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Historiografia Literária da Bahia
Adeítalo Manoel Pinho (Universidade Estadual de Feira de Santana)

 

Proponho aqui estudo com dois objetivos possíveis: a) analisar autores lendo-os historicamente; b) explicitar os mecanismos metodológicos desta história da literatura.

Numa das mais importantes lições sobre historiografia da literatura, o teórico alemão Sigfried S. Schmidt1 orientou que um critério de legitimação da escrita de histórias da literatura na contemporaneidade seria a sua validade teórica e de acervo nos diversos sistemas macro e micro – da literatura à mídia, da economia à matemática. Muito tempo se passou em livros, debates e movimentos os quais a história da literatura foi recorrentemente desprestigiada, acusada de filistinismo, conservadora, chegando a ponto de ser aconselhado o seu total abandono, após um século de prestígio e força (XIX). O século seguinte montou um requintado arcabouço de debates onde sua legitimidade era posta à prova2. Todavia, como bem afirma outro teórico, Paulo de Medeiros3, refletindo a partir de Portugal, mesmo com toda sorte de reservas as histórias da literatura continuaram sendo escritas, publicadas e esgotadas as suas edições.

Pois bem, as afirmações do crítico de história da literatura alemã obrigam uma reflexão sobre a necessidade da escrita de histórias da literatura, mas com pressupostos muito bem observados, como o próprio conceito de literatura utilizado, a explicitação das bases teóricas e a sua validade – como consulta de acervo e não somente aconselhamento dos melhores autores, e uma das diversas e possíveis histórias da literatura a serem escritas, nunca a definitiva ou a total.

Esse estudo observa alguns autores da literatura baiana, assim identificados a partir dos temas desenvolvidos nos seus textos publicados – Fernando Ramos e Raimundo Reis são dois deles. Como exercício de história da literatura, elegi como critério de legitimação a validade desta história para o seu primeiro sistema visível, a comunidade a qual estas escritas se identificam como referência: Um dos livros de Fernando Ramos que examino – Uauá,Glória, tramas e pistoleiros – duas cidades são requeridas desde o título do livro – Uauá e Glória – pequenas urbes da região da caatinga e à beira do São Francisco baiano. As personagens e os sítios citados ainda estão colorindo aquela dupla região – geográfica e ficcional. Autor e comunidade se completam e se identificam na atuação do fictício. Nessa obra, a literatura se amplia da sua capacidade de seleção, elaboração e expressão lingüísticas para ser também um local de fixação de imaginário, representação de perfis econômicos, sociais, religiosos, morais, individuais ou grupais. Perguntar sobre este novo perfil do literário é uma das funções que legitimam a escrita de histórias da literatura. Longe, aqui, de impor estudos sobre o ressentido e o esquecido – essas são tarefas superadas pelo seu caráter destrutivo da unidade do literário e pela força de conceitos como nacional e valor da ficção. A dupla empresa (verificar a literatura e, ao mesmo tempo, a cultura ali fixada) pretende, através da legitimação da escrita de história da literatura, providenciar questões próprias a uma leitura vigorosa destas escritas híbridas e locais, ou micro-locais.

Outro autor, Raimundo Reis escreve crônicas sobre o seu lugar de origem, Curral dos Bois, atual Glória, a mesma cidade do livro de Fernando Ramos. Reis, no seu livro Curral dos Bois, escreve com o tom da ficção sobre moradores, acontecimentos, cotidiano, dias festivos econômica e religiosamente, pulsando num leitor com o qual dialoga, a descoberta da longínqua cidade, cuja distância é tão geográfica, mítica quanto ficcional. Os três símiles espaciais completam um mesmo sentido – a existência.

Para reforçar este raciocínio, sirvo-me de dois acontecimentos teóricos. Na invenção formidável de Ítalo Calvino, nas suas Cidades Invisíveis4, muito semelhantes ao oriente inventado na famosa frase de Edward W. Said5, Glória ou Curral dos Bois (se não sabíamos que ela estava lá, como saber que seu nome antigo era Curral) precisa ser inventada em outro espaço gráfico (littera) para que assuma seu lugar de nomeada e de existência. Um, seria a travessia como o protagonista do livro de Calvino, que ao conhecer e narrar – ou narrar e conhecer – as cidades, faz com que elas passem a existir no imaginário do Grande Cã, uma espécie de protointerlocutor. Este fenômeno da existência pela escrita é tão convincente que a realidade aproveita-se do fictício para alcançar objetivos culturais ou econômicos. São exemplos nítidos dessa prática as cidades, como Salvador e Ilhéus, na Bahia, cuja organização providencia a reprodução de ruas e bairros concretizados nas páginas dos livros de Jorge Amado. Muitas vezes, esse aproveitamento objetiva a captação de turistas literários para aquele sítios.

O segundo acontecimento teórico é o conselho de Said a respeito das narrativas sobre o Outro. Elas fazem com que esse apareça no nosso horizonte semântico pela afetividade ou pelo ódio. Nesse sentido, a existência pode ser comparada a uma empatia virtual. Em outras palavras, ela não é dada por si, mas conceitualmente manipulada. Para o crítico palestino, não se chegou a conhecer o verdadeiro oriente, mas uma imagem adequada, tanto para o desprestígio de culturas desqualificadas quanto para os fins da dominação (a colonização obteve êxito a partir de projetos que priorizavam civilizar e cristianizar os “primitivos” e os “hereges”). À maneira de um recurso metodológico de reconhecimento do mundo, este mesmo processo de “ficcionalização adequada” é ativado pelos referidos escritores para iluminar as suas existências. A história da literatura pode providenciar esses olhares de acervo (conhecimento) e organização narrativa para além do apagamento e do esquecimento.

No momento em que lemos as consagradas histórias da literatura nacionais pelo olhar de Siegfried Schmidt6, observamos que a validade dessas narrativas é posta à prova nas pequenas comunidades rurais ou nas periferias das grandes cidades. Um dos inúmeros motivos desse questionamento está na identificação híbrida dessas comunidades com seus próprios espaços populares. Rapidamente vistas como marginais, por isso, elas tentam estudar e aceitar aquelas narrativas como superiores – o arquivo imposto. Ao invés de buscar respaldo no imaginário, nas aspirações, na linguagem daquelas comunidades, que é bem a validade de que fala Schmidt, as histórias consagradas propõem o aprendizado convencional, a inclusão de sentimentos e aspirações de fora e muitas vezes excludentes. Também, num processo de hierarquização, aconselham a marginalização, demonização e repressão daquelas expressões híbridas e mestiças. Os dois livros aqui citados tiveram edições pequenas e poucos leitores, mas entre justificativas plausíveis, tais quais a duvidosa “qualidade”, estará, na verdade, uma linguagem difícil de se reprimir que fala dessa mestiçagem e desse hibridismo.

Um livro importante, que pode ser encaixado com o perfil de história da literatura como se está refletindo aqui, é Os pobres na literatura brasileira7,organizado por Roberto Schwarz. O tema – opobre –, investigado por diversos estudiosos, organiza a obra numa narrativa que vai de Antonil e Teixeira Coelho no século XVIII a Adélia Prado e a Literatura de Cordel, passando pelo teatro e pelo samba. Mesmo não buscando no seu projeto, o perfil historiográfico, R. Schwarz argumenta sobre a novidade de trabalhos desta natureza na literatura:

Algum tempo atrás, um plano destes seria recebido como prova de conteudismo e cegueira para os valores propriamente estéticos. (...). O contra-senso de usar a ficção como documento bruto se desprestigiou. Entretanto, nem por isso a questão da realidade deixou de existir, e se de fato a insistência na forma, na primazia da organização sobre os elementos de conteúdo serviu para distinguir a linguagem artística das demais, ela também permite o confronto e algo como uma competição entre as linguagens, devolvendo à literatura a dimensão de conhecimento que ela evidentemente tem.8

A proposta do organizador busca conteúdo de realidade dentro da ficção, no entanto, aqui a questão é outra: a lição a se aprender com Os pobres na literatura brasileira é como escrever uma história da literatura que não deseje dar conta da totalidade, que não acabe sendo atraída pelo ímã da pureza e da unidade. Este livro publicado em 1983, busca a organização temática. Semelhantes às observações de Schmidt, ela é freqüentemente consultada como mais um livro de acervo sobre aquele tema – nunca como a palavra definitiva, circulando nas áreas da história, da literatura, da cultura de massa, e outras.

Além dos dois aspectos discutidos até aqui, literatura baiana e história da literatura, acrescento mais um para reforçar a ponte entre a literatura e a história: a cultura popular via o estudo do caso Menocchio, investigado por Carlo Ginzburg em O queijo e os vermes.

O queijo e os vermes – o cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela Inquisição9, trabalho historiográfico renovador, impõe uma tipologia de estudo que se convencionou chamar de micro-história. Logo no primeiro parágrafo, da página inicial, o protagonista nos é apresentado:

Chamava-se Domenico Scandella, conhecido por Menocchio. Nascera em 1532 (quando do primeiro processo declarou ter 52 anos), em Montereale, uma pequena aldeia nas colinas do Friuli, a 25 quilômetros de Pordenone, bem protegida pelas montanhas.10

 

Para Carlo Ginzburg, a cultura popular estaria mais visível em estudos sobre ficção (Gargântua e Decamerão) do que nos alentados documentos históricos. Mas é nesta busca pela sombra muito mais do que pelo objeto que o historiador irá se empenhar. Todos os vestígios do que não são, nem podem ser, cultura letrada, formação escolar e doutrina católica e protestante serão arrolados como pistas possíveis do que seria a cultura popular. Por isso, o olhar de Ginzburg atravessa Menocchio, tentando buscar a sua confissão mais íntima: o que há de você que é o popular? Neste sentido, o século XX aguardou pacientemente Scandella para retomar o interrogatório. Carlo Ginzburg e nós somos inquisidores com outras questões e igualmente seduzidos pela capacidade verbal desse contador de histórias do século XVI.

Uma vez preso, uma parte do interrogatório chama a atenção. Onde Menocchio expõe sua cosmogonia:

Eu disse que segundo meu pensamento e crença tudo era um caos, isto é, terra, ar, água e fogo juntos, e de todo aquele volume em movimento se formou uma massa, do mesmo modo como o queijo é feito do leite, e do qual surgem os vermes, e esses foram os anjos. A santíssima majestade quis que aquilo fosse Deus e os anjos, e entre todos aqueles anjos estava Deus, ele também criado daquela massa, naquele mesmo momento, e foi feito senhor com quatro capitães: Lúcifer, Miguel, Gabriel e Rafael. O tal Lúcifer quis se fazer de senhor, se comparando ao rei, que era a majestade de Deus, e por causa dessa soberba Deus ordenou que fosse mandado embora do céu com todos os seus seguidores e companhia. Esse Deus, depois, fez Adão e Eva e o povo em enorme quantidade para encher os lugares dos anjos expulsos. O povo não cumpria os mandamentos de Deus e ele mandou seu filho, que foi preso e crucificado pelos judeus.11

 

O perigo da heresia se apresenta na fala de Menocchio. A exposição simples e clara de uma crença tão distanciada e antagônica das palavras da bíblia poderia, justamente num interrogatório do Santo Ofício, acarretar prejuízo pessoal sem proporções. Junte-se a isto o fato de que o acusado não tem tantos recursos para proteger-se, como títulos, posses, relações. Domenico corria perigo. Uma das questões investigadas por Ginzburg é esta vontade e disposição em falar, que mais à frente, após esgotar outras possibilidades típicas da cultura erudita, irá atribuir a uma possível camada de conhecimento antigo, sobrevivente, medieval, oral, reprimido – a cultura popular.

No moleiro do Friuli, as condições para uma descrição do popular estavam postas: um documento escrito com o mínimo de fidelidade – os autos da Inquisição, um leitor cujos livros lidos estavam arrolados mais ou menos fielmente. Por entre sua fala, poderia se dirimir o seu modo de leitura e poderiam ser enumeradas e estudadas as possíveis deturpações daqueles textos. A novidade, para os interrogadores e para o próprio Ginzburg, era a dificuldade de manter diálogo com o texto Menocchio. Este possuía seu próprio arsenal de réplicas e de exemplos. Mesmo com um texto confuso, contradizendo as verdades bíblicas, de alegorias aberrantes, o texto estava completo. Havia um sentido do começo ao fim. O que poderia ser esse texto? Talvez esse exotismo tivesse providenciado a curiosidade dos interrogadores. E o historiador começa a desconfiar que se trataria de outro conhecimento pouco codificado, minimamente percebido, fortemente influente – o moleiro poderia ser o resultado fervilhante do encontro de instituições da Modernidade (leitura/Imprensa e religião/Reforma) com o caldo cultural oferecido a todo moleiro, taberneiro, ferreiro, queijeiro. Uma animadora pista daquela cultura popular.

Ainda no caminho da identificação da cultura popular, o historiador afirma:

Uma cultura quase exclusivamente oral como a das classes subalternas da Europa pré-industrial tende a não deixar pistas, ou então deixar pistas distorcidas. Portanto, há um valor sintomático num caso-limite como o de Menocchio. Ele repropõe, com força, um problema cuja importância só agora se começa a perceber: as raízes populares de grande parte da alta cultura européia, medieval e pós-medieval. Figuras como Rabelais e Bruegel não foram, provavelmente, exceções notáveis.12

 

Ginzburg parece concluir isto também com as ferramentas teóricas mais novas dos estudos nas Ciências Humanas. Articulando a passagem acima com uma anterior, qual seja: “A cosmogonia de Menocchio se localiza nesse terreno, ainda quase inexplorado, de relações e migrações culturais.”13 Como Menocchio, a literatura daqueles dois autores da Bahia empreende uma travessia em dois sentidos: pela geografia – em direção ao centro Salvador, que é onde se publica os livros, da existência local para a publicação ficcional.

Aparentemente, para compreender o caso Scandella, é preciso utilizar idéias teóricas de áreas diferentes para que se possa dar conta da sua própria complexidade, como também de uma literatura que se revolta contra o arquivo imposto e mostra a sua própria moldura de conhecimentos. A proposta de circularidade de culturas, já explicitada nas primeiras páginas do Prefácio à edição italiana, advinda das idéias de Bakhtin, pressupõe esta complexa rede dialógica onde os sistemas historiográficos ou literários não dariam conta separados. A eles devem se juntar orientações filosóficas, psicológicas, antropológicas, etnográficas. No caso de termos um corpus que só se vê pela migração, pelo trânsito, então teremos que nos formar investigadores também em trânsito. Como diria uma estudiosa da história da literatura, Hiedrun K. Olinto, respondendo provocação de Siegfried Schmidt:

Se tomarmos a indagação inicial de S. J. Schmidt sobre a necessidade e impossibilidade da historiografia literária, ela precisa ser alinhada aos compromissos do historiador, moldados por sua inserção em determinado espaço histórico-social e em uma esfera disciplinar institucional que orienta as suas preferências por certas molduras teóricas. E as suas paixões.14

Mesmo que corresse o risco da orientação teórica imbricada falhar, talvez nos reconfortasse a última postulação, as nossas paixões!, para não deixarmos exemplos como Menocchio excluídos de uma leitura do anônimo, menor, desafiando todo o gigantismo da tradição vencedora com o seu finíssimo escudo de conhecimento popular, tão agudo que foi capaz de trespassar o adversário sem que este se apercebesse até agora.

Outra questão cujo peso pode equilibrar este estudo é: o que nos oferecem estas produções sobre cidades e personagens tão longínquas? Uma das respostas estaria na própria preocupação de Ginzburg, quando aponta indícios da cultura popular no relato de Menocchio Scandella. Por isso, o diálogo fértil construído com estas comunidades distantes desencadeia a consciência de que o Brasil é formado pela existência e uso também da cultura popular. Por outro lado, as escritas de Raimundo Reis e Fernando Ramos são a percepção literária da identidade como um fenômeno contingente situado entre fronteiras, seja entre a letra e o ser, a margem e o centro, o popular e o erudito, o Outro e o Mesmo.

Abandonando, pelo menos por hora, um projeto autorizado, falar da urbes, do conhecido, do arquivo canônico, Fernando Ramos e Raimundo Reis arriscam-se à semelhança de Menocchio, não à tortura mas, ao esquecimento e a incompreensão. Este estudo de corpus grandioso propõe humildemente não uma complexa rede de indagações mas a simples reeducação do que é a literatura na contemporaneidade.


Referências Bibliográficas

CALVINO , Italo.   As cidades invisíveis. São Paulo: Folha de São Paulo, 2003.

RAMOS, Fernando. Uauá, Glória, tramas e pistoleiros. Salvador: EBDA, 1996.

GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes – o cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela Inquisição. Trad. Maria Betania Amoroso, São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

LUKÁCS, Georg. Epopéia e Romance. In: Teoria do Romance. Lisboa: Presença, 1962. (Biblioteca de Ciências Humanas, 5).

OLINTO, H. K. Interesses e paixões: histórias de literatura. In: _____ (org.). Histórias de Literatura – as novas teorias alemãs. São Paulo: Ática, 1996.

PAZ, O. Os Filhos do Barro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989.

REIS, Raimundo. Curral dos Bois. Salvador: Itapoá, 1969.

SAID, Edward W. Cultura e imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

SCHMIDT, Siegfried S. Sobre a escrita de histórias da literatura – observações de um ponto de vista construtivista. OLINTO, H. K. (org.). Histórias de Literatura – as novas teorias alemãs. São Paulo: Ática, 1996.

SCHWARZ, Roberto (org). Os pobres na literatura. São Paulo: Brasiliense, 1983.

 

Notas

1 SCHMIDT, Siegfried S. Sobre a escrita de histórias da literatura – observações de um ponto de vista construtivista. OLINTO, H. K. (org.). Histórias de Literatura – as novas teorias alemãs. São Paulo: Ática, 1996.

2 GUMBRECHT. História da literatura: fragmento de uma totalidade desaparecida? In: OLINTO, H. K. (org.). Histórias de Literatura – as novas teorias alemãs . São Paulo: Ática, 1996.

3 MEDEIROS, Paulo de. Sombras: memória cultural, história literária e identidade nacional. (Mimeo).

4 CALVINO, Italo.   As cidades invisíveis. São Paulo: Folha de São Paulo, 2003.

5 SAID, Edward W. Cultura e imperialismo . São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

6 SCHMIDT, Siegfried S. Op. cit., 1996.

7 SCHWARZ, Roberto. (org.). Os pobres na literatura. São Paulo: Brasiliense, 1983.

8 Id. , ibid., p. 7.

9 GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes – o cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela Inquisição. Trad. Maria Betania Amoroso, São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

10 Id. , ibid., p. 37.

11 Id. , ibid., p. 43.

12 Id. , ibid., p. 200-1.

13 Id. , ibid., p.112.

14 OLINTO, H. K. Interesses e paixões: histórias de literatura. In: ______. (org.). Histórias de Literatura – as novas teorias alemãs. São Paulo: Ática, 1996. p. 42