| TRADUÇÃO LITERÁRIA E ADAPTAÇÃO: TESSITURAS LITERÁRIAS, INTERSEMIÓTICAS E HISTÓRICO-CULTURAIS |
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Coordenadores Profa. Dra. ELSE RIBEIRO PIRES VIEIRA (Queen Mary University of London) Profa. Dra. MARIA CLARA CASTELLÕES DE OLIVEIRA (UFJF) | |
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Resumo: Este simpósio tem por objetivo
congregar trabalhos realizados no Brasil e no exterior que busquem
aprofundar a investigação e a teorização das interseções resultantes da
transposição de um texto literário para outro sistema literário, outra
mídia (especificamente o cinema) e outro contexto de recepção. Nesse
sentido, dar-se-á prioridade a trabalhos que abordem a transposição da
historicidade de um texto literário para outro contexto
histórico-cultural; questionem as relações assimétricas de poder
instauradas pela atividade tradutória; discutam a utilização da tradução
cultural para fins políticos no contexto receptor; investiguem a interação
do texto estrangeiro com a poética da cultura da tradução e a do próprio
tradutor. Procurar-se-á trazer à tona a atuação de muitos e grandes
escritores brasileiros como tradutores (Machado de Assis, Manuel Bandeira,
Monteiro Lobato, Rachel de Queiroz, Lya Luft, Irmãos Campos, etc), que
fornecem um aval e constituem um público-leitor para o escritor
estrangeiro, sem que haja uma reciprocidade. No que diz respeito às
adaptações, situando a discussão também no contexto da crescente
internacionalização do cinema brasileiro, o simpósio pretende debater os
efeitos da circulação maior do texto literário adaptado no cenário
internacional e, em alguns casos, como commodity com valor de mercado. Os
subsídios dos Estudos da Tradução - um campo conceitual que se constrói
por entrelaçamentos com a História, aSociologia da Literatura, a
Semiótica, a Antropologia, os Estudos da Globalização, etc. - situam o
simpósio numa perspectiva transdisciplinar. " Subtema: Tradução, Transcriação, Adaptação |

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| Um Jeca para o cinema
por André Nóbrega Dias Ferreira Resumo O modelo nacional mais bem sucedido de indústria exclusivamente cinematográfica teve como elemento principal a figura do caipira e sua adaptação, e mais tarde reconstrução, para o cinema. A recriação do personagem Jeca Tatu, feita por Mazzaropi a partir da história Jeca Tatuzinho, publicada como publicidade pelos Laboratórios Biotônico Fontoura, originalmente escrito por Monteiro Lobato, não foi apenas a base para a construção da PAM Filmes (Produções Amacio Mazzaropi), também foi o instrumento para a construção metódica de um público de espectadores cativo, sem o apoio de outros meios. Desta nova construção surgiu um outro Jeca, que continha alguns modelos de representação familiar do caipira, ausentes em Lobato, e sua relação com o cotidiano que sobrevive até hoje nos meios cinematográficos e televisivos brasileiros. |
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| Haroldo de Campos e a dobra de
Mallarmé por Alvaro Faleiros Resumo A perspectiva proposta do presente simpósio trata, também, da transposição da historicidade de um texto literário para outro sistema literário, por meio da qual é possível investigar a interação do texto estrangeiro com a poética da cultura da tradução e do tradutor. A recepção da obra de Mallarmé no Brasil passa pelo destaque dado à mesma pela teoria da poesia concreta. Em seus manifestos, os concretistas fazem constantes alusões à obra de Mallarmé, sobretudo ao poema “Lance de dados”. Esse poema foi transcriado por Haroldo de Campos, um dos líderes do movimento concretista, mas apenas em 1972, vinte anos depois do auge do concretismo e oito anos após a publicação dos primeiros trechos de "Galáxias", em 1964; obra que pode ser considerada neobarroca e marca uma virada no trabalho poético de Haroldo. A transcriação do poema mallarmeano por Haroldo é mediada, esperamos demonstrar, não pela poesia concreta, mas por sua escritura neobarroca que potencializa, por sua vez, o caráter barroco também presente em Mallarmé, e identificado por de Gilles Deleuze em seu ensaio “ A dobra” . |
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| A tradução do mito literário de Otelo
em São Bernardo e a fratura no neo-naturalismo de 30 por Ariane da Mota Cavalcanti Resumo Como aponta Flora Süssekind, em “Tal Brasil, qual Romance?” (1984), o naturalismo é uma estética ideológica recorrente no sistema literário brasileiro. Mantendo-se através de variadas roupagens em momentos distintos (nas obras cientificistas do final do século XIX; no romance de 30 e no romance-reportagem de 70), o naturalismo tendeu a mascarar as diferenças sociais e culturais vigentes no país. Ao tentar promover a idéia ilusória de uma identidade nacional inteiriça, a produção naturalista se pautava na lógica do tal Brasil, tal romance, e procurava dissimular seu estatuto de ficção, impondo-se como documento histórico. Embora situada na década de 30, a obra de Graciliano Ramos não incorreu no apagamento de suas marcas ficcionais, sendo emblemática de uma ruptura com o modelo neo-naturalista. Este trabalho demonstra como a tradução do mito literário de Otelo em São Bernardo se torna uma instância que assinala o caráter ficcional da obra do escritor alagoano, e, assim, passa a ser representativa da fratura que o romance ativa diante do neo-naturalismo; também analisa a ressignificação estética e ideológica do ciúme pela obra de Graciliano, que o transpõe do contexto teatral elisabetano para o nosso solo cultural. |
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| Cultural Translation as the Creation
of International Platforms por Else Ribeiro Pires Vieira Resumo Two cultural translations of ‘o anjo esquerdo da história’ (Haroldo de Campos), carried out concomitantly yet independently , for dissemination initially in Britain, interacted with the broad international outcry at the 1996 Eldorado de Carajás massacre of the MST’s 19 protestors. One is Haroldo de Campos´s self-translation of the poem into ‘the left-winged angel of history’ and t he other, ‘ the angel on the left of history’, is by Bernard McGuirk. Strategies used by the two translators to face the challenges of translating the historicity of the poem to an international readership will be discussed. These include, for example, how the problematics of landlessness and the dense weave of Brazilian cultural memory embedded in the original were made meaningful to a foreign audience, within the concise language of a poem and without resource to footnotes, or how the translators changed the terms of intertextual and cultural reference of the original and at the same time recreated a dynamics of local specificity. Have their cultural translations, while creating an international platform for the sem-terra, ultimately achieved what Haroldo de Campos had proposed for translation as a critical reading of one’s own history? |
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| Comparação de traduções francesas de
contos de Machado de Assis por Emilie Audigier Resumo O papel do tradutor, significativo na difusão da obra literária no país de recepção, interfere na leitura, por transcriar e recriar o texto literário de origem. Na França, as traduções de Machado de Assis foram escritas e descobertas pelo público francês em várias épocas. Proponho aqui apresentar os principais traços distintivos detectados em um estudo comparativo das traduções de dois contos – "O enfermeiro" e "O espelho" – realizadas por quatro tradutores franceses: Adrien Delpech, em 1910; Philéas Lebesgue, em 1911; Victor Orban em 1917 e Maryvonne Lapouge-Petorelli, em 1987. Gostaria de mostrar como a partir da posição tradutora e da época, a obra machadiana vive e conhece pontos de divergência que têm sentido na evolução da tradução literária na França. |
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| SHAKESPEARE NO BRASIL: TRADUÇÕES
BRASILEIRAS DO CÂNONE SHAKESPEARIANO por Marcia Amaral Peixoto Martins Resumo Neste trabalho serão apresentados os resultados de um amplo estudo das traduções brasileiras do teatro shakespeariano com a proposta de contextualizá-las, analisar os respectivos projetos editoriais e tradutórios, determinar a poética de cada tradução, acompanhar sua recepção e examinar as representações do autor e de sua obra que estão sendo construídas pelas traduções que circulam no nosso sistema cultural. A centralidade de William Shakespeare é um fenômeno incontestável, confirmado pela presença constante de sua obra nos palcos do mundo inteiro e no imaginário universal. O ritmo de adaptações de suas peças para outros meios, principalmente o cinema, vem aumentando visivelmente, assim como a publicação de traduções para outros idiomas, inclusive o português do Brasil. Entre 2000 e 2007 foram publicadas 39 novas traduções brasileiras de peças do cânone, sem contar mais seis no prelo, contra 25 em toda a década de 1990. Cada nova tradução cria uma imagem própria da obra e do seu autor, imagem essa que pode até ser contrária àquela considerada “canônica” no momento. A proposta desta pesquisa é, portanto, fornecer, aos leitores/espectadores em potencial, meios de identificar aquelas traduções que mais correspondam às suas expectativas e idealizações em relação à obra dramática de Shakespeare. |
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| A Visibilidade do Tradutor
por Marcos Francisco Pedrosa Sá Freire de Souza Resumo A partir da constatação de que a tradução se mostra como um campo privilegiado para a análise de choques e trocas entre culturas, vamos averiguar a validade, a pertinência e as implicações das postulações teóricas apresentadas por Lawrence Venuti. O teórico afirma que a tradição ocidental tem sido a de tornar invisível a figura do tradutor, o qual, para tanto, tem procedido a uma domesticação etnocêntrica do texto a ser traduzido. Esses postulados serão comentados tendo como base o confronto entre as pesquisas levadas a efeito por Heloisa Gonçalves Barbosa, em seus estudos sobre a tradução de romances brasileiros para a língua inglesa, e as investigações de Maria Teresa Machado, sobre o trabalho tradutório de Elizabeth Bishop. É essa a perspectiva de debate para a qual se volta o interesse deste trabalho. |
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| A cleptomania do tradutor: a tradução
no Brasil na década de 40 do século XX por Maria Clara Castellões de Oliveira Resumo Esse trabalho tem por objetivo avaliar resultados de pesquisas desenvolvidas no âmbito do projeto “Traduções Literárias: Jogos de Poder entre Culturas Assimétricas” em torno da prática da tradução por escritores brasileiros durante a ditadura civil que vigorou no Brasil nas décadas de 30 e 40 do século XX. Para tanto, serão analisadas as listas de traduções trazidas a lume por escritores-tradutores e as críticas de traduções realizadas por Agenor Soares de Moura e publicadas no Diário de Notícias, de Porto Alegre, entre 1944 e 1946. Parte-se do princípio de que, nesse momento, tais escritores-tradutores, em funções de prescrições de seu entorno e dos relacionamentos estabelecidos pelo governo brasileiro em um contexto mundial, agiram de forma semelhante à do tradutor cleptomaníaco que dá nome a um conto de Dezsö Kosztolányi (1996). |
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| A subjetividade implícita do tradutor
por Mayra Barbosa Guedes Resumo Apresentaremos neste trabalho uma análise da subjetividade presente nos enunciados do conto Zadig de Voltaire, texto original e três traduções encontradas no mercado editorial brasileiro. Esta análise está fundamentada numa abordagem da Teoria da Enunciação, mais especificamente no arsenal teórico de Patrick Charaudeau et de Catherine Kerbrat-Orecchionni. Mostraremos que mesmo quando a subjetividade do enunciador não está explicitada por um pronome de primeira pessoa, outros termos deixam entrever o enunciador de forma implícita, tais como substantivos, adjetivos, verbos e advérbios com valor axiológico. Estas pistas são deixadas tanto pelo enunciador da obra original quanto pelo enunciador de cada tradução. As diferenças entre as quatro obras foram vistas também com relação ao contrato de fidelidade, requisito imprescindível à tradução de todo texto. O tradutor precisa assumir a responsabilidade de ser fiel com seu leitor e com o primeiro enunciador do texto no qual se debruça a fim de torná-lo compreensível em outra língua e consequentemente em outra realidade socio-histórico-cultural. Pretendemos por fim dialogar com as correntes pós-estruturalistas presentes na análise proposta por Freud e Lacan que vêem na singularidade da escrita tradutória as marcas da subjetividade do tradutor como traços deixados pelo desejo inconsciente no texto traduzido. |
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| Reflexões sobre a prática da tradução
para Monteiro Lobato: análise da obra "Fábulas" por Míriam Giberti Páttaro Pallotta Resumo Monteiro Lobato, principalmente em algumas cartas endereçadas ao amigo Godofredo Rangel, apresentou suas idéias sobre a prática da tradução, que realizou paralela à função de escritor. Sua concepção ressaltava a necessidade de adaptar a linguagem utilizada para o contexto brasileiro, tornando o texto atraente e significativo para o leitor nacional. A partir de suas colocações, que também deixam evidente sua preocupação com questões histórico-culturais, apresentaremos uma análise da obra Fábulas. Nela. de um modo peculiar e inovador, algumas fábulas do francês la Fontaine são transcritas e, acompanhadas por comentários de alguns personagens lobatianos, exemplificam como a prática da tradução pode resultar em interações diversas. |
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| "Utopia Selvagem", de Darcy Ribeiro e
"A Idade da Terra", de Glauber Rocha: elementos para uma transposição
intersemiótica por Pablo Alexandre Gobira de Souza-Ricardo Resumo Com base na afirmação de Darcy Ribeiro sobre ter feito o último capítulo de seu livro para ser filmado pelo cineasta Glauber Rocha, este trabalho analisa a trama que é revelada a partir dessa afirmação e que alude ao diálogo intelectual entre os autores na esfera da cultura. Este trabalho aponta alguns elementos que podem auxiliara transposição da Literatura para o Cinema. Em outras palavras, pretende-se, a partir das potencialidades de um texto literário, discutir a transformação deste em roteiro a ser filmado. Para isso, aproxima-se o livro Utopia Selvagem, de Darcy Ribeiro, do roteiro do filme A Idade da Terra, de Glauber Rocha. |
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| Da Odisséia ao Finismundo:
experiência e vivência em Homero e Haroldo de Campos por Tatiana Maria Gandelman de Freitas Resumo Analisaremos a "Odisséia", de Homero, e o "Finismundo – a última viagem", de Haroldo de Campos, buscando um contraponto entre as duas obras, a partir dos conceitos de ´erfahrung` e ´erlebnis`, do teórico alemão Walter Benjamin. Como afirma Haroldo de Campos, no canto XI da "Odisséia" Tirésias prediz o futuro de Odisseu com a expressão ´thánatos dè toi eks halós`, (v. 134), que permite uma ambivalência na língua grega, podendo ser traduzida como “morte longe do mar” ou “morte que procede do mar”. Partindo dessa ambigüidade, em "Finismundo" Campos propõe um novo périplo a Odisseu. Porém, não existe mais o Mediterrâneo de Homero como o lugar da viagem em um contexto pleno de sentido. O que há é o mundo moderno desencantado e vazio de experiência. Como termo de mediação entre o antigo e o moderno, o universo cristão da "Commedia", de Dante Alighieri. A bela totalidade homérica, perdida e irrecuperável, se opõe ao mundo de hoje sem périplo nem epopéia, nem ´il folle volo` de Odisseu, que tenta a volta ao mar ainda uma última vez. Resta somente o cotidiano banal, resumido a ´açuladas sirenes`, ´semáforos`, ´Lúcifer portátil`, ´ninharias flamíferas` e ´cartões postais do Éden`. |
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| Relações entre Tradução, Política e
História por Giovana Cordeiro Campos Resumo Este trabalho analisa duas traduções do romance For Whom the Bell Tolls (1940), de Ernest Hemingway, realizadas, respectivamente, por Monteiro Lobato, na década de quarenta do século XX, publicada pela Companhia Editora Nacional, e Luís Peazê, em 2004, editada pela Bertrand Editora. Os cerca de sessenta anos que afastam a primeira reescritura da segunda correspondem a um período no qual os estudos literários e tradutórios passaram por mudanças significativas. Desse modo, partindo do pressuposto de que as duas referidas reescrituras teriam sido orientadas por princípios tradutórios diferentes, uma vez que espelham contextos sócio-históricos e político-ideológicos distintos, procuramos não apenas identificar as características que aproximam e distanciam uma tradução da outra, mas também descobrir até que ponto cada uma delas está em consonância com o pensamento tradutório de seus respectivos patrocinadores e contextos. Este trabalho não apenas ilumina parte da história da tradução no Brasil, como também revela o quanto os Estudos da Tradução podem ser relevantes para as pesquisas no campo da prática literária comparativa. |
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| Guimarães Rosa e a tradução paradoxal
por Helena Martins Resumo Este trabalho retorna à já muito analisada correspondência de Guimarães Rosa com seu tradutor italiano, Edoardo Bizzarri, buscando compreender como convivem ali dois imperativos aparentemente contraditórios, expressos nas seguintes duas passagens: (a) “a orientação válida é mesmo aquela – de só pensarmos nos eventuais leitores italianos. Não se prenda estreito ao original. Voe por cima, adapte quando e como bem lhe parecer” (p. 7); e (b) admirável é a tradução em que “nada do texto original se evaporou, nada foi omitido, tudo ficou preservado... e prestigiado!” (p.13). Uma forma comum de compreender a convivência desses dois pontos de vista no pensamento de Rosa sobre a tradução é vê-la como oscilação entre dois pólos irreconciliáveis. Exploramos neste trabalho a hipótese de que as reflexões do autor sobre a atividade tradutória possam ser tomadas de uma forma alternativa, em que o aparente paradoxo possa ser, se não resolvido, pelo menos dissolvido. Discute-se a relevância contemporânea de uma tal perspectiva no campo dos estudos da tradução. Co-autor: MARIA PAULA FROTA |
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| A hora da estrela: relações entre o
romance de Clarice Lispector e o filme homônimo de Suzana Amaral.
por Jaqueline Castilho Machuca Resumo Com o intuito de discutir a problemática das adaptações literárias para o cinema, o trabalho aqui proposto procura abordar as relações existentes entre o romance A Hora da Estrela, de Clarice Lispector e o filme homônimo de Suzana Amaral. O eixo de análise se centra, portanto, nos pontos de aproximação e distanciamento entre as duas obras. É fundamental entender que a supressão ou o acréscimo de elementos no filme em relação ao livro podem causar diferentes efeitos de sentido, principalmente no que concerne à recepção da obra pelo telespectador. Embora os dois textos sejam semelhantes, Suzana Amaral utiliza a linguagem cinematográfica para construir significados diferentes daqueles propostos no romance e isso deve ser levado em conta, pois embora as adaptações se baseiem em um texto já existente, elas também devem ser vistas como obras originais. |
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| REFLEXÕES SOBRE UM PROCESSO
TRADUTÓRIO DAS “MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS” por Maria das Graças de Castro Nogueira Resumo Este trabalho se fundamenta na apreciação crítica das Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, traduzidas por William L. Grossman. Para refletir sobre seu ato tradutório, a hermenêutica amplia horizontes, tomando como ponto de partida ponderações de grupos teóricos expressivos que: defendem a estrita fidelidade à intenção do autor; reivindicam a categoria estética da tradução como criação, permitindo liberdade ao tradutor, e refletem sobre a intraduzibilidade do texto. Nos comentários sobre o processo de transposição de um código a outro, recorre-se à teoria hermenêutica de Hans-Georg Gadamer, portadora de bases sólidas e fundamentais para a investigação da linguagem no texto de chegada. A fim de demonstrar que a tradução é particularmente ilustrativa do processo lingüístico da compreensão e interpretação do texto original, de acordo com Gadamer, pretende-se apresentar trechos do autor e do tradutor, capazes de retratar o primor artístico do primeiro e os efeitos de sentido, contraditórios ou não, criados pelo segundo. Será enfatizado o fazer criativo de ambos para apresentação de aspectos significativos que marcam um acesso expressivo ao texto machadiano. Co-Autora: THEREZINHA MUCCI XAVIER (UFV) |
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