço do profissional para conseguir as poses, que constroem o próprio nome da peça, Álbum de família . Através dessas imagens, aparecem as lacunas existentes nas relações familiares, seus processos de negações e ausências são sublinhados.

Na peça Senhora dos afogados , há também várias referências a esta captura paralisante: “Todos imóveis e convencionais, como se o grupo fosse uma pose de fotografia.” 8; “Tudo absolutamente imóvel.” 9; “a rigidez da pose fotográfica” 10; “Toda a família se reúne num grupo estático.” 11. A pose de fotografia é imóvel, estática e convencional na aparência, mas esconde um turbilhão no seu interior, como a própria vida do espírito que ocorre no invisível.

Em comparação com a primeira e única família, podemos dizer que o grupo formado em Senhora dos afogados seria a última família, já que o peso da tradição e das regras acaba por sufocá-la, soterrá-la. As suas regras são internalizadas de uma tal maneira que não funcionam mais como regras e sim como hábitos, tão naturais quanto tomar banho ou escovar os dentes. Todas as mulheres são marcadas pelo fato de serem frias. O pudor feminino chega aos extremos: Clara, a filha que morre afogada no início da peça não quer descer a alça da combinação nem para ser examinada pelo médico, e a avó declara que para as mulheres da família o próprio parto é uma coisa indecente.

Reunimos as peças Anjo negro e A serpente por sua semelhante configuração familiar. O universo de Anjo negro é fechado. Só existe um casal, que está isolado do mundo. Sua prole sempre morre. Em A serpente também existe um universo fechado composto por dois casais sem filhos. No primeiro drama, todos os filhos que são gerados morrem, cumprindo sempre o mesmo ritual desde o início do casamento. Na segunda peça, apesar da felicidade conjugal do casal Guida e Paulo, não é cogitada a hipótese da procriação. O outro casal, Lígia e Décio, não tem nem relacionamento sexual, portanto, nada de descendentes. A ausência de filhos já é uma lacuna importante na formação do grupo familiar, visto que comumente esse é um dos objetivos matrimoniais, uma conseqüência quase natural de um casamento.

Em A serpente , a casa é dividida por dois casais, mas suas paredes apenas separam a intimidade dos mesmos, de forma que se acentua mais a sua complementaridade, como se um necessitasse do outro para viver. O desenho da família é como um espelho que separa os opostos para que eles se mirem e fiquem diante de suas ausências: Guida, a esposa feliz e realizada sexualmente e sua irmã Lígia, a esposa infeliz ainda virgem depois da casada; Paulo, o marido exemplar, viril, potente e Décio, o marido canalha, impotente.

Na construção da família de Ismael e Virgínia há uma ausência muito marcante, falta espaço para a própria definição de família. Não há amor com relação aos filhos que surgem e por isso eles não sobrevivem. A paixão, o desejo que reuniu os dois é muito forte e precisa se consumir eternamente no seu fogo, qualquer elemento a mais vai estar sempre sobrando. É a própria negação da família. A eternidade do amor trágico é simbolizada pela eterna fertilidade. No quarto apertado como um túmulo, serão gerados filhos para a morte, enquanto o casal tem vida eterna.

Para finalizar, Dorotéia, o rompimento definitivo com uma estrutura familiar tradicional. Seu desenho é totalmente diferente das demais, já que uma ausência muito mais marcante do que as outras é aqui encontrada. Não há, na família, homem algum. E mais, no palco não entra nenhum ator. As personagens masculinas são representadas por objetos: o noivo é um par de botinas, Nepomuceno é um conjunto de chagas, a ameaça que paira sobre Dorotéia é um jarro. Além de tudo, o parentesco que reúne estas pessoas sob o mesmo teto não é exatamente como os anteriores, um casamento. Há na casa mãe e filha, mas as outras duas pessoas são apenas primas da mãe e entre si. São todas viúvas e a filha na realidade é uma natimorta, portanto, a bem da verdade só existem primas na casa.

O mal que interfere na tragédia vem de um bem que se mantém até o seu limite através de sucessivas renúncias e que acaba por não poder mais ser sustentado, desencadeando os conflitos que vinham sendo negados. Isto ocorre no interior dos diferentes universos familiares elaborados pelo dramaturgo, tanto nas casas mais tradicionais como a de Jonas e Senhorinha ou a dos Drummond, passando pela de Ismael e Virgínia, já em transição, que se completa na casa de Guida e Lígia, família sem filhos. A metamorfose mais surpreendente, no entanto, é a da família de Dorotéia, que prescinde do elemento masculino e nega a origem social da família, a necessidade de reprodução da espécie.

 

RODRIGUES, N. Asfalto selvagem . São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

As quatro peças citadas se encontram reunidas no mesmo volume: RODRIGUES, N. Teatro completo . V2, 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.

RODRIGUES, N. Teatro completo . V 4, Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1990.

RODRIGUES, N. “As palavras corrompidas” In: O reacionário . São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 272.

Álbum de família . Vol. 2, p. 102.

RODRIGUES, N. “As cabeças rolantes” In: A cabra vadia . São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 162-163.

RODRIGUES, N. “O autor como um ladrão de cavalos” In: O reacionário . São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 286.

Senhora dos afogados . Vol. 2, p. 274.

Ibidem, p. 322.

Ibid., p. 275.

Ibid., p. 273.