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Identidade Pessoal e Meio Circundante: micro relações sociais em contos de Guimarães Rosa e Sinclair Ross
Marcio Silva (UEFS)

INTRODUÇÃO

Compreendendo que o ser humano encontra em seu meio circundante mais próximo os elementos que estão permanentemente a negociar significantes e significados com a percepção que ele - o indivíduo – tem de si mesmo, é lícito afirmar que o indivíduo faz-se e refaz-se nesse diálogo constante com outrem e com o Outro, delineando sua trajetória na realidade social objetiva mais imediata a partir das interações sociais igualmente mais imediatas.

Dito isto, o presente trabalho intenta descrever e analisar aspectos das micro relações sociais retratadas nos contos “As margens da alegria”, “Um moço muito branco” 1 (ambos de Guimarães Rosa) e Circus in town e Cornet at night 2(estes, de Sinclair Ross). Para isso, apoiaremo-nos na sociocrítica, a qual “visa ao próprio texto como espaço onde se desenrola e se efetiva uma certa socialidade” (BARBÉRIS, 1997, p. 145), constituindo-se em uma leitura na qual se tem a “função da escrita e da arte como espaços e como meios de descoberta e de expressão da historicidade, enquanto campo dos problemas recorrentes e renovados do viver e da condição humana” (Idem, p. 176); a sociocrítica aqui cruza fronteiras, contando com o suporte do paralelismo comparativista, em um enfoque temático da escrita regional-universalista de Rosa e Ross. Assim, a dinâmica dos processos sócio-históricos que regem o caminhar “da literatura e da arte, como imagens tipificadas da realidade, refletidas na consciência do homem social” (NITRINI, 1997, p.47), fundamenta um comparativismo que extrapola os estudos mecanicistas de fontes e influências.

Nos quatro contos acima referidos, o embaraço das personagens diante da confusão e da desordem da realidade põe em movimento uma luta pela superação da dor da perda e, mais ainda, pela superação do embaraço que a perda imprime em cada uma delas; são histórias que suscitam muito da problemática da presença/ausência do Outro como elo fundamental entre o Eu e o mundo. Tal dilema talvez se acentue se se pensar a contemporaneidade como terreno profícuo a aproximações e ausências, quando o conviver (cada vez mais urgente) implica cada vez menos em um viver com .

 

CORNET AT NIGHT / UM MOÇO MUITO BRANCO

O conto Cornet at Night se configura como uma narrativa de ação predominantemente externa, com um considerável grau de densidade, de tempo linear, espaço familiar e rural, personagens sem grande complexidade psíquica e é narrado pela personagem principal. Tais características formais sustentam o drama de Tom que, incumbido da missão de procurar um trabalhador para a colheita e a estocagem da fazenda de seu pai, retorna da cidade com um tocador de flauta. A rudeza e a distância psicológica do pai dele, alimentadas pela necessidade de trabalhar, ainda somadas à “total beatice” da mãe faziam com que o garoto encontrasse refúgio na música e em seu pônei Clipper, como se tais elementos fossem “ilhas de prazer” no ambiente da fazenda.

Se aquele espaço circundado pela escola e a igreja aos domingos se constituía em um micro-mundo a ser superado pelos estudos, a primeira viagem do garoto até à cidade, por sua vez, parecia alargar o universo e a própria imagem que Tom tinha de si mesmo, dando-lhe uma sensação de imponência que se esvanece já nas primeiras ruas da cidade, lugar de anonimato e de tantos Outros, estes tão seguros de si, tão mestres de suas próprias situações.

Após terminar seus afazeres e travar contato com um trabalhador, Tom é impactado pela presença de um jovem rapaz, em um restaurante. O fascínio exercido por Philip sobre Tom, dá a medida exata do preenchimento operado por aquela presença:

 

[Philip era]Diferente dos garotos da fazenda que eu conhecia, [...]. Eu supus por alguns minutos uma companhia imaginária. Terminei minha soda, e para ficar um pouco mais na presença dele pedi uma limonada. Era estranhamente importante para mim estar com ele, prolongar um pouco mais aquela companhia. Eu não tinha a menor esperança de que ele me notasse, nem a menor intenção de me impor intrusamente. Apenas desejava ficar lá, sentir-me seguro de algo que nunca havia encontrado antes,”[...] (ROSS, 1983, p. 42). 3

 

Após amistosa aproximação os dois partem para a fazenda na qual Tom residia. A estupefação do pai e o desconcerto exibido pela mãe do garoto encetam uma nova discussão e a Tom resta visitar Philip no casebre destinado a eventuais trabalhadores. A aproximação encontra aí seu ápice:

 

[...] “fui ver Philip. [...]. Gradualmente a chama na lanterna embaçou o vidro até que o rosto dele ficou dificilmente visível. Fiquei sentado tenso,” [...]
[...] ele pegou a corneta prontamente. Na escuridão macia e opaca eu conseguia vê-la encandescente e fervilhando.
E eu estava certo: quando vieram, as notas eram cortantes e douradas como a própria corneta, e elas deram uma expansão à vida como esta nunca havia visto anteriormente. Elas flutuavam pelo ar em contraste com a noite, e ficavam – cada uma delas – suspensas por um instante, claras e visíveis. Às vezes elas subiam pungentes e absolutas. Outras vezes elevavam-se e depois, como um pássaro pousando, caíam e varriam a terra novamente.
[...]Não consegui resistir. Abracei fortemente com meus sentidos – aquele cheiro acre dos seus cigarros, o perfil inclinado coberto com a luz embaçada” (ROSS, 1983, p. 48-49).

 

Philip existe aqui como o estrangeiro que renova as coisas, a estagnação, a imobilidade e a aridez daquele lugar e de seus habitantes; é um intruso, na perspectiva do pai e um redentor, para Tom. Este, assim, reconhece Philip como um outro semelhante, um outro pertencente a si mesmo.

O desfecho do conto, porém, exibe a força do poder de decisão paterna e a hierarquia das prioridades delimitadas pelas condições materiais de existência. A mãe, figura mediadora, tentaria “balancear a equação”, observando os benefícios das notas cortantes e douradas de uma corneta à noite bem como a necessidade de mão de obra para a colheita e a estocagem. A partida de Philip gerou uma expectativa angustiante (quanto à sua confirmação) seguida de uma dor intencionalmente rebelde e passiva de fato, dor muda que levou Tom a repensar o espaço que o circundava: “Meu pai parecia desconfortável, sentindo, sem dúvida, que estávamos todos culpando-o por tudo. É sempre assim em uma fazenda. Você sempre tem que colocar a colheita em primeiro lugar.” (ROSS, 1983, p. 51). A certeza da ausência aqui é também a certeza da perda de algo valioso, único e insubstituível; a origem de um vazio que seria simbolicamente o preço para que a colheita fosse efetivada.

É justamente nessa negociação constante entre uma identidade pessoal aparentemente estável e a instância do Outro com toda a sua singularidade distintiva que o conto citado se configura em uma narrativa desconcertante e problematizadora, ao representar a lida com a ausência insubstituível. O sofrimento acarretado pela perda do estranho, no presente caso, se passa no âmbito do espaço familiar, onde os interesses e a localização social hierárquica de cada personagem são elementos definidores da ação e desfecho da narrativa.

Essa desestabilização diante do vazio deixado pelo Outro aparece também no conto “Um moço muito branco” (ROSA, 1995), no qual o narrador em terceira pessoa conta a história da aparição de um moço na Fazendo do Casco, Arraial do Oratório, comarca do Serro Frio, em Minas Gerais, após uma forte tempestade. A trama, com elementos fantásticos, é sobre o fascínio exercido por um rapaz de extrema beleza física e “espírito de solidão” sobre a população local, especialmente sobre Hilário Cordeiro (o hospedeiro do moço) e Duarte Dias.

Tem-se em Hilário Cordeiro a figura do anfitrião amável, que se compadece pelo estranho “em lástimas de condições” (ROSA, 1995, p. 90) e no moço muito branco, o estranho misterioso e fascinante. Mais uma vez, essa figura exógena àquela comunidade vem renovar a letargia das coisas locais, ao doar a um cego “pedidor” uma semente que mais tarde daria “um azulado pé de flor, da mais rara e inesperada: com entreaspecto de serem várias flores numa única, entremeadas de maneira impossível, num primor confuso, e, as cores, ninguém a respeito delas concordou,” [...] (ROSA, 1995, p. 93).

O apelo visual intenso e a efemeridade da flor dada ao cego acentuam a “desordem” causada por esse estranho, ao preencher a necessidade financeira e visual daquele com tão bela e “inútil” doação. E mais: ao tocar delicadamente o seio da sempre triste Viviana, filha de Duarte Dias, “homem de gênio forte, além de maligno e injusto” (ROSA, 1995, p.92), o moço desperta na jovem “um enfim de alegria, para todo o restante de sua vida, donde um dom.”(Idem, Ib.).

Passada a ira do pai, tem-se o surpreendente das coisas – Duarte Dias reclama a Hilário Cordeiro e depois implora em meio a lágrimas a guarda daquele moço que não ouvia, não falava e do qual não se sabia o nome. É um movimento de identificação que nos remonta à idéia de que “a identidade de alguém é feita de identificações-com” (RICOEUR, 1991). Dessa forma, o ato de Duarte Dias só causa estupefação pelo fato de o mesmo já ser conhecido como alguém prepotente, em cujo coração “não caía nunca uma chuvinha”. Daí a importância da noção da “dialética da inovação e da sedimentação, subjacente ao processo de identificação, [o qual] lembra que o caráter 4 tem uma história” (Idem). É nesse sentido que fica explícito a concepção não maniqueísta e muito menos simplista de identidade pessoal literarizada por Rosa. Duarte Dias poderia ser tudo aquilo que as pessoas pensavam que ele era, porém ele era ainda algo mais, pois sua identidade pessoal estaria sempre situada no trânsito das relações microssociológicas, fazendo com que ela se constituísse como um constante movimento de sedimentação e inovação a partir de suas identificações.

A partida soturna do moço, retratada já no penúltimo parágrafo da narrativa, nos remonta ao conto Cornet at Night , quando, ao ir-se embora na aurora do dia de Santa Brígida, o moço instauraria naquela localidade um vazio coletivo:

 

“Todos singularmente se deploraram, para nunca, mal em pensando. Duvidavam dos ares e montes; da solidez da terra. Duarte Dias, de dó, veio a falecer; mas a filha, a moça Viviana, conservou sua alegria. Hilário Cordeiro e outros, diziam experimentar uma saudade e meia-morte, só de imaginarem nele. Ele cintilava ausente, aconteceu. Pois. E mais nada.” (ROSA, 1995, p. 95).

 

Eis novamente a perplexidade diante da ausência e da falta do outro, já no último parágrafo do conto, tudo isso em uma figuração simbólica da fatalidade da certeza da suspensão e do não sentido da vida, na qual a separação definitiva alarga os domínios da condição solitária do ser humano no mundo.

 

AS MARGENS DA ALEGRIA / CIRCUS IN TOWN

Se em Cornet at Night e em “Um moço muito branco” a satisfação dos desejos pessoais esbarra na existência de elementos externos ao indivíduo, como a família e a vizinhança, fazendo com que a realidade se imponha sobre os projetos subjetivos de felicidade, nos contos “As margens da alegria” e Circus in Town os autores textualizam uma redenção simbólica de personagens que enfrentam a perda e a impossibilidade de possuir ou gozar da presença do elemento desejado.

No primeiro conto tem-se a história de um menino que viaja com os tios para uma localidade rural em processo de urbanização. Sendo narrado em terceira pessoa e dividido em cinco partes, o conto explora as maravilhas daquela viagem, a descoberta feliz de um peru pelo menino, seguida da morte daquele animal, o sofrimento daquele “encantamento morto” (ROSA, 1995, p. 10) e a reinvenção da alegria.

A onipotência inocente do peru seduziu o garoto: “Satisfazia os olhos, era de se tanger trombeta.” [...]. “O menino riu, com todo o coração.” (ROSA, 1995, p. 9). É ao sair para passear com os tios que o garoto experimenta a permanência em sua memória das impressões que teve ao avistar o animal – e essa experiência alimenta a esperança do reencontro, uma espécie de sofrimento que atingiria seu ápice com a consciência de que por conta do aniversário do doutor a ser celebrado no dia seguinte, o peru teve que ser sacrificado.

Novamente a sensação de quase-morte propiciada pelas relações microssociais. Assim, instaura-se a certeza da fatalidade: “Tudo perdia a eternidade e a certeza; num lufo, num átimo, da gente as mais belas coisas se roubavam.” [...]. “Só no grão nulo de um minuto, o Menino recebia em si uma miligrama de morte.” (ROSA, 1995, p. 10 ).

O campo semântico da quarta parte do conto expressa uma atmosfera de dor e negativismo, no qual a morte do peru é seguida da morte (derrubada) de uma árvore. É evidente o contraste entre a alegria dos preparativos para a festa do dia seguinte e a penumbrosa “saudade abandonada” na qual submergira o garoto.

É porém da mata - símbolo da vastidão escura do mundo - que existia próximo à casa, que irrompe [,]“outra vez em quando, a Alegria” (ROSA, 1995, p.12 ), na luzinha verde de um vaga-lume, elemento frágil e minúsculo diante da grandiosidade do dia que “trevava”; aquele pequenino ser reinstauraria a presença remissora do Outro, promovendo o renascer da esperança e da vida.

Assim como Rosa, Ross também literariza a superação da dor, só que abordando a prevalência da criatividade imaginativa sobre os elementos reais que compõem a dinâmica do espaço familiar. Em Circus in Town , a personagem Jenny é impedida de ir ao pequeno circo que chega na cidade vizinha à fazenda na qual ela mora; tal impedimento se dá devido a motivos financeiros, o que engendra uma discussão entre os pais da garota e instaura uma atmosfera de conflito naquele lar.

Vivendo entre o sacrifício esperançoso da mãe e o pragmatismo imediatista do pai, Jenny encontra no seu irmão Tom a sensatez mediadora dos conflitos familiares. É Tom quem, ao trazer um cartaz rasgado da cidade com fotos do circo, lança um novo mundo à frente da garota. A partir de então, tendo que aceitar a impossibilidade da realização daquela vivência por causa dos débitos e da vida na fazenda, só restaria a Jenny a tarefa de viver, em seus sonhos, uma noite no circo.

Embora seja narrado em terceira pessoa, o conto apresenta o ambiente familiar de Jenny sempre a partir do ponto de vista da mesma, fazendo com que ela se reposicione a todo momento, de acordo com o posicionamento dos outros membros da família com relação ao circo e a ida dela ao mesmo. Isso faz com que as personagens sejam consideradas de diversas maneiras pela garota, nas diversas situações que se apresentam: o irmão traz o pedaço de cartaz, mas tenta justificar (jocosamente) a restrição imposta pelo pai e sua condição financeira; ele ainda critica abertamente a discussão entre os pais e tenta consolar a irmã, mas está sempre a alertá-la sobre a necessidade de se cumprir as tarefas domésticas; a mãe é fonte de esperança e, ao mesmo tempo, desesperança (“Sua própria filha! Por que você não pega – faz algo? Não há nada no horizonte à frente dela a não ser galinhas e vacas! Mais dez anos – você não consegue enxergar a grande estúpida ignorante que ela será?” (ROSS, 1983, p. 69-70), o mesmo aplicando-se ao pai, figura de autoridade máxima dentro do lar.

É nesse situar-se constante diante do outro que Jenny põe em movimento um processo subjetivo de fortalecimento pessoal, resolvendo permitir aquela “dilatação da vida” a qual viabilizaria sua redenção, ainda que correndo o risco de sofrer a punição materna quando a noite chegasse:

 

[...]“puxou o cartaz de onde ele ainda estava, sobre o calendário e fugiu com ele para o celeiro.”

“E lá, em sua solene e sombria quietude, ela teve o circo dela. Não um circo daqueles que param em cidades pequenas. [...]. Não – pois aquele era seu próprio circo; o circo esplêndido e inigualável de uma garotinha que nunca tinha visto circo algum.”

“E o circo prosseguia. Durante toda a noite ela usou suas calças roxas e cavalgava em Billie dando voltas e mais voltas pelo pasto. Um Billie jovem e veloz. Ornamentado com sinos azuis, dourados, vermelhos e prateados pelas rédeas e cabeçada – e o pescoço arqueado orgulhosamente para a música da banda.” (ROSS, 1983, p. 72).

 

A reinvenção da alegria aqui se dá no plano subjetivo, rompendo simbolicamente a rígida estrutura hierárquica familiar, fazendo com que a morbidez engendrada pela impossibilidade de ir ao circo seja superada pela recusa aos deveres domésticos e pelo prolongamento da vastidão propiciada pela noite de sonhos.

 

CONCLUSÃO

Debruçando-se principalmente sobre as práticas individuais acionadas a partir do relacionamento com o outro familiar – que muitas vezes é também desconhecido -, ou a partir do desencontro causado pela partida do outro – desconhecido, mas fundamental para a vivência do prazer, os autores em questão elaboram discursos sobre a sobrevivência na convivência, tendo sempre motivos sócio-históricos regionais como pano de fundo.

A compreensão que um homem tem de si mesmo, por sua vez, não passa de uma interpretação que esse mesmo indivíduo faz a respeito de si e esse reconhecimento pode se apoiar tanto em a) uma identificação na qual a semelhança (na contramão da dessemelhança causada pelo tempo) é fator preponderante, quanto em b) nos diálogos entre as disposições pessoais relativamente duráveis e as identificações que se operam na dialética constante da inovação e da sedimentação de características pessoais. Tais reflexões relacionadas à problemática da identidade pessoal empreendidas pelo filósofo francês Paul Ricoeur são fundamentais para a(s) leitura(s) aqui sugeridas das narrativas analisadas.

São, portanto, as vivências e/ou a superação da dor que permeiam essa locação de si mesmo e do outro em uma rede de posicionamentos (os quais primam pela expurgação do medo e da culpa e a realização de projetos pessoais de felicidade) que fazem com que existam identidades pessoais mutantes e narráveis dentro mesmo das referidas narrativas ficcionais. Valendo tudo isso como e para uma acurada reflexão simbólica sobre aspectos contemporâneos, quando os sujeitos são conclamados a (com?)viverem “em redes”, muitas vezes compartilhando espaços com o outro que pode ser ao mesmo tempo, uma dose - ainda que pequena - de morte, ou a possibilidade da alegria ser, “outra vez em quando”, reinventada.

 

Contos publicados inicialmente no livro “Primeiras Estórias” (1962).

Contos publicados inicialmente no livro The Lamp at Noon and Other Stories (1968).

Os trechos citados dos contos de Ross foram traduzidos livremente da língua inglesa para o presente trabalho.

Marcas distintivas que permitem reidentificar um indivíduo humano como o mesmo; designa o conjunto das disposições duráveis com que reconhecemos uma pessoa, de acordo com o conceito de identidade pessoal por Paul Ricoeur.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

COVIZZI, Lenira Marques. O Insólito em Guimarães Rosa e Borges . São Paulo: Ática, 1978. p. 63-105.

BARBÉRIS. A Sociocrítica. São Paulo: Martins Fontes, 1997. In BERGEZ, Daniel (et al). Métodos críticos para a análise literária . São Paulo: Martins Fontes, 1997.

GONTARD, Marc. O desejo do outro: Por uma semiótica do olhar exótico . In FORGET, Danielle e OLIVEIRA, Humberto Luiz L. de. Imagens do Outro: leituras divergentes da alteridade . Feira de Santana: Universidade Estadual de Feira de Santana, ABECAN, 2001.

MONTANDON, Alain . Sociopoética e escritura de interações sociais . In: JOACHIM, Sébastien (org.). Literatura – Migração / Hospitalidade . Recife: UFPE, 2003.

NITRINI, Sandra. Literatura comparada – história, teoria e crítica . São Paulo: EDUSP, 1997.

RICOEUR, Paul. O Si-Mesmo Como Um Outro . Trad.: Lucy Moreira César. Campinas: Papirus, 1991. pp. 137-166.

ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias . Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995, v. 2.p. 451-455.

ROSS, James Sinclair. The Lamp at Noon and Other Stories . Toronto: M & S, 1983, p. 35-51; 68-72.