| A NARRATIVA FICCIONAL PARA CRIANÇAS E JOVENS E AS REPRESENTAÇÕES LITERÁRIAS DE PRÁTICAS DE LEITURA |
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Coordenadores Prof. Dr. José Nicolau Gregorin Filho (USP) Profa. Dra. Patrícia Kátia da Costa Pina (UESC) Profa. Dra. Regina Michelli (UERJ/UNISAM) | |
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Resumo: Este Simpósio tem como proposta
estudar a narrativa ficcional direcionada para crianças e jovens,
incluindo as diferentes representações de leitores e de práticas de
leitura por ela apresentadas, entendendo-as com instrumentos de "sedução"
desse leitorado específico. Como objetivo geral, este Simpósio pretende
investigar as configurações identitárias que emergem na análise do texto
narrativo ficcional e nas relações entre o texto e o leitor, abordando,
neste caso, as instâncias constitutivas da tessitura narrativa que
promovem um processo de identificação (ou não) no ato da leitura.
Especificamente, objetiva-se investigar as narrativas voltadas para o
público infantil e juvenil, de maneira a construir perfis identitários, a
partir da análise e da comparação de narrativas de momentos
histórico-literários e de locais diferenciados, bem como de variados
autores. Para tanto, o Simpósio organizar-se-á em sessões que contemplem:
a) as relações entre o texto narrativo, em sua especificidade, e o leitor
criança e adolescente; b) possíveis conexões entre identidades culturais e
público leitor; c) a produção artística/literária e de análise crítica
sobre a literatura para crianças e jovens; d) a narrativa literária para
crianças e jovens e sua apropriação por outras mídias. Pretende-se que o
debate resulte em um aprofundamento das discussões sobre a narrativa e seu
enunciatário, focalizando sua produção, seus suportes e sua recepção.
" Subtema: Gêneros literários: fronteiras e ambigüidades |

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| O atrativo e o nutritivo: a imagem do
alimento na literatura para crianças por Daniela Bunn Resumo A partir das reflexões de Benjamin, Agamben e Deleuze traçamos nossas linhas de fuga ao problematizar a relação literatura e infância com a imagem do alimento. No corpus de análise selecionado, no qual a imagem do alimento apresenta-se de forma peculiar, identificamos algumas categorias: o alimento como personagem (como no poema “A alface voadora”, de Ricardo da Cunha Lima), como objeto de desilusão (no conto “A menina do leite”, de Monteiro Lobato), comparado a um personagem (como no livro de Wajman, O vovô e o ovo ou no poema “Hortifrutigranjeiro” de Sérgio Capparelli). Podemos individuar ainda, personagens vegetarianos (como em “Pequenos Assassinatos” de Affonso Romano de Sant’Anna), personagens famintos (como a princesa Tiana, no livro de Márcio Vassallo) ou os Poemas de dar água na boca de Jonas Ribeiro e o pomar repletos de palavras, de Werner Zotz. Até mesmo a poesia visionária de Murilo Mendes, dos contornos de Jandira, entrega-se ao deleite da alface. Procuraremos analisar como as imagens se re-significam no campo da experiência - na dialética da transformação do alimento em palavra - por meio dos jogos de linguagem: o atrativo e o nutritivo. |
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| A cultura africana e afro-brasileira
na literatura de Joel Rufino dos Santos, Júlio Emílio Braz e Rogério
Andrade Barbosa: interações possíveis por Eliane Santana Dias Debus Resumo Esta comunicação tem como foco de análise os títulos de literatura infantil de Rogério Andrade Barbosa, Joel Rufino dos Santos e Júlio Emílio Braz, autores que (re)contam narrativas da literatura oral africana e afro-brasileiras, com a tentativa de de stacar as contribuições que os títulos desses autores oferecem à formação literária do leitor, tanto pelos aspectos estéticos quanto pelos culturais. Ao apresentar às crianças brasileiras histórias de diferentes povos, neste caso a tradição oral africana e dos nossos negros, entende-se que haverá melhor compreensão da diversidade e pluralidade cultural que nos cerca. |
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| O apelo à identidade nacional e ao
utópico na obra infanto-juvenil de Laura Ingalls Wilder
por Fabiana Valeria da Silva Tavares Resumo Este trabalho discute aspectos da nacionalidade e do utópico como elementos fundamentais para estabelecer identidade entre as obras de Laura Ingalls Wilder, que publicou Little House Books durante a década posterior à Depressão norte-americana, e os leitores que leram a coleção ainda nos anos 1940 – e, adicionalmente, aos leitores de hoje que dedicam sites e fóruns de discussão sobre a autora que decidiu “registrar a História para que as crianças de hoje saibam como era o país”. Nesse sentido, apresento excertos que caracterizam tais aspectos nas personagens e em seu discurso nacionalista, bem como comento a estrutura híbrida entre romanesco, romance e biografia, que sustenta esta ideologia que estabelece a identidade entre autor e leitor. Para tanto, baseio meus argumentos em autores como FRYE (1957), sobre a estrutura da narrativa, em WILLIAMS (1977) e EAGLETON (1997), sobre a questão ideológica, e em autores que estudaram as obras de Wilder, tal como ROMINES (1994). Com base neste conjunto, desejo mostrar como os elementos narrativos e o discurso voltado ao espaço e ao estilo de vida utópico descrito, a saber, do último quartel do século XIX, estabelece entre livro e leitor, mais do que identidade, duradoura afinidade com as narrativas de Wilder. |
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| “Cara de Coruja” – a experiência de
leitura como recurso para a renovação dos contos de fada de Charles
Perrault no conto de Monteiro Lobato por Geovana Gentili Santos Resumo Ao longo da sua produção literária infantil, Monteiro Lobato (1882-1948) caracteriza suas personagens – Dona Benta, Narizinho, Pedrinho, Visconde, Emília – como leitores que constantemente buscam a aquisição de novos conhecimentos por meio dos livros. Observamos, contudo, que os moradores do Sítio do Picapau Amarelo não possuem uma postura passiva diante das histórias que lêem ou ouvem, ao contrário disso, estão sempre interferindo e questionando o que lhes é apresentado como verdade única. Essa postura crítica, presente em diversas passagens das ‘reinações’ vividas pela turma e evidente, sobretudo, no comportamento da boneca Emília, torna-se um meio de viabilizar a proposta feita por Lobato de renovar as histórias ‘embolorados’. Considerando esse aspecto, no presente trabalho, pretendemos analisar o processo de incorporação das personagens dos contos de fada de Charles Perrault (1628-1703) no conto “Cara de Coruja” e verificar o quanto a experiência de leitura das personagens do Sítio do Picapau Amarelo torna-se um meio propiciador para estabelecer o diálogo com essas personagens e suas histórias, procurando, assim, romper com as verdades absolutas a respeito de cada uma delas. |
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| LEITURA: UM JOGO DE ESPELHOS
por JOSÉ NICOLAU GREGORIN FILHO Resumo O presente trabalho tem como objetivo primeiro investigar as práticas de leitura de textos ficcionais para crianças e jovens como um processo de espelhamento de identidades, já que a leitura se caracteriza como um importante mediador de (re)conhecimento de universos sócio-culturais. Tomando como quadro teórico-metodológico o comparativismo literário, será analisada a obra Um garoto chamado Rorbeto, de Gabriel O Pensador, a fim de demonstar a universalidade das imagens por e nele produzidas, bem como a amplitude histórica de seu diálogo com crianças e jovens pertencentes a populações excluídas socialmente. Esse caráter universal das imagens pode ser constatado no que se refere à temática da obra, já que o livro discute a exclusão e maneiras de superá-la, bem como no plano da sua linguagem verbal, em virtude de o enunciador buscar em ritmo musical popular a sua expressão. |
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| Um papo de aranha sobre textos e
leituras: a escola brasileira ensina a ‘língua da intertextualidade’?
por LUCI REGINA CHAMLIAN Resumo Considerando-se que a ‘intertextualidade’, em seu sentido amplo, é o que garante a legibilidade de qualquer texto, seja verbal ou não-verbal, narrativo ou não, e que ela seria “a soma de textos existentes”, caracterizando-se por um novo modo de leitura que os levaria em consideração, (o que, sem dúvida, proporciona ao leitor ampliação do espaço semântico e conseqüente enriquecimento cultural), este trabalho interroga se a escola brasileira ensina a “língua da intertextualidade” e de que maneira isso seria possível, em nosso contexto. No intuito de pensar essa questão, busca-se, inicialmente, definir alguns conceitos como ‘texto’, ‘leitura’, ‘leitor’, ‘mediador de leituras’ e ‘intertextualidade’, para em seguida inventariar as “pedras no caminho” à formação de leitores críticos e criativos e de uma noção assim generosa de ‘leitura’ em nossa sociedade. |
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| Manoel de Barros: infância, imagens e
conhecimento por Mara Conceição Vieira de Oliveira Resumo Este artigo empreende uma pesquisa bibliográfica e de campo. A partir da narrativa literária de Manoel de Barros em Exercício de ser criança analisar-se-á, em relação à recepção, o grau de interesse despertado no leitor e a construção intersubjetiva dos perfis identitários. De acordo com Barros, “Nada há de mais prestante em nós senão a infância. O mundo começa ali.” Este mundo que começa na infância é influenciado e construído pelas associações e transferências. As narrativas ficcionais organizam para as crianças o mundo que aparentemente é caótico e confuso. Ao ouvirem ou mesmo lerem histórias elas podem mediar a realidade imediata e a experiência sensível. A abordagem teórica apóia-se principalmente em Walter Benjamin. A pesquisa de campo por amostragem foi realizada com 30 pré-adolescentes do 6ºano/5ªsérie de uma escola da rede particular de ensino em Juiz de Fora –MG. |
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| Expelliarmus! O utópico, o
pós-utópico e a cambiância das identidades em Harry Potter, de J. K.
Rowling por MARCO AURELIO PINHEIRO DE MEDEIROS Resumo Desde a publicação do primeiro título da série, Harry Potter e a pedra filosofal (1997), a obra de J.K Rowling foi elevada à categoria de fenômeno literário, vendendo milhões de cópias ao redor do globo e angariando multidões de leitores fiéis, consumidores ávidos de qualquer material acerca do jovem bruxo inglês. A controvérsia nos meios acadêmicos foi proporcional ao frenesi causado entre os fãs, gerando na crítica literária grupos de detratores e defensores do texto.Este trabalho pretende esmiuçar a questão identitária na série. Partindo da noção de pós-utopia, proposta por Haroldo de Campos (1997), e passando pelas contribuições teóricas de vários autores, entre eles Zygmunt Bauman, Wolfgang Iser e Beatriz Sarlo, a comunicação se deterá em temas como a construção do herói, dos gêneros e do leitor, entre outros aspectos, que nos permitirão pensar o lugar dos sete livros da série na configuração identitária da literatra infanto-juvenil e da cultura contemporânea. |
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| DE ESTRATÉGIAS DE LEITURA AOS
DESAFIOS PARA MEDIR A ASTÚCIA DO VIAJANTE por Maria Zilda da Cunha Resumo Neste trabalho, valemo-nos do labirinto como metáfora para nos acercar de textos literários para jovens. Selecionamos produções contemporâneas (entre livros e telas) cujas arquiteturas, projetam, à semelhança dos caminhos de Borges, desafios de modo a fazer o leitor imergir em intrincado espaço textual e percorrê-lo como um todo sem se perder. Nesse percurso, depara-se o viajante com caminhos que a cada bifurcação engendram múltiplas possibilidades. A regra básica dessa exploração é, portanto, não chegar rapidamente ao final, mas visitar o maior número possível de lugares. |
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| Polifonia e performance: o
experimentalismo estético em Retratos de Carolina de Lygia Bojunga
por Marta Yumi Ando Resumo No presente estudo, realizamos uma leitura da narrativa Retratos de Carolina (2002) de Lygia Bojunga. Para tanto, tomamos como enfoque alguns procedimentos experimentais operacionalizados pela autora em sua tessitura literária, com destaque para a polifonia e a performance verbal, responsáveis por mobilizar intensamente o intelecto e o imaginário do jovem leitor, conduzindo-o, assim, à reflexão acerca dos mecanismos inerentes à própria matéria literária. Sob esse viés, examinamos os modos como a autora agencia o entrelaçamento de vozes no discurso e como se realiza o processo de transmutação da autora em personagem constitutiva da própria trama, ou, em outros termos, como se opera a projeção da categoria autoral nos meandros da ficção. A par disso, averiguamos aspectos concernentes à estrutura performática da escritura lygiana, a partir do exame dos recursos mediante os quais o texto nos é apresentado como algo em processo, em seu fazer, em sua poiésis. |
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| NARIZINHO E EMÍLIA: REPRESENTAÇÕES DE
CENAS DE LEITURA E CONSTRUÇÃO DO PERFIL DA LEITORA NOVECENTISTA NA OBRA
INFANTIL DE MONTEIRO LOBATO por PATRICIA KATIA DA COSTA PINA Resumo Estudo das personagens Narizinho e Emília, enquanto protagonistas de cenas de leitura emblemáticas, cujas possíveis apropriações viabilizariam a percepção de perfis de leitoras no novecentos brasileiro. O objetivo maior desta Comunicação é promover a discussão sobre as relações entre o texto literário e seu receptor, relações estas permeadas por questões culturais e identitárias. Para tanto, analisar-se-ão as personagens destacadas, comparativamente, colocando-as em diálogo com a sociedade brasileira da época. Fundamentam esta pesquisa os trabalhos de Wolfgang Iser, Marisa Lajolo, Regina Zilberman, entre outros. |
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| ENTRE SÓTÃOS, RUAS E REIS: UM OLHAR
SOBRE A PRODUÇÃO LITERÁRIA INFANTO-JUVENIL, DE RICARDO AZEVEDO
por Penha Lucilda SIlvestre Resumo Conforme estudos realizados pela crítica literária sobre a literatura infanto-juvenil brasileira, demonstram que, depois de Monteiro Lobato, somente na década de setenta, algumas obras voltaram-se para as raízes lobatianas, contemplando a produção de textos com uma linguagem inovadora, poética e tematizando os problemas do homem moderno. Assim, em 1980, Ricardo Azevedo iniciou sua trajetória como escritor e ilustrador voltado para um público diverso, sobretudo infanto-juvenil. Azevedo situa-se entre os escritores que abordam os problemas da sociedade contemporânea, tanto no aspecto das relações humanas como nas implicações psicológicas. O escritor enfatiza a dupla existência da verdade, problematizando-a por meio de diversos pontos de vista. Portanto, prima por um narrador liberal. Nesse sentido, propomos a leitura de alguns títulos do autor, dentre eles Um homem no sótão (1982), Nossa rua tem um problema (1986), Uma velhinha de óculos, chinelos e vestido azul de bolinhas brancas (1998), O rei das pulgas (1990) por contemplarem a configuração de narrativas emancipadoras. Desse modo, realizamos uma crítica integradora ao abordarmos os aspectos estruturais e temático-formais ligados à narrativa, como também o seu efeito, na concepção de Iser e sua recepção propriamente dita, sob a ótica de Jauss. Além disso, observarmos o caráter emancipador do texto literário. |
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| O masculino e o feminino em Marina
Colasanti: configurações, encontros, embates por REGINA SILVA MICHELLI Resumo Marina Colasanti inscreve-se no cenário das Letras como escritora que revitaliza, de forma ímpar , os contos de fadas . Sobre as personagens femininas recai um olhar especial , ora apresentando-as conscientes de sua luta por autonomia ou ainda empreendendo este caminho , ora evidenciando o cumprimento do que delas é esperado pela sociedade . Parceiro de errância - subjugado , dominador ou simplesmente companheiro -, avulta também a figura masculina nos textos . Buscando delinear identidades de gêneroemalgunscontos de Marina Colasanti, estetrabalho apóia-se nosestudos teórico-literários, centrados especialmente na LiteraturaInfanto-Juvenil, e na psicologia de baseanalítica junguiana, segundo uma metodologia comparatista. Pretende-se, através da análise das personagens, iluminar perfis paradigmáticos que configurem aspectos do serfeminino e do sermasculinoemsuainter-relação. |
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| A adaptação na tradução de LIJ:
manipulação ou necessidade? por Renata Dias Mundt Resumo Esta comunicação tem por objetivo apresentar e colocar em discussão um panorama das diversas instâncias interferentes no processo de tradução de literatura infanto-juvenil (LIJ), que inclui – além do tradutor em si -- agentes literários, editores, revisores e, no momento da recepção, a escola, os pais e/ou mentores que adquirem ou recomendam a obra ao leitor. Cada uma dessas instâncias influencia o processo de tradução e recepção da obra a partir de sua visão da criança, da cultura de partida e também de seus interesses. Como decorrência disso, o papel do tradutor não se resume à tradução da obra em si, mas inclui (ou deveria incluir) uma ampla negociação acerca do conteúdo do próprio texto com editores, revisores etc., tanto mais quando se considera que o processo de tradução de LIJ é assimétrico: ou seja, são adultos escrevendo e traduzindo para crianças. O reconhecimento dessas instâncias interferentes convida a uma discussão sobre a ética na tradução de LIJ, já que, muitas vezes, as obras tem manipulados e/ou adaptados seu conteúdo e ilustrações, não por questões tradutológicas, mas em nome dos mais diversos interesses. A discussão proposta neste trabalho será acompanhada de exemplos extraídos da tradução de LIJ para o par de línguas alemão-português. |
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| A Nau Catarineta em duas versões
infantis: A narrativa popular através das ilustrações
por Rhea Willmer Resumo A partir de duas versões do poema popular luso-brasileiro, Nau Catarineta (recolhido por Almeida Garrett no Romanceiro e Cancioneiro Geral) configuradas e direcionadas para o público infantil – uma edição portuguesa, e outra brasileira – o presente trabalho pretende observar a forma como, através de uma escrita que recria a oralidade presente no poema em sua forma popular e de suas ilustrações, se dão as reapropriações do poema e de que maneira os ilustradores apresentam novas possibilidades de leituras desse poema. A Literatura Popular tradicional – de origem oral – se aproximou da Literatura Infantil por causa da sua linguagem acessível e pelo seu “caráter universal”. A exemplo do que ocorreu com os Contos de Fadas, a Nau Catarineta é editada hoje para o público infantil. É interessante observar a dimensão que a ilustração assumiu nos livros infantis atuais, nos quais as imagens passaram a ser objeto de leitura, proporcionando múltiplas leituras e releituras de um único texto, uma vez que os elementos visuais são incorporados à narrativa. Privilegio neste trabalho as abordagens teóricas de Cecília Meireles e Natércia Rocha, a respeito da Literatura Infantil e de Walter Benjamin a respeito da recriação da oralidade. |
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| CIUMENTO DE CARTEIRINHA: UMA AVENTURA
COM DOM CASMURRO, DE MOACYR SCLIAR: POR UM ENCONTRO DO LEITOR JUVENIL COM
O UNIVERSO FICCIONAL MACHADIANO por TATIANA DE ARAÚJO SEVERO ROCHA Resumo Este trabalho analisa a obra Ciumento de carteirinha: uma aventura com Dom Casmurro (2006), de Moacyr Scliar, com o objetivo de verificar os repertórios e estratégias - previstos na teoria do efeito de ISER (1996) - que o texto dispõe ao buscar a recepção do público juvenil, em outras palavras, o objetivo é o de desvelar o modo pelo qual esta narrativa faz a mediação entre adolescentes e o universo ficcional machadiano por meio das estratégias do texto. Num primeiro momento tratar-se-á da série a que esta narrativa de Scliar se vincula e da questão das adaptações presentes no acervo de literatura infantil e juvenil. Uma segunda parte discorrerá acerca da leitura de clássicos por crianças e jovens, para então chegar-se, propriamente, à verificação dos repertórios presentes no texto de Scliar e suas implicações para a formação do leitor. |
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| PRÁTICAS DE LEITURA NO ACERVO DO PNBE
/ 1999 por Célia Regina Delácio Fernandes Resumo Como são representadas as práticas de leitura no acervo do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE/1999? Que relações se poderiam observar entre elas e a escola? Essas relações apontam para mudanças ou permanências de modelos de leitura e de conceitos literários? O que dizer dos textos que circulam na literatura infanto-juvenil? De onde são os textos e como eles são lidos? Que conotações permeiam essas leituras? Quais são os perfis de leitores construídos nessas narrativas? Essas questões nortearam o levantamento acerca das representações literárias de práticas de leitura presentes no acervo PNBE /1999, comprado pelo governo e distribuído nas escolas públicas brasileiras, com o objetivo de verificar a maneira como a leitura está inserida nessas narrativas. |
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