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Cartas machadianas – nem pai nem filho – uma orfandade sem descendência
Maria Cristina Cardoso Ribas (PUC-Rio/UERJ)
Vivemos a experiência fascinante de ler a correspondência original de Machado com os outros acadêmicos no Centro de Memória da Academia Brasileira de Letras. Referimo-nos a Magalhães de Azeredo, Lucio e Salvador de Mendonça, Joaquim Nabuco, José Veríssimo, Mario de Alencar, Graça Aranha, Medeiros e Albuquerque, Rui Barbosa, João Ribeiro.
Recorrente é a prática, no texto das cartas, de chamar a atenção sobre si, sobre o próprio corpo . A pena insinua estados reiterados de júbilo, melancolia e afeto.Um outro Machado se delineia.
Assim, lado ao fascínio que exerce o contato com a letra manuscrita ora firme, ora trêmula de Machado, ocorre a primeira frustração da leitura curiosa, rastreadora de revelações da intimidade do Senhor Machado de Assis. As informações nas cartas do acervo pesquisado são de domínio público e não oferecem revelações íntimas. Sabemos que uma das mais fortes curiosidades que vêm do leitor é em como um menino pobre, nascido no Morro do Livramento, mestiço, epilético, pôde receber os aplausos da sociedade escravocrata do século XIX. Somadas a esta, as revelações que o leitor espera encontrar nas cartas vão desde as freqüências nos cafés, maledicências políticas, fofocas editoriais, notas de falecimentos, bulas de remédio, candidaturas às cadeiras vagas na Academia, a doença de Machado, sua preconizada esterilidade, até seus complexos, seu estigma de absenteísmo político e uma série de especulações que gravitam em torno de uma “celebridade” literária carioca nos oitocentos. Sobre estes temas domésticos e “íntimos”, Machado quase nada diz.
Por esta quase ausência de referências factuais significativas, a nossa leitura, ao invés de decifrar signos, busca produzir sentidos a partir dos jogos discursivos do narrador (ficção) e do missivista (correspondência). Voltamo-nos para considerar a prática de chamar a atenção sobre si, sobre o próprio corpo, as modulações diplomáticas, a função fática das mensagens, as omissões, as intertextualidades, as repetições, as negativas.
Dos traços explícitos, destacamos as marcas de afetividade recíprocas entre os missivistas. Eles empregam, nas formas de tratamento, o uso de possessivos - “do sempre seu” , “todo seu” – e Machado opta pelo diminutivo do nome próprio (Machadinho). O tratamento afetuoso explícito reforça a intimidade e neste sentido o afeto não representa a abertura que permite a alteridade, mas reforça o sentido do mesmo, de confraria. Convém lembrar, aqui, que os autores românticos do século XIX entendiam a identidade como similaridade e não como diferença ; daí a tradição da confraria de amigos, de pares, fosse pela alegria ou pela doença.
Se por um lado o missivista do século XIX, inclusive Machado, opera com o afeto reforçando a similaridade (identidade idêntica), por outro, a acidez crítica do narrador machadiano invade a máscara do missivista com a presença das negativas e omissões Uma série de “nãos” se avizinham de forma descontínua nas cartas : não falar em política, não polemizar, não falar da (im)provável esterilidade, não falar da vida íntima. Então, sem relatar novidades, Machado vai repetir o que seus destinatários precisam ouvir. Encontramos redundância, por um lado, e negação, por outro – ambas vieses do mesmo bordado. Como, então, Machado missivista trabalha a repetição e os destinatários continuam interessados na sua resposta?
Resgatamos a Barthes a intransitividade do ato de narrar, quando ele afirma que desde que um fato é contado, para fins intransitivos, e não para agir diretamente sobre o real, produz-se esse desligamento. E como a voz perde sua origem, o autor entra na sua própria morte. É quando a escritura começa.” 1 O dado de o texto da carta não ser direcionado a um foco definitivo – embora dirigida a um destinatário - faz com que nos voltemos para o próprio emissor como lugar gerador de sentido, como se ali, então, estivesse a origem e a explicação daquela inexplicável trajetória discursiva de ausência. Novo engano. Ao se produzir o desligamento e a diluição deste tipo de nexo causal entre relator, relato e relatado, é exatamente neste ponto de fuga que, simbolicamente, morre o autor. À morte do autor corresponde o nascimento da escritura. Daí a nossa insistência.
Se a correspondência machadiana não é reveladora de singularidades, confidências, fatos que comprometeriam seus amigos ou conhecidos, tampouco polemiza sobre o Império, Canudos, escravidão, abolicionismo, questão militar, República é útil lê-la pelo viés das negativas mas sem, de imediato, traduzi-las meramente com o rótulo de omissão, indiferença, comprometimento pessoal com alguma das partes envolvidas ou absenteísmo político; mesmo porque este estigma é alimentado mais pela postura que conjuga diretamente biografia e obra e pelo preconceito, do que pelo contato efetivo com estes textos.
Lembremos mais uma vez a jovem sociedade carioca dos oitocentos – três séculos de idade - na qual a vida privada é dotada de grande valor e com isso constitui o centro de referências e um dos pressupostos para a sua (auto)valorização, como é o caso das classes burguesas nos países ocidentais do século XIX. Para Foucault, a modalidade social autocentrada – que se traduz no cuidado de si - constitui um individualismo fraco e, ao contrário do que parecem, as relações de si para consigo não são desenvolvidas neste caso. O autocentramento, portanto, ao reforçar os valores individualistas, implica em distanciar o sujeito de si próprio. Ao falar nas relações de si para consigo , Foucault caracteriza a cultura de si pelo não individualismo e sim pelo fato de que a arte da existência segue o princípio pelo qual é preciso “ter cuidados consigo”.
Na correspondência analisada, verificamos a recorrência do aconselhamento, a reiterada orientação para os jovens nos momentos de melancolia existencial, ou nos momentos de glória. A orientação quase pedagógica reforça o cuidado de si , apoiando-se nas forças curadoras da poesia . Machado sempre reforça a estima do destinatário. Tomemos um exemplo:
Carta de Machado a Salvador de Mendonça (13.XI.1876):
“ Mal tenho tempo de agradecer-te muito do coração o belo artigo que escreveste /.../, a propósito das Americanas. Está como tudo o que é teu : muita reflexão e forma esplêndida. Cá ficará entre as minhas jóias literárias. Vai por este vapor um exemplar da Helena, romance que publiquei no Globo/.../ Escrevo esta carta, à hora de sair da Secretaria...”
A correspondência vai disseminando o olhar para si mesmo, sempre mediado pelo olhar alheio. Trata-se, ainda, de um projeto literário de cunho pedagógico –conduzir jovens em direção às Musas, poesia e filhas da memória – ; ao estimulá-los, ao compartilhar experiências, Machado ia constituindo e repassando a arte do ofício e a de viver e transitar generosamente na elite intelectual. Cuidando do outro, cuidava de si.
Esta travessia discursiva fica ainda mais significativa a partir dos relatos sobre o rosário de doenças que unia os missivistas numa confraria de queixosos contumazes. Embora tenhamos lido alguns autores da época sobre questões médicas 2, a nossa preocupação não é com o grau de veracidade dos males relatados, mas com a representação simbólica destes sintomas e com o efeito que os poetas obtinham ao irmanar-se pela doença. Em se tratando de Cartas, a doença instalada não é visível fisicamente, mas no discurso. As dissimulações, redundâncias, negativas, silêncios são estratégias discursivas que a pena de Machado, não o seu corpo, consegue realizar.
O estado melancólico do missivista encontra projeção na vida social do século XIX, com a diferença de que Machado representava o esforço do não confinamento que a enfermidade obriga. E assim transitava bem no espaço freqüentado pela elite intelectual e política da sua época. A restrição espacial que ele não pôde ultrapassar foi a experiência das viagens. Machado jamais saiu do Rio de Janeiro.
“ ....o invejo de longe...Eu, meu caro amigo, pelo avanço dos anos, e por outras razões não menos melancólicas, creio que irei deste mundo sem ver uma outra parte dele, que atraem os jovens do meu tempo e continuará a atrair os de hoje. Não sei o que serão hoje essa Veneza e essa Verona, que trouxeram para o finado romantismo a imortalidade de Shyloch e de Julieta e Romeu. Sei o que Byron ainda pôde achar nas águas do Lido e o que Stendhal contou de Milão, sem esquecer os versos de Musset e de tantos outros.”
Carta de Machado a Magalhães de Azeredo (25.IV.1897)
Sobre a doença, temos algumas informações 3. Miguel Couto foi seu médico-assistente e apoio incondicional, conforme relata a Mario de Alencar:
“ De mim vou bem, apenas com os achaques da velhice, mas suportando sem novidade o pecado original, deixe-me chamar-lhe assim. Creio que o Miguel Couto me trouxe a graça”.
Carta de Machado a Mario de Alencar ( 21.I.1908.)
Na época, não havia remédio para a epilepsia que minimizasse as crises de convulsão e os outros desdobramentos ; além de amnésias e dores de cabeça, havia o que Machado chamava tísica mesentérica, grave infecção intestinal que debilitava todo o organismo. A função do médico era reforçar a estima do doente, fazê-lo sentir-se acompanhado e ensiná-lo a reconhecer em si os sintomas da crise para que pudesse tomar algumas medidas práticas de autopreservação. Algumas notas sobre as crises de epilepsia escritas por Machado 4:
“ 4 de setembro: A ausência em casa do Garnier, onde bebi água e Lansac me deu sais a cheirar. Era de tarde. Fizera-me sentar, e eu respondi em português, ao que ele me dizia em francês, saí, vim a casa, jantei, e saí para a estrada de ferro, onde me despedi do Lauro Müller, que ia a Minas./.../ Contei isso ao médico ( Miguel Couto) , dizendo-lhe que mediaram. Ente o fenômeno e a crise que tive no jornal, 22 dias.”
17 de setembro: Caso da bacia, à noite (Ausência?) Outra ausência a 18 de setembro.
9 de outubro: (fim do jantar) Crise. Não me ficaram as dores de costume, mas fiquei sonolento e não saí./... ”
A prática de recolher e registrar anotações é mobilizada pela cultura de si, representa o cuidado consigo mesmo e o resultado é a escrita de si, o lugar entre a carta e o diário, o espaço em que modos de adoecer são também modos de dizer.
“Esta carta não é longa. Escrevo-a com um acesso intermitente de nevralgia, talvez agravado pelo trabalho do gabinete, que é grande e longo. Já lhe disse esta última parte mais de uma vez. Não estranhe a repetição; é próprio da idade.”
Carta de Machado a Magalhães de Azeredo ( 21.II.1901)
O amigo mais íntimo de Machado, Mario, filho de José de Alencar, foi aquele com quem, apesar da diferença de idade, ele mais se identificava pelo amor à poesia e pela doença. O jovem contava todos os pormenores de seu estado mórbido, que se estendia ao spleen , ao mal dos nervos, à visceral melancolia, enfim, ao que hoje equivaleria a estados depressivos crônicos. Nas cartas, ao falar com insistência de si mesmo, da sua doença – sem jamais nomeá-la - , os poetas repetem a paixão ultra-romântica em seu conluio amor e morte – mas como efeito do cuidado de si, de chamar a atenção para o próprio corpo, tudo para não ser esquecido.
“Eu, que tenho mais direito a enfermidades , não lhe digo senão que as vou espiando com olhos cansados. O muito trabalho destes últimos dias tem-me trazido alguns fenômenos nervosos.” (gr. nossos)
Carta de Machado a Mario de Alencar (21.I.1908)
“É preciso sacudir esses nervos despóticos, que fazem da gente o que querem. Bem sei que somente conselhos não valem para tais casos.”
Carta de Machado a Mario de Alencar (23.IV.1908)
Machado missivista sempre traz o foco de volta para o próprio corpo doente; apesar da ênfase, a epilepsia jamais é nomeada enquanto tal, em decorrência do sentimento de autopreservação pessoal e do sentido profundamente negativo que o termo assumiu como herança dos séculos anteriores no imaginário ocidental. No texto das cartas, a doença fica ainda mais agravada pela sua não referência explícita, os missivistas relatam os efeitos sem relacionar á causa. Há um pacto silencioso entre os missivistas.
Em carta de 2.IV.1895, também ao amigo Azeredo , Machado relata a dispepsia nervosa e a retinite – inflamação nas retinas -, motivo pelo qual ficou proibido de ler durante longas semanas. A mulher Carolina lia e escrevia para ele e nesta época lhe ditou a maior parte de Memórias Póstumas de Brás Cubas. Em 1895, Azeredo envia ao Mestre outra carta em que faz uma reflexão preciosa sobre o outro mal daquele século - o tédio, l'ennui, spleen – herdado ao imaginário romântico e que, na vida íntima dos missivistas em finais do século XIX, os acometia a todos. Citamos um trecho:
“... essa melancolia profunda, angustiosa, infernal, que ultimamente o oprime e para tudo o inutiliza/.../ isso não pode ser senão doença, contra a qual vale mais a higiene que os medicamentos. Não se importe de não ser alegre; também eu não o sou, ainda que pareça menos triste. Mas há em tudo um limite. Sacuda de si esse mal, a arte é um bom refúgio, perdoe a banalidade do dito em favor da verdade eterna.”
Carta de Magalhães de Azeredo a Machado (3.IX.1895)
Sobre o mesmo tema, vejamos agora um desabafo do próprio Machado :
“Não queria lamentar-me, seria amargo, seria talvez injusto, por que me sinto de uma tristeza enorme, obscura; se me perguntasse a causa, não lh'a saberia dizer ao certo. Eu a atribuo ao cansaço do organismo, à debilidade irritadiça dos nervos, que assim andam, mais ou menos, desde a influenza que tive no ano passado; tudo isso produz uma exacerbação da minha sensibilidade já naturalmente tão grande, tão caprichosa, tão estranha, e daí essa melancolia de que tenho quase remorso. O que procuro esconder dos meus, tão caros e tão bons para mim; mas nem sempre o consigo, porque sou fraco e inábil na dissimulação. E eis aí como pessoas felizes estragam a própria vida! Mas não é culpa minha, é culpa da natureza que assim me fez. De algum modo se há de pagar o tributo indispensável à miséria humana . ”
Carta de Machado a Magalhães de Azeredo (20.VII.1901)
Este documento nos permite chegar mais perto do homem e escritor Machado de Assis. Comparando ao momento em que escreve a derradeira negativa no capítulo de negativas ao fim de Memórias Póstumas, temos: n a carta ele diz que de se há de pagar o tributo indispensável à miséria humana. No romance, a declaração, ao invés de “tributo”, torna-se um “saldo” : “...porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo /.../ — Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.” 5 A ficção resgata perdas em ganhos.
Assim Machado constrói uma narrativa – epistolar e ficcional - tecida ao contrário, a percepção da finitude sobre o desejo da permanência e o sutil bordado do vazio sobre o nada. Tudo nos é oferecido pela escrita e pode se resumir na tensão vida e morte, memória e esquecimento. Qual seria, então, o legado machadiano? Qual a sua representação para a identidade cultural brasileira?
Luiz Costa Lima chama a atenção para o fato de nossa orfandade cultural 6. A partir do nosso “descobrimento”, ou seja, quando nos tornamos visíveis para o mundo, o Ocidente já não vivia no tempo mítico, mas no impulso das nações conquistadoras, ao que teríamos optado pelo “esquecimento” da proveniência e nos tornado órfãos. Nossa tradição, analogamente a todo órfão que não conheceu os pais, precisa reinaugurar-se a cada momento. Resistimos, assim, ao que poderia se tornar uma ferida indelével – a morte cultural da paternidade. 7
Neste contexto, quais os efeitos de uma proveniência esquecida, sem ancestrais, para a história da cultura e para a tradição literária? A memória subjetiva falha, ocorrência que faz parte dela, de sua organização. Por isso podemos re-significar até mesmo os “brancos”, os vazios, os esquecimentos que acometiam Machado por conta da epilepsia, relatados por ele em suas notas pessoais. De acordo com os textos psiquiátricos da época, o epilético não perdia a consciência durante as crises, mas sobrevinha a elas a perda momentânea de memória, ou seja, o esquecimento era posterior. Machado tinha em si, no seu próprio corpo, o esquecimento não como metáfora, mas como condição física e mental. Do ponto de vista da escrita, seus personagens nos sugerem o valor que ele dava ao esquecimento.
“ Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso,precisa apagar o caso escrito.” 8
Os sujeitos na condição de órfãos precisam resolver o impasse da própria existência. Resta-lhes repetir-se, fingir para si mesmos que seguem um modelo original e, neste afã mimético, imitar uns aos outros, forjar pares, reforçar confrarias, introduzindo a originalidade no plágio. Como se esqueceram da proveniência, precisam da repetição para tecer fios de memória, ainda que o movimento seja inverso; ou seja, criam memória a partir do presente e assim vão reinventando o seu passado. A repetição vai formar a diferença que historicamente se apagara.
Machado refaz a tradição da herança pelo avesso. É quando a primeira ruptura empreendida por ele na cadeia da continuidade é representada pela orfandade , assumida quando o narrador dos contos e romances mostra a nulidade dos vínculos políticos e o desafeto dos elos familiares entre senhores e dependentes na sociedade paternalista. E quando o missivista assume o lugar - vago - de pai.
Só que o bruxo leva esta reflexão ao paroxismo, quando empreende a segunda grande ruptura na cadeia da continuidade : lado à orfandade, eclode, em seu discurso, a recorrência do seu simétrico: a esterilidade – “ essa espécie de orfandade às avessas”, segundo a narração do próprio Conselheiro Aires 9. Quando os personagens não conseguem ou não querem ter filhos, e de fato não os têm, quebram de novo a sua perpetuidade biológica.
Orfandade e esterilidade são rupturas simétricas na cadeia da continuidade. Sem predecessores ou descendentes, Machado refaz a existência sempre a partir de um novo princípio. Sem tradição ou legado, reinaugura-se a cada olhar e configura, nesta descoberta, a saída do impasse para a para a construção da identidade brasileira.
É quando não querer ser pai, da mesma forma que não querer ter filhos pode representar uma recusa, mas ao mesmo tempo constituir uma outra forma de permanência. Por tudo isso só sobra a Machado reproduzir-se e oferecer-se pela múltipla inscrição nas folhas das cartas, jornais e livros, àqueles que queiram recolhê-las ou soprá-las para que se inseminem no mundo e se disseminem pelo tempo.
BARTHES, R.. “ A morte do autor.” In: ____. O rumor da língua. Rio de Janeiro : Brasiliense, 1988. p.66.
Phocion Serpa, H. Codet - Psychiatrie -, Afranio Peixoto - Medicina Legal – Othon Costa, Machado de Assis, Epilético – estes textos encontram-se na Biblioteca do Petit Trianon da Academia Brasileira de Letras .
COSTA, Othon. Machado de Assis, epilético. pub. Gazeta Policial, 31 jul 1937.
As notas foram tomadas por Machado sem a referência ao ano, mas há uma suposição: teriam sido feitas entre os meses de set de 1906 a jan. 1907, um ano antes da sua morte . Conferir MAGALHÃES JR., Vida e obra de Machado de Assis, vol. IV Civilização Brasileira, INL: MEC, 1981 e também o Catálogo da Exposição do Centenário de Machado de Assis.
ASSIS, Machado de. “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. In: _____. Obra Completa. Romance. Rio de JAneiro: Nova Aguilar, 1979. p. 639.
LIMA, Luís Costa. “A crítica literária na cultura brasileira do século XIX”. In: _____. Dispersa Demanda .Ensaios sobre Literatura e Teoria. Rio de Janeiro: Francisco Alves, p.30.
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ASSIS, Machado de . “Memorial de Aires” . In: ______. Obra Completa . Romances. Vol. I. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1979. p.1108.
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