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Sala Henriqueta Lisboa: a memória arquivística
Kelen Paiva (UFMG)

O arquivamento tanto produz quanto
registra o evento.

Jacques Derrida

 

Nossa reflexão não tem como ponto de partida a conceituação de arquivo, começa exatamente pela ausência de um conceito unificado. Derrida, em considerações sobre Freud e seu arquivo, atribui esta ausência ao fato de o conceito de arquivo estar ainda em formação, como também o estaria o próprio arquivo 1.Assim, o arquivo não se restringe a um lugar de armazenamento e preservação do passado, atua no presente sobre o conteúdo arquivado e está intrinsecamente ligado ao futuro. O arquivo literário não é diferente, não se limita a registrar o passado, a história literária, a vida de um escritor, suas relações com seus contemporâneos ou dados referentes à produção de sua obra. O arquivo literário produz arquivo, produz memória.

Neste sentido, podemos pensar o arquivo como organismo vivo, corpo feito de memória em constante construção e, o pesquisador como aquele que torna possível o movimento deste corpo, ou seja, a divulgação de suas pesquisas garante que o arquivo saia de seu estado de inércia.

A própria história do arquivo literário é um elemento em construção. Dada a falta de consciência por parte do poder público, bem como a restrição de recursos disponibilizados para preservação de documentos relativos à história e memória cultural de nosso país, muitos documentos, correspondências, manuscritos e livros se perderam, deteriorados pelo tempo e pela falta de local e estrutura apropriados. Nem mesmo o reconhecimento da crítica literária e a consagração no cânone impediram o descaso com a alocação e preservação de documentos e obras de muitos de nossos autores. Vê-se, por exemplo, como destaca Glória Vianna em "Revendo a biblioteca de Machado de Assis" 2, o fato de a biblioteca deste autor se encontrar desfalcada e em péssimas condições de estado e preservação na Academia Brasileira de Letras.

Contudo, desde a década de 1970 houve um crescente interesse por parte das universidades pelos arquivos e acervos documentais. Dada a preocupação em preservar a memória nacional e regional, acrescida da necessidade de acesso às fontes originais de pesquisa para a produção acadêmica, as universidades passaram, desde então, a organizar centros de documentação, o que ocasionou o aumento e a facilitação das pesquisas acadêmicas relativas à História e memória cultural em nosso país.

Certamente, há muito ainda a se fazer, uma vez que vários centros de documentação enfrentam problemas referentes a espaço físico, escassez de profissionais especializados contratados para o armazenamento, restauração e preservação dos documentos, bem como restrição de recursos financeiros para a manutenção dos acervos.

Neste trabalho de preservação do patrimônio documental de nossa memória cultural, o pesquisador terá papel de extrema importância uma vez que, ao adentrar o universo do arquivo, torna-se agente, e, diferentemente de uma suposta imparcialidade, interfere no arquivo. Através da dimensão subjetiva de seu trabalho, sua leitura e interpretação, estabelece critérios, faz escolhas e recortes, deixando no arquivo suas marcas.

Poderíamos nos perguntar então: o que leva o pesquisador a interessar-se pelo arquivo literário? O que o motiva a debruçar-se sobre as fontes primárias e voltar-se para os fragmentos do passado? Certamente há uma motivação compartilhada por todos os pesquisadores, sejam eles de quaisquer áreas de conhecimento e interesse: a necessidade de obter respostas. Respostas acerca de questões literárias, culturais, históricas, lingüísticas, filosóficas etc. O pesquisador busca incansavelmente pistas deixadas no universo do arquivo literário.

Foi em busca destas pistas que cheguei à Sala Henriqueta Lisboa, localizada no Acervo de Escritores Mineiros, na Universidade Federal de Minas Gerais. Recentemente inaugurado e reestruturado, o Acervo ganhou nova projeção, um espaço museográfico que busca reproduzir o ambiente de trabalho dos escritores mineiros Henriqueta Lisboa, Murilo Rubião, Abgar Renault, Cyro dos Anjos e Oswaldo França Júnior. O espaço abriga ainda as Coleções Alexandre Eulálio, Octavio Dias Leite, Aníbal Machado, Ana Hatherly, José Oswaldo de Araújo e Genevieve Naylor.

A Sala preserva o espólio da poeta mineira, ensaísta e tradutora Henriqueta Lisboa (1901-1985). Espólio este, doado pela família em 1989 à Universidade. Ao visitar a Sala como simples voyeur já se pode vislumbrar um certo desejo de memória. Deparamo-nos com uma imensidão de papéis, recortes de jornais e revistas, notas e rascunhos, listas e cadernos, fotografias e objetos guardados com carinho. Desejo de memória transposto para a escrita em uma busca de materialização do vivido.

Compõem o Acervo de Henriqueta Lisboa 4637 livros dentre os quais estão preciosas primeiras edições e muitos exemplares com dedicatórias que permitem ao pesquisador coletar dados importantes sobre as relações de Henriqueta e outros intelectuais. É possível ainda, através da leitura analítica dos títulos de sua biblioteca, vislumbrar a leitora Henriqueta Lisboa, bem como identificar possíveis diálogos que estabeleceu com outros autores. A Coleção Bibliografia inclui ainda 3101 periódicos e 4205 documentos entre manuscritos, cartas, fotografias, quadros, mobiliário e objetos pessoais. O Acervo reúne documentos que retratam uma trajetória de vida profissional, intelectual e social da autora.

Atualmente se tem dado maior importância à pesquisa arquivística e o estudo de fontes primárias tem sido evidenciado como fator determinante na preservação e reconstrução da memória cultural de uma época ou de um autor. No caso da Sala Henriqueta Lisboa, a multiplicidade de documentos existentes e disponibilizados para pesquisa torna possível não só a apreensão de informações importantes para uma visão mais ampla da vida e da obra da autora como também nos permite uma releitura de um momento histórico de Minas Gerais. Há documentos referentes à quase seis décadas, considerando que Henriqueta inicia sua trajetória literária em 1925 com a publicação de Fogo fátuo 3.

A leitura analítica do material encontrado na Sala Henriqueta Lisboa é importante para que se tenham algumas pistas sobre o processo que envolve o ato de criação. Pistas que desmistificam o fazer poético como fruto de pura inspiração e reafirmam a técnica e o labor literário. Encontramos ali, informações que vão desde simples dedicatórias em livros enviados à autora ou cartões de "boas festas" até manuscritos de textos com alterações para publicação, anotações de pesquisas feitas pela autora e cartas contendo reflexões literárias esclarecedoras.

Portanto, cabe ao pesquisador ser leitor ativo, decifrar pistas deixadas no arquivo e investigar outras apagadas pelo tempo, consciente de que haverá sempre a impossibilidade de reconstrução de uma totalidade. Afinal o arquivo, como memória que é, é feito de lembrança e esquecimento.

 

A Correspondência passiva de Henriqueta Lisboa - um arquivo no arquivo

Muito se tem discutido sobre a importância dos textos à margem da obra literária. Há, atualmente, uma crescente valorização do processo de criação e não apenas do resultado deste processo, a obra publicada. Os textos que se encontram à margem da obra, ou seja, os rascunhos, as notas, as alterações, a correspondência estabelecem uma relação dialógica com a mesma e são, ao mesmo tempo, parte dela. Vale lembrar, que a correspondência de escritores têm despertado interesse em estudiosos por se tratar de valiosa fonte de informação sobre os autores, suas obras e o contexto histórico-cultural em que viveram. As cartas, encontradas nos arquivos literários, assumem diferentes estatutos: de textos literários, ensaios críticos, documentos históricos, textos autobiográficos, filosóficos e exercem um certo fascínio no pesquisador.

A correspondência de Henriqueta Lisboa configura-se como texto fragmentado e lacunar. Primeiramente por se tratar da correspondência passiva da autora, portanto, não temos a voz de Henriqueta diretamente expressa no arquivo. Antes, temos um discurso polifônico através do qual é possível traçar um esboço do perfil da autora. É possível ainda recuperar fragmentos de seu discurso através das respostas de seus correspondentes.

A correspondência da escritora encontra-se no Acervo de Escritores Mineiros, na UFMG e está organizada em duas grandes séries: Correspondência Pessoal e Burocrática. A Série Correspondência Pessoal abrange todas as cartas recebidas de intelectuais, amigos e familiares. A Correspondência Burocrática reúne cartas de comissões, Instituições, Associações, concursos e editoras. Através de sua correspondência é possível identificar seu círculo de amizades, dados sobre o fazer literário e informações referentes à vida intelectual de Minas e do Brasil. Dados relativos à publicação, à crítica literária e à imprensa a partir dos anos 1930.

Henriqueta foi missivista ativa e fez das cartas instrumento para abrir caminhos, possibilitar reflexões de cunho literário e cativar amizades com intelectuais de outras partes do Brasil e do exterior como: Mário de Andrade, Drummond, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Murilo Rubião, Murilo Mendes, Abgar Renault, Alphonsus de Guimaraens Filho, Gabriela Mistral, Jorge Guillén, entre muitos outros. Trata-se de aproximadamente 3000 documentos, dentre os quais estão cartas, bilhetes e telegramas. Além disso, as cartas, como meio de comunicar-se, desempenham papel importante para transpor barreiras como a de ser mulher produzindo em um meio marcadamente masculino e ser mineira produzindo na provinciana Belo Horizonte.

Dentre os muitos signatários que se corresponderam com Henriqueta, destacamos dois nomes de reconhecida importância no cenário das letras nacionais: Mário de Andrade e Carlos Drummond de Andrade por acreditarmos serem bons exemplos para demonstrarmos a importância e diversidade das cartas que se encontram na Sala Henriqueta Lisboa.

 

Cartas do "mestre"

Mário de Andrade talvez seja o maior exemplo de nossas letras no que se refere ao interesse de pesquisadores por seus arquivos que se encontram no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB)/ USP. Em um breve mapeamento constatamos um vasto número de publicações feitas a partir de pesquisas à sua correspondência que somente pode ser consultada a partir de 1995, passados cinqüenta anos de sua morte, de acordo com o desejo do próprio autor. As missivas de Mário têm-se mostrado riquíssima fonte de pesquisa para os estudiosos do Modernismo Brasileiro, pois nelas percebe-se o empenho com o qual o autor difundiu as idéias modernistas no Brasil. Mário de Andrade fez das cartas instrumento ativo de militância literária, nelas nota-se seu papel de agitador, incentivador e uma espécie de mestre do movimento. Não é difícil identificarmos o aspecto pedagógico das missivas enviadas por Mário a diversos escritores brasileiros. Aspecto este percebido nas cartas enviadas a "Querida Henriqueta" .

O conjunto de cartas enviadas a Henriqueta 4, cerca de trinta e sete, escritas entre 1940 e 1945 , constitui-se importante texto à margem que dialoga com a obra de Henriqueta, mais ainda, dialoga com o fazer literário da autora. Amigo e correspondente, Mário é para Henriqueta uma espécie de mestre pelo qual demonstra admiração, respeito e carinho. A autora envia-lhe poemas inéditos e recebe apreciação, sugestão de mudanças e críticas. Em uma carta de 16 de abril de 1940 ao comentar o poema "Menininha de ouro", Mário adverte:

Cuidado, cuidado, Henriqueta, cuidado com a professora! Às vezes, dentro da mais verdadeira poesia, você assume um jeito didático que assusta pra longe a poesia. [...] O final acho detestável (não se assuste com a grosseria sincera das minhas palavras).

 

As considerações feitas por Mário são muitas e, às vezes, Henriqueta atende o desejo do "mestre". Outras vezes, altera o poema encontrando um novo caminho. Contudo, vale destacar que as opiniões de Mário como poeta, amigo, crítico e conhecedor de poesia eram valiosas para a autora. E que o próprio Mário não usava meios termos para fazer suas críticas como se observa em longa carta datada de 16 e 17 de abril de 1940: "Si conservar isso, brigo com você até a quarta geração"; "Isto eu juro pela minha honra que precisa tirar, Deus te livre!"; "pura demagogia de orador de comício. Pelo amor de Deus, tire isso, modifique, se arrume!."; "Muito bom. Um bocado sentimental mas profundamente feminino e bem realizado."; "Não gosto, mas desta vez é questão de incompetência minha."; "Não gosto, francamente não gosto. Isto não é poesia." Embora as palavras por vezes pareçam advertências, Mário prossegui: "não se esqueça que estas minhas opiniões são pessoais. Conserve sua total liberdade, sinão estamos perdidos ambos. E a poesia..."

Há ainda, nas cartas, vários momentos em que o escritor elogia a poesia de Henriqueta e não faltam adjetivos que enalteçam sua técnica. Nos comentários que fazia nos poemas datilografados enviados por Henriqueta, Mário observa: "você atingiu uma técnica que não se pode, sendo artista não gostar 'definitivamente'de quase nada de você".

É também no conjunto da correspondência trocada com Mário de Andrade, que se destaca informações sobre a recepção da obra de Henriqueta por parte da crítica literária, bem como as queixas da autora em relação ao silêncio dos críticos, como se observa em carta enviada a Mário datada de 20 de fevereiro de 1944:

Parece mesmo que os críticos não querem O menino poeta . Mas também pode ser que algum dia um deles comece a puxar o fio da meada. Nem isso me surpreenderá. Sei que uma coisa é êxito e outra é valor. Só uma coisa peço a Deus: que esse silêncio, que eu sinto como aguda ironia, não me atinja o ser moral; que eu possa compreender e admirar sempre mais a obra alheia; que não acuse ninguém. 5

 

A recepção da crítica em relação à obra de Henriqueta era assunto de interesse de Mário de Andrade, o que fica evidenciado nas várias cartas em que o tema é recorrente. Mário manifesta discordância em relação aos críticos e atribui o silêncio à falta de compreensão e à insensibilidade poética. Em carta anterior a enviada por Henriqueta datada de 28 de janeiro de 1944, o autor escreve referindo-se a O menino poeta:

Eu mesmo que adoro o livro, fico "criticamente" atrapalhado pra falar, não consigo exatamente saber, nessa revoada tão tênue e sutil de lirismo, qual foi sua intenção. E a crítica precisa, olé, explicar as intenções... Eu creio que já falei uma vez pra você, você não é poeta pra ser muito apreciada pela crítica não. A crítica faz questão de ser por demais inteligente, e você não é muito lá fácil de perceber sem uma adesão apaixonada. [...] Às vezes fico meio irritado por "respeitarem" você e não lhe darem o lugar que você merece, mas logo fico maliciento, com vontade de rir dos outros.

 

É possível apreender, através da correspondência trocada com Mário de Andrade, fragmentos de discursos que narram parte da história literária brasileira, relatam dificuldades relativas ao fazer poético, à publicação, à recepção crítica, bem como reflexões e sentimentos.

Em "Lembrança de Mário", consciente da importância da carta como arquivo, Henriqueta fala sobre a correspondência trocada com o escritor:

A contribuição de sua correspondência, no sentido de explicá-lo, seria de inestimável alcance. [...] As numerosas cartas que possuo, da ininterrupta correspondência que mantivemos durante os seis últimos anos de sua vida, revelarão a evolução, em ascendência, de seu ser moral, seus pensamentos talvez mais graves, sua religiosidade inata, suas largas intuições sobre os motivos eternos: a beleza, a verdade, Deus, sua adoração pela poesia viva. 6

 

Diante de tal postura, ou seja, da consciência de Henriqueta sobre a importância das missivas para se compreender melhor um autor é que se percebe uma pista para que os estudiosos de sua obra busquem, em arquivos de outros escritores, as cartas assinadas por ela, para que se tenha uma visão mais ampla de Henriqueta Lisboa e de sua poética.

 

Cartas do "Irmão Maior"

Não menos importante é a correspondência de Henriqueta Lisboa e Carlos Drummond de Andrade, ainda que de fôlego menor comparada à correspondência trocada com Mário. Trata-se de um conjunto de vinte e sete cartas assinadas por Drummond e trinta e quatro por Henriqueta, escritas entre 1938 e 1984.

A correspondência entre Carlos Drummond de Andrade e Henriqueta Lisboa encontra-se publicada 7. Embora não esteja completa, como destaca Constância Lima Duarte na introdução do volume, é possível recuperar um diálogo mantido pela literatura, ou seja, a troca de livros, os agradecimentos e comentários sobre eles alimentam a correspondência e aproximam os correspondentes. "Seu livro me tornou mais amigo de você", confessa Drummond referindo-se a Flor da morte , em carta de 1º de março de 1950.

Diferentemente da relação apreendida nas missivas de Mário de Andrade, isto é, do diálogo epistolar com o poeta/mestre, a troca de cartas com Drummond situa-se no âmbito da opinião de poeta/leitor (ainda que este leitor tenha um viés crítico). Não há, por exemplo, momentos em que o poeta reprove um verso, um vocábulo ou uma imagem lírica criada por Henriqueta. O que se percebe entre Drummond e Henriqueta são elogios e apreciações pessoais envoltos em comentários sobre questões literárias, uma "correspondência do afeto" como a definiu a organizadora do volume.

Drummond reconhece em Henriqueta sua leitora de qualidade. Em carta datada de 6 de março de 1944, o poeta escreve: "Esta [carta] é o sufrágio de um desses leitores de qualidade, que consolam de tantos outros leitores, felizes ou errados. Você me fez um grande bem. Não sei agradecer."

Henriqueta deixa nas cartas suas impressões como leitora de Drummond, expressa a admiração pelo poeta e destaca a força de sua poesia e a humanidade vivendo em cada palavra, como fica evidenciado em carta de 4 de fevereiro de 1959: "Invejo esse poder de expressão com que você revela cousas tão obscuras, como admiro sua fidelidade à condição humana."

O Drummond leitor de Henriqueta também pode ser facilmente identificado na correspondência, como em carta datada de 8 de agosto de 1976:

Saio da leitura desse breve e encantador volume [ Reverberações ] com uma gratidão maior por você, por tudo que a tua poesia nos tem feito descobrir, ver, aprofundar o seu mundo, a atmosfera particular onde ela se desenvolve e cria uma rede tão sutil de associações entre as coisas e as palavras.

 

Das cartas de Henriqueta é possível apreender a imagem de um Drummond - poeta do humano, ao passo que, no discurso do poeta aparece uma Henriqueta - poeta do inefável e da essência.

Embora estejamos diante de um vasto corpus de trabalho de incontestável valor, a correspondência de Henriqueta Lisboa encontra-se em sua quase totalidade inédita, faz-se exceção as cartas assinadas por Mário de Andrade e as trocadas entre a autora e Carlos Drummond de Andrade. Diante de tal constatação é que creio pertinente e necessária a pesquisa que venho desenvolvendo como projeto de Mestrado, buscando estudar esta correspondência por ser um arquivo que produz arquivo, memória que produz memória.

 

DERRIDA, Jacques. Mal do arquivo: uma impressão freudiana. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001.

In: JOBIM, José Luís. A biblioteca de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Topbooks, 2001. p. 99-274.

Henriqueta Lisboa não incluiu Fogo fátuo na publicação de sua poesia completa. Enternecimento, publicado em 1929, figura como primeiro livro da coletânea. Ver: LISBOA, Henriqueta. Obras Completas. São Paulo: Duas Cidades, 1985.

ANDRADE, Mário de. Querida Henriqueta : Cartas de Mário de Andrade a Henriqueta Lisboa. Rio de Janeiro: José Olympio, 1991.

SOUZA, Eneida Maria de. Cartas da amiga. In: DUARTE, Constância Lima; DUARTE, Eduardo de Assis; BEZERRA, Kátia da Costa (orgs). Gênero e representação: teoria, história e crítica. Belo Horizonte: UFMG, 2002. 1 v. p. 153-159. (Coleção Mulher & Literatura).

LISBOA, Henriqueta. Convívio poético. Belo Horizonte: Secretaria da Educação de Minas Gerais, 1955. p. 167-172.

DUARTE, Constância Lima (org). Remate de Males. Departamento de Teoria Literária IEL/ UNICAMP, Campinas, n. 23, 2003.