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A forma como instrumento: lugar e articulação no caderno Letras da Folha de S. Paulo
Rafael Zamperetti Copetti (UFSC)
Como fenômeno real, a cidade é um espaço arquitetônico de tamanho generoso, tecido em várias dimensões físicas e que se mostra como uma totalidade formada de outras totalidades, em articulações cambiantes, fazendo com que sua lei de organização não seja nem única, nem perene, mas um conjunto onde cada edifício, árvore, praça, rua ou acidente geográfico é uma parte definida em suas características e relacionada às demais e ao todo, segundo certa ordem que [...] é passageira.
O papel da forma física nesse espaço [...] não é supérfluo, mas fundamental, porque é por meio dela que se concretiza o desempenho do espaço quanto a expectativas colocadas pelos que o freqüentam.
Maria Elaine Kohlsdorf, em A apreensão da forma da cidade.
Esta comunicação tem como objetivo pensar um dos aspectos que creio entre os mais importantes do caderno cultural Letras do jornal Folha de S. Paulo : a freqüente e às vezes sutil estruturação e/ ou reestruturação de alguns de seus espaços como uma instância legitimadora tanto dos autores colaboradores quanto dos autores abordados nos textos publicados em suas páginas.
A leitura continuada dos 150 fascículos que compõem a coleção de Letras , caderno cultural de publicação semanal que acompanhou as edições de sábado do jornal Folha de S. Paulo entre abril de 1989 e fevereiro de 1992, permitiu que fosse percebido o projeto de ocupação de seus espaços, uma espécie de "plano de zoneamento" para este "distrito" da Folha de S. Paulo , que se pretendeu perfeitamente acabado, aplicável, mas que, como muitos dos projetos desta natureza, fugiu ao controle de seus idealizadores, resultando em desvios não previstos na concepção original de sua ocupação espacial e, ainda, na redução ou expansão de suas páginas ao sabor da necessidade de se despedir ou de abrigar novos participantes, sejam eles colunas ou colaboradores, itinerantes ou permanentes. A adequação deste "plano de zoneamento" a uma forma mais exeqüível foi buscada; substituiu-se o editor e parte da equipe, no entanto mais uma vez não foi possível impedir a ocupação não premeditada das páginas de Letras . O interesse primordial em delimitar tais espaços, saliento, diz respeito ao que deles esperam os autores colaboradores que por eles passaram.
A ocupação "não planejada" do caderno a que me refiro está relacionada ao número de páginas, a alocação e a criação de algumas colunas e a supressão de outras, principalmente neste último caso a partir de 21/12/1991, quando se tornou inegável que Letras aproximava-se da exaustão. Entre as colunas mais recorrentes em Letras destaco Primeira leitura , Rodapé , e um outro espaço, não nomeado, mas conformado em muitos casos pelas páginas 4 e 5 e que, em dado momento, revitaliza-se se tornando a partir de então mais complexa sua apreensão.
Sucintamente, pode-se dizer que Primeira Leitura , conforme seu nome sugere, é o local do caderno dedicado à publicação de excertos de inéditos - em caso de textos curtos, sua totalidade - que podem ser textos de ficção, ensaios, prefácios ou ainda depoimentos, os quais muitas vezes se relacionam com livros cujo lançamento já é fato certo ou dele fazem parte, o que poderia ser entendido como um indício de seu viés comercial. 1 Entre os livros publicados parcialmente em Primeira leitura constam A orelha de Van Gogh , de Moacyr Scliar; Deleuze e a filosofia , de Roberto Machado; e O vôo dos anjos: Bressane, Sganzerla , de Jean-Claude Bernardet.
A segunda coluna a que me referi anteriormente, Rodapé , é possível afirmar, é a mais aguda entre as que compõem Letras em razão do caráter panfletário dos textos de seu titular, Nelson Ascher, os quais, em sua grande maioria catalogados sob a rubrica "Ensaio", em alguns casos geraram controvérsia. Esta coluna, de modo geral alocada à terceira página de Letras , foi veiculada quase ininterruptamente a partir de 22/12/1990, portanto, já próximo da extenuação do "plano de zoneamento" do primeiro editor de Letras , Marco Chiaretti. Seu surgimento se deu com a edição de um ensaio no qual Ascher sustenta não haver sentido na Biblioteca de Babel 2, pois, sendo ela, segundo seu ponto de vista, produto do acaso, e não o resultado do acúmulo do conhecimento de gerações, não possui respostas 3. Seguiram-se ensaios sobre o legado de José Guilherme Merquior, cujo reconhecimento no Brasil e no exterior seria, de acordo com o entendimento do articulista, devido a seu trabalho como pensador da estética, da cultura e da política, mas não como crítico 4; a "political correctness", que segundo o autor vem dominando os estudos literários de língua inglesa 5; e o fim da utopia de que um dia se pudesse chegar à abolição das fronteiras nacionais, ensaio no qual também é reivindicado o exame do nacionalismo contemporâneo. 6
Entre as obras apresentadas nas cerca de quinze resenhas estampadas em Rodapé , se encontram a coletânea de contos Hopkins: cristal terrível , de Gerard Manley Hopkins, com tradução de Augusto de Campos, o qual, segundo Ascher, teria lançado mão "de todas as possibilidades poéticas do português, valendo-se particularmente das inovações introduzidas na língua por Souzândrade" 7 para realizar a tradução; La otra voz - Poesia y fin de siglo , de Octavio Paz, que, ao tratar de questões como "Quem lê poesia? De que serve ela? Qual seu lugar no mundo" 8, alcança, no entendimento do resenhista, "a articulação mais criativa de suas preocupações poéticas e políticas"; os livros de poema Poesia e Réquiem , de Anna Akhmátova, cujas traduções seriam demasiadamente literais 9; e, também, os volumes Os gatos e De poesia e poetas , ambos de T. S. Eliot, os quais indicariam respectivamente que "o grande mestre do modernismo era [...] capaz de se distinguir num gênero mais ou menos desacreditado: o da poesia leve" 10 e a origem da "influência que o poeta, enquanto crítico, exerceu sobre mais de duas gerações, não apenas no mundo anglo-saxão"; além do livro de estréia do poeta Carlito Azevedo, Collapsus linguae 11, talvez o único livro de estréia de um poeta anunciado no caderno além de Ar , de Josely Vianna Baptista, resenhado por Régis Bonvicino. 12 Tendo em vista a considerável freqüência com que a poesia é objeto em Rodapé , talvez seja possível supor tratar-se de coluna que de certo modo supre a brecha aberta pelo caráter fortuito de Poesia , a qual, quando veiculada, em muitos casos contém uma ou duas resenhas acompanhadas de poemas extraídos dos livros apresentados.
O contrapeso a estas colunas, que em sua maior parte possuem enfoque claramente comercial, é o terceiro espaço a que me referi em tempo anterior, ainda que nele tenham sido eventualmente veiculados textos de mesmo caráter. Conformado de modo geral pelas páginas centrais de Letras , quando de edições compostas por oito e doze páginas, este local foi destinado durante o primeiro "plano de zoneamento" à alocação de textos - em grande parte entrevistas, resenhas e sobretudo ensaios - de maior densidade e acuidade analítica do que aqueles encontrados no restante do caderno. Estas observações são válidas também para suas variantes, entendidas aqui como amplos espaços, não necessariamente com a configuração citada, mas que possuam, entretanto, a mesma finalidade, como é o caso da edição do ensaio "Lebrun e o axioma do prazer" 13, de Gérard Lebrun, que ocupa pouco mais de quatro páginas do caderno publicado em 08/04/1989. A maior intensidade analítica dos textos publicados nestas páginas apenas é possível evidentemente em razão de se tratar de ampla área, ainda mais se tomados a título de comparação os pontos moldados no restante do caderno. É possível afirmar que esta configuração se manteve estável até 05/05/1991, já próximo, portanto, do fim da primeira editoria, o que pode ser entendido como um indício de que a ocupação espacial pensada inicialmente aproximava-se do esgotamento.
Durante este período coabitaram este "território" de Letras nomes como Haroldo de Campos, com a discussão de quatro sonetos de Sóror Juana Inés de la Cruz; Flora Süssekind , através de ensaio a respeito das obras machadianas publicadas pela imprensa e a relação deste escritor com a mesma; Jürgen Habermas, com a questão "Há na Alemanha tendências intelectuais de importância? Em caso negativo, por quê?"; Franz Hemsterhtuis, polemizando através de diálogo fictício com Friedrich Heinrich Jacobi acerca da demolição do espinosismo; Heinrich Heine, com o último capítulo de Para a história da religião e da filosofia na Alemanha ; Silviano Santiago, com ensaio em que pensa o peso e o valor da escrita memorialista na obra de Drummond; Marilena Chauí, examinando o papel da mídia na invasão do espaço político e cultural brasileiro pela esfera privada; Roberto Schwarz, com um capítulo de Um mestre na periferia do capitalismo - Machado de Assis ; José Guilherme Merquior, em entrevista concedida a Bernardo Carvalho em razão do lançamento de seu livro Crítica - 1964 - 1989 ; e, por fim, Leyla Perrone-Moisés, que discute uma nova edição crítica da obra de Fernando Pessoa então recentemente lançada em Portugal; além de José Paulo Paes, o nome mais recorrente nesta "região", com discussão relativa à crítica de tradução, a introdução de seu livro "Poesia erótica em tradução", e com depoimento a respeito de sua trajetória poética. Estas observações sugerem que muitos dos textos encontrados nas "páginas centrais" de Letras não foram originalmente escritos para a publicação em periódicos não acadêmicos, o que justifica o maior rigor analítico neles encontrado pois é razoável supor que para tanto seus autores tenham contado com "inúmeras horas de reflexão e estudo" 14, um dos argumentos utilizados por Carlos Eduardo Lins da Silva durante debate com Cláudio Weber Abramo para demonstrar a improcedência da reivindicação de seu interlocutor, a maior presença na Folha de textos que tratem de questões "de interesse dos 'leitores mais intelectualizados'".
É a partir do fascículo publicado em 12/01/1991, contudo, que se pode perceber indícios mais claros da existência de um projeto de revitalização em elaboração para Letras , sendo que ao caderno foram incorporadas algumas destas inovações então em processo de experimentação observadas entre a publicação deste mesmo fascículo e aquele que antecedeu a despedida de Marco Chiaretti (23/03/1991). A modificação mais evidente ocorrida durante este período, a qual, todavia, além de não ter sido efetivamente adotada, não é meu foco neste momento, foi a redução do corpo do caderno, que passou a ser veiculado com apenas seis páginas, o que até então não havia sido observado. Durante as dez edições que circularam entre 12/01/1991 e 16/03/1991, talvez o que tenha chegado mais próximo ao publicado nas "páginas centrais" de Letras em termos de intensidade analítica tenha sido um ensaio de página inteira de Anthony Burgess, no qual é discutida a obra de James Joyce, e a resenha, também ocupando por completo uma página do fascículo em que foi publicada, do livro O vôo dos anjos: Bressane, Sganzerla , de Jean-Claude Bernardet, por Lucia Nagib; além de duas entrevistas, uma com Umberto Eco e outra com Julio Verne, esta última concedida em 1893 ao jornalista Robert Sherard e até então inédita segundo seu olho.
A importância destas duas entrevistas, e sobretudo a de Verne, para a tentativa de apreensão da ocupação espacial de Letras diz respeito ao fato de elas anunciarem a revitalização do espaço conformado pelas "páginas centrais" do caderno que viria a ocorrer a partir da implantação do "plano de zoneamento" do segundo e último editor do caderno, Alcino Leite Neto. Em suma, pode-se dizer que na primeira entrevista, que divide a terceira página do caderno com Rodapé , Umberto Eco discute o enfraquecimento das ideologias com o fim da Segunda Guerra, a qual, de acordo com o entendimento do entrevistado, ter-se-ia se encerrado junto com a Guerra Fria; enquanto na segunda entrevista, acompanhada por dois textos complementares que figuram ao lado do gráfico veiculado naquele caderno, Julio Verne discorre, entre outras coisas, acerca de sua carreira literária, fala da falta de reconhecimento em seu país e de seus planos para o futuro, entrevista esta publicada parte na primeira e o restante na quinta página do mesmo fascículo. Ainda que com eventual variação em relação ao número de páginas, este é o formato adotado a partir da ascensão de Leite Neto em substituição a discussão de questões atinentes a uma determinada disciplina, antes tratadas de forma intensa nas "páginas centrais" de Letras . O modo como se deu a reestruturação da mais ampla área do caderno sugere a tentativa de ampliação do público leitor, pois em substituição a discussões em princípio dirigidas a especialistas em determinada disciplina ou, como diria Cláudio Weber Abramo, à publicação de textos "de interesse dos 'leitores mais intelectualizados'", surgiram as "entrevistas periodísticas", que segundo Jorge B. Rivera seriam direcionadas a um público mais amplo em razão, entre outras coisas, de seus fins serem mais flexíveis e, também, de o entrevistado de modo geral tratar-se de pessoa ilustre "cujas opiniões ou atividades" despertariam o interesse do público.
A efetiva inauguração da nova forma que assumiu o mais farto espaço de Letras ocorre com a publicação de uma entrevista de João Cabral de Melo Neto sob a rubrica "Entrevistas históricas", no mesmo caderno em que é anunciada a substituição do editor de Letras . Em tal entrevista, concedida ao próprio Alcino e a Augusto Massi, João Cabral reconstitui "seus principais percursos existenciais [...] que, afinal, se confundem com a própria história da poesia brasileira nas últimas cinco décadas" 15, destaca a nota introdutória dos entrevistadores. Os outros nomes recebidos sob esta rubrica são poucos, o que permite que sejam enumerados. São eles: Paulo Rónai, que entre outras coisas fala do "início de sua atividade intelectual e editorial no Brasil e revela seu pessimismo quanto ao futuro da cultura ocidental" 16; Décio de Almeida Prado, que discute o Grupo Universitário de Teatro - GUT e a entrada do teatro no modernismo, além de lembrar os encontros dos membros do grupo Clima com Oswald e Mário de Andrade 17; Jorge Amado, que discorre principalmente acerca dos "tempos heróicos do comunismo no Brasil" 18; Rachel de Queiroz, que relata "como escreveu seus romances, relembra seus tempos de militância comunista e seu paradoxal apoio ao golpe de 64" 19; e, por fim, Ariano Suassuna, que pensa o diálogo entre sua obra e a de Calderón de la Barca, além de comentar os motivos pelos quais Macunaíma não o agrada e o que o faz não simpatizar com Mário de Andrade 20. Passaram por este mesmo espaço, ainda que não recebidos sob a rubrica mencionada, o poeta "beat" Lawrence Ferlinghetti, o crítico estadunidense Harold Bloom, o filósofo francês Cornelius Castoriadis (07/09/1991), o escritor norte-americano Paul Auster, o pensador francês Paul Virilio, o escritor colombiano Gabriel García Márquez, e, por fim, o escritor também norte-americano William Styron, este último no caderno em que é encerrada a aplicação do "plano de zoneamento" de Alcino Leite Neto.
Os indícios mais agudos de que Letras aproxima-se da agonia surgem entre 21/12/1991 e 1º/02/1992, período em que o caderno circula com apenas quatro páginas nas quais se encontram ausentes quase a totalidade de suas colunas, com exceção de Rodapé e algumas daquelas que haviam até então figurado em sua segunda página. Ainda que durante este período tenham sido veiculados curtos ensaios ou entrevistas concedidas por nomes como o escritor Dyonélio Machado, o cineasta Pedro Almodóvar, o historiador francês François Furet, o pensador inglês Isaiah Berlin, o poeta norte-americano Allen Ginsberg, e o tradutor, crítico e escritor Modesto Carone, fração considerável dos textos publicados consta no catálogo de Letras sob a rubrica "Resenha", os quais são muito próximos, no que tange ao enfoque comercial, a grande parte daqueles publicados nos espaços do caderno cuja apreensão aqui não foi explorada - páginas 3, 6 e 7 de modo geral. A exceção ao que talvez pudesse ter se tornado uma regra é o fascículo especial sobre os 70 anos da Semana de Arte Moderna publicado em 08/02/1992, cuja rubrica "Semana de Arte Moderna: 70 anos", pode-se inferir englobou a totalidade dos textos desta edição, prolongou-se para além de Letras enquanto um caderno "independente", pois teve continuidade na seção "Letras" do caderno Mais! que, em 16/02/1991, substituiu Letras como o caderno cultural de veiculação semanal do jornal Folha de S.Paulo .
Vale salientar que ao longo deste projeto o termo "viés comercial" e eventuais expressões equivalentes dizem respeito à forma como os livros difundidos em Letras são abordados, e não aos livros em si.
Nelson Ascher refere-se à Biblioteca de Babel do conto de Jorge Luis Borges.
ASCHER, Nelson. A biblioteca de babel é a mais absurda das construções. Letras , São Paulo, 22/12/1990, p.3.
Idem. Tempo trabalha a favor da crítica e contra os críticos. Letras , São Paulo, 12/01/1991, p.3.
Idem. Latinos precederam EUA na "correção política". Letras , São Paulo, 24/08/1991, p.3
Idem. Utopia internacionalista esfacela-se nos anos 90. Letras , São Paulo, 30/11991, p.3.
Idem. Augusto de Campos recria o fulgor de Hopkins. Letras , São Paulo, 1º/06/1991, p.3.
Idem. Octavio Paz faz a apologia da atividade poética. Letras , São Paulo, 05/10/1991, p.3.
Idem. Duas edições retomam poesia de Akhmátova. Letras , São Paulo, 17/08/1991, p.3.
Idem. Duas boas traduções trazem poesia e ensaios de Eliot. Letras , São Paulo, 02/11/1991, p.3
Idem. Carlito Azevedo marca sua estréia com rigor. In: Letras , São Paulo, 07/12/1991, p. 3.
BONVICINO, Régis. "Ar" rompe com fórmulas da poesia visual". Letras , São Paulo, 14/12/1991, p.5.
LEBRUN, Gérard. Lebrun e o axioma do prazer. Letras , São Paulo, 08/04/1989, pp. 1, 4-7.
SILVA, Carlos Eduardo Lins da. Do império dos sentidos ao império da paixão. Letras , São Paulo, 30/11/1991, p.7.
MELO NETO, João Cabral; LEITE NETO, Alcino; MASSI, Augusto. João Cabral de Melo Neto. Letras , , São Paulo, 30/03/91, pp.1,5.
RÓNAI, Paulo; ASCHER Nelson. Paulo Rónai. Letras , , São Paulo, 27/04/91, pp.1,4.
PRADO, Décio de Almeida; LEITE NETO, Alcino; SÁ, Nelson de. Décio de Almeida Prado. Letras , , São Paulo, 25/05/91, pp.1,7.
AMADO, Jorge; FELINTO, Marilene; LEITE NETO, Alcino. Jorge Amado. Letras , , São Paulo, 06/07/91, pp.1,7.
QUEIROZ, Rachel de; FELINTO, Marilene; LEITE NETO, Alcino. Rachel de Queiroz. Letras , São Paulo, 14/09/91, pp.1,4.
SUASSUNA, Ariano; FELINTO, Marilene; LEITE NETO, Alcino. Ariano Suassuna. Letras , São Paulo, 26/10/91, pp.1, 4-5.