| A INVENÇÃO DO ARQUIVO LITERÁRIO |
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Coordenadores Profa. Dra. Sandra Regina Chaves Nunes (UNIFIEO) Prof. Dr. Roberto Said (UFMG) Prof. Dr. RONIERE Silva Menezes (CEFET-MG) | |
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Resumo: O enfraquecimento das
fronteiras dos territórios disciplinares, pelas abordagens teóricas mais
contemporâneas, permitiu a inclusão, na reflexão sobre a obra literária,
de documentos como correspondências, depoimentos, entrevistas,
manuscritos. Assim, os acervos literários tornaram-se um espaço de
contribuição para a historiografia literária, para as críticas textual,
genética e biográfica. No Simpósio A invenção do Arquivo Literário,
pretende-se ampliar as questões iniciadas na Abralic 2002 e nos Colóquios
realizados na UFMG sobre o arquivo como um sistema de discursos que
expande os limites da análise textual. Uma das propostas deste Simpósio é
debater a função mediadora exercida pelos órgãos responsáveis por
preservação, organização e divulgação dos acervos de escritores
brasileiros. Essa função permite a construção, pela pesquisa e divulgação
dos documentos, da memória literária dos titulares e a reconstrução de
períodos literários vividos por várias gerações. Pretende-se, ainda,
possibilitar o intercâmbio e a integração de trabalhos com acervos e
arquivos literários, incentivando a pesquisa documental como contribuição
para o avanço dos estudos literários e culturais. " Subtema: Literatura e outros saberes |

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| Caminhos da criação: catálogo
analítico dos dossiês com exemplares de trabalho de Mário de Andrade
por Aline Marques Resumo Sob orientação do Prof. Dr. Marcos Antonio de Moraes, esta pesquisa se dedica a uma parcela da série Manuscritos Mário de Andrade no arquivo do escritor no Instituto de Estudos Brasileiros e prende-se ao Projeto Temático coordenado pela Profa. Dra. Telê Ancona Lopez, vinculado ao IEB e à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas-USP, Estudo do processo de criação de Mário de Andrade nos manuscritos de seu arquivo, em sua correspondência, em sua marginália e em suas leituras. o qual conta com a participação dos Profs. Drs. Marcos Antonio de Moraes (FFLCH-USP) e Flávia Toni (IEB-USP). O objetivo desse estudo se detém na análise dos “exemplares de trabalho”, manuscritos que apresentam, no processo criativo, texto impresso, publicado em livro ou em periódico, sobre o qual o escritor construía, por meio de rasuras, uma nova versão, ou seja, um novo manuscrito. O cerne da pesquisa é a tentativa de reconstrução dos caminhos percorridos pelo escritor na retomada da criação, fundamental no caso de Mário de Andrade, posto que ele tinha por hábito destruir os rascunhos e/ou versões dos textos assim que os via publicados. |
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| Arquivando o presente: construção e
pesquisa de acervos sobre a ficção brasileira contemporânea
por ANA CLAUDIA COUTINHO VIEGAS Resumo A partir do trabalho de construção de acervos sobre a ficção brasileira contemporânea que venho desenvolvendo dentro da Linha de Pesquisa “Literatura e Cultura Contemporâneas” do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, e do Grupo de Pesquisa “Vida Literária e História Cultural”, pretendo refletir sobre as especificidades da constituição de um arquivo de literatura contemporânea, formado necessariamente por material multimidiático: imagens televisivas; vídeos; filmes; programas de rádio; textos, imagens e sons veiculados pela internet. Serão discutidas questões relativas às transformações dos conceitos de autor, obra e valor literário nesse contexto da interação entre a literatura e os meios eletrônicos e digitais, assim como de que modo a estrutura técnica dos arquivos virtuais determina também a estrutura de seus conteúdos. Por fim, tendo em vista as afirmações de Derrida de que “o arquivamento tanto produz quanto registra o evento” e que “não se vive mais da mesma maneira aquilo que não se arquiva da mesma maneira”, será objeto de estudo a própria idéia de um “arquivamento do presente”. |
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| ARQUIVO CAPIROBA: Uma antropofagia da
obra de João Ubaldo Ribeiro por Eliane Maria de Oliveira Giacon Resumo A comunicação pretende relatar o processo de pesquisa das fontes( jornais , revistas, livros teóricos, textos da WEB) sobre a obra de João Ubaldo Ribeiro de 1968 a 2008. O processo de composição desse arquivo nomeado de “ Capiroba” não veio ao acaso, pois o personagem de uma das obras do autor JUR pesquisa e seleciona o que ele irá comer( carne humana). A trama do arquivo do trabalho, que vem sendo realizado: pesquisa, seleciona e extrai dos textos extra-literários diferentes visões da obra do escritor.O processo de criação literária do autor é tão solitário como o do literato-arquivista, visto que é atrás de um computador e entre documentos, luvas e máscaras, que o segundo vai compondo uma rede ao desvela o ato de criação, divulgação e extensão de uma obra literária. |
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| Uma crônica, várias crônicas:
exercício de análise genética por ISABEL GOUVEIA FERREIRA LIMA Resumo A presente comunicação tem como objetivo divulgar resultados parciais da pesquisa realizada com manuscritos de crônicas do escritor cearense Moreira Campos, publicadas no jornal O Povo, de Fortaleza. Selecionamos o texto do dia 8 de dezembro de 1989, datilografado e com interferências autógrafas. Investigaremos as lições contidas nesse manuscrito. A fonte para nosso estudo é o acervo do escritor, doado recentemente à Universidade Federal do Ceará, o que vem permitindo, nesta instituição, o desenvolvimento de trabalhos acadêmicos que têm como base teórica a Crítica Genética. |
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| Crítica e recepção nos bastidores do
arquivo literário por Kelen Benfenatti Paiva Resumo A partir dos arquivos da escritora Henriqueta Lisboa (1901-1985) que se encontram no Acervo de Escritores Mineiros, na UFMG, a presente comunicação propõe uma reflexão sobre a importância dos arquivos para os estudos literários, tendo em vista a existência de documentos que permitem recontar histórias sob diferentes perspectivas. Nesse sentido, é significativo o número de documentos alocados nos arquivos de Henriqueta Lisboa que nos possibilitam delinear sua importância e destaque entre os intelectuais de seu tempo e narrar parte de sua história, uma vez que, por meio de recortes de jornais guardados por ela e da correspondência que recebeu de escritores e críticos, é possível "reconstituir" a recepção de sua obra. Assim, a leitura dessas fontes documentais nos permitem pensar o arquivo como lugar de mediação crítica no qual circulam manuscritos, pareceres, opiniões e avaliações do texto literário. |
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| A criação poética de Mário de Andrade
nas páginas da revista francesa "L'Esprit Nouveau" por Lilian Escorel de Carvalho Resumo Nesta comunicação, proponho apresentar parcela de minha pesquisa para doutorado, "A revista 'L'Esprit Nouveau' na formação das idéias estéticas e da poética de Mário de Andrade", a qual se vincula à exploração teórica e crítica das matrizes e da marginália do escritor modernista, presentes em sua biblioteca, e se integra no Projeto Temático "Estudo do processo de criação de Mário de Andrade nos manuscritos de seu arquivo, em sua correspondência, em sua marginália e em suas leituras", sob orientação da Profa. Dra. Telê Porto Ancona Lopez. "L'Esprit Nouveau" (1920-1925), revista de estética francesa criada pelo pintor Amédée Ozenfant, pelo arquiteto Le Corbusier e pelo poeta Paul Dermée, representa uma das matrizes da criação de "Paulicéia desvairada" (1922) de Mário de Andrade (1893-1945). O "Prefácio Interessantíssimo" nesse livro, espécie de manifesto no qual o poeta brasileiro anuncia a sua poética moderna, reformulado em "A Escrava que não é Isaura" (1925), reflete também o seu diálogo com esta revista francesa. A leitura mais os apontamentos autógrafos, sobrepostos aos textos impressos pelo leitor/escritor, fazem com que os números anotados passem a gozar da dupla natureza de edição e de manuscrito. |
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| Os percalços do trabalho com
arquivos: reflexões sobre a ida ao arquivo Altivo Sette
por Lílian Cristiane Moreira Resumo Ao estudarmos a obra do escritor são-joanense Altivo de Lemos Sette Câmara (1908-1982), que se encontra espalhada em diferentes locais (públicos e privados), encontramos algumas barreiras que dificultaram o processo de ida a este arquivo. O fato de esta obra estar protegida por diferentes arcontes, em diferentes ‘arkhêions’ e ter sofrido diferentes processos de domiciliação (Derrida, 2001) propiciou alguns dos percalços com os quais nos deparamos. Tendo, enfim, ultrapassado as barreiras e chegado aos documentos espalhados, procuramos reuni-los virtualmente através de fotografias digitais, compondo assim um arquivo virtual. Tendo passado por tal experiência, surge a possibilidade de refletirmos um pouco sobre o processo de ida aos arquivos, principalmente aos compostos por documentos dispersos; sobre o conceito de arquivo e suas peculiaridades; além de refletirmos um pouco sobre o trabalho com arquivos no mundo contemporâneo. Para tanto, utilizaremos Jacques Derrida (2001) e suas reflexões sobre arquivo e ‘mal de arquivo’; Reinaldo Marques (2003) e Philippe Artières (1997) discorrendo sobre a idéia de arquivamento do escritor; Fausto Colombo (1991) e seu conceito de ‘arquivos imperfeitos’; Andreas Huyssen (2000) refletindo sobre o ‘boom’ da memória e, portanto, dos arquivos, na era da tecnologia. |
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| Ana C.: um arquivo
por Luciana di Leone Resumo No Instituto Moreira Salles, do Rio de Janeiro, desde 1998, tem seu domicílio o acervo de documentos da poeta carioca Ana Cristina Cesar. Desde a morte da poeta, o arquivo foi permanentemente modificado pela introdução de novos escritos – edições de inéditos, reedições, estudos, etc. - resultado eles mesmos de trabalhos feitos com o arquivo. Esse movimento duplo, de leitura e escrita, foi realizado, neste caso, por diferentes agentes, com diferentes motivações: família, amigos, pesquisadores, críticos, etc. Neste artigo pretendo percorrer as narrativas dominantes que surgiram dos trabalhos, e de que forma essas narrativas encontram, no próprio arquivo, aquelas que vão contradizê-las. Mostrando, inclusive, de que forma a própria Ana tratou na sua produção com a questão do arquivável, fazendo evidente uma tensão entre a vontade de produzir arquivo e outra de apagar toda escrita. |
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| Cartas a um não tão jovem escritor: a
correspondência de Josué Guimarães por MIGUEL RETTENMAIER DA SILVA Resumo Josué Guimarães é dos escritores mais queridos pelo público leitor gaúcho. Muito antes de se dedicar, porém, à literatura e mesmo quando já escrevia ficção, fez do jornalismo sua profissão, exercendo na imprensa várias funções, de cronista a editor. Também atuou na política, embora em curtos, mas significativos, períodos de sua vida. Sua produção literária, contudo, ganha impulso e se consolida quando Josué se aproxima dos cinqüenta anos, no momento em já encontrara, no jornalismo e na política, respaldo por uma vida atuante no que se refere à sociedade de seu tempo. Produziu romances, novelas, contos e literatura infanto-juvenil, tornando-se, nos anos de chumbo da ditadura militar, um dos autores mais lidos na história da leitura do Rio Grande do Sul. Seu acervo, o ALJOG/UPF, está sob a responsabilidade da Universidade de Passo Fundo desde 2007, guardando originais, objetos pessoais, publicações na imprensa e, também, a correspondência destinada ao autor. Assim, em comunicação, de posse dessa correspondência, pretende-se, na interpretação às cartas recebidas por Josué Guimarães, refletir sobre a influência que outros escritores, dentre os quais, principalmente, Erico Verissimo, tiveram em sua obra e sobre a leitura que Josué e que seus amigos escritores fizeram da realidade política da época. |
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| A INVENÇÃO DO ARQUIVO HISTÓRICO E
EMBATES ACERCA DA MEMÓRIA por Odair da Cruz Paiva Resumo O arquivo histórico é um sujeito polissêmico. Portador de formas,conteúdos e funções variadas, ele estápresente na maioria das sociedades que dominaram a escrita. Trata-se de uma invenção antiga que, no século XIX,ganhou status oficial como instrumento de preservação da memória dos sujeitosda História; de acordo com a tradição positivista, estes eram o Estado, a Igreja e os grandesnomes da política. Sua institucionalização foi contemporânea aprofissionalização do historiador e também à criação dos Museus e Centros deDocumentação; estes respondiam à um complexo jogo de interesses e disputas pelapreservação de uma expressão da memória social e política em detrimento deoutras presentes na sociedade. Esta comunicação tem por objetivo discutir aspositividades e negatividades dos arquivos como instrumento de preservação damemória histórica. A reflexão tem como elemento condutor os embates que correntes historiográficascomo o positivismo, o marxismo e aEscola dos Annales produziram sobre a construção, preservação e difusão damemória histórica. |
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| Sem nome, sem livro, sem lenço e sem
documento: por Roberto Said Resumo Carlos Drummond de Andrade viveu em Belo Horizonte, entre idas e vindas, aproximadamente quinze anos. O período, embora pautado por constantes interrupções, revela-se decisivo em sua trajetória, pois abarca não somente sua formação artística e literária, como também suas primeiras incursões no campo intelectual. Trata-se, sobretudo, da primeira experiência do escritor com as tramas políticas e culturais do mundo moderno, em sua pauta de expansão e diversidade, inscritas paradoxalmente nas configurações urbanísticas e sociais da então recém construída capital mineira. No curso desses anos, ele produziu extenso e heterogêneo conjunto de textos formado por crônicas, poemas em prosa e em verso, resenhas e ensaios de crítica literária, artigos sobre o cinema, crônicas e aforismos. No entanto, essa produção não foi publicada em livro, não se tornou obra impressa. Todas as reuniões e seleções de textos, cuidadosamente organizadas e preparadas pelo jovem escritor, malograram antes de chegar ao prelo. Este estudo pretende analisar a história descontínua dessa experiência autoral, a fim de identificar os agenciamentos estéticos, políticos e culturais que a condicionam. Trata-se de estudar a travessia da primeira poesia drummondiana em seu vir-a-ser moderno |
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| Poética e diplomacia em João Cabral e
Guimarães Rosa por Roniere Silva Menezes Resumo Pesquisas em acervos – públicos e particulares – onde se encontram textos produzidos por João Guimarães Rosa e João Cabral de Melo Neto revelam a existência de importantes articulações entre o posicionamento dos escritores-diplomatas em relação aos parâmetros técnico-científicos da modernidade. Os autores questionam o empreendimento moderno, no que tange à mecanização racionalista do mundo, à destruição da natureza e à visão do humano como “homem-máquina”. Ao mesmo tempo, revelam-se atraídos pelas inúmeras possibilidades oferecidas pelo desenvolvimento tecnológico. Estudos em arquivos literários contribuem para uma maior percepção a respeito do lugar, muitas vezes ambíguo ou desconfortado, ocupado pelo escritor e pelo poeta, na configuração da paisagem intelectual de meados do século XX. Ofícios, diários, cartas, entrevistas encontrados em acervos revelam interseções entre o caráter estético e ético da escritura e alargam a noção do objeto literário. O homem comum, submetido às estratégias disciplinares do progresso, apresenta-se, nos textos pesquisados, dotado de saberes e habilidades. Mostra-se capaz de desestabilizar dispositivos do controle e de propor espaços mais libertos de existência. |
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| Elefantes, burocracias e
metamorfoses. Acercamentos de um manuscrito muriliano
por Sandra Regina Chaves Nunes Resumo Das muitasatividades exercidas por Murilo Rubião destaca-se a direção (e criação) do Suplemento Literário de Minas Gerais. Oconhecimento das rotinas da administração pública permitiu a Murilo umposicionamento crítico diante da estrutura estatal. Este aparece refletido no OEx-mágico, mas também pode ser visto nos esboços de um conto intitulado OElefante. Data da década de 60, os manuscritos desta narrativa, que não passoupelo processo de escrita e reescrita, e conseqüentemente, não foi publicado.Significativo para a compreensão e afirmação dos traços de sua obra, aoresgatá-lo torna-se impossível a sua não incorporação ao conjunto de seustextos e como reflexo de uma forma de pensar que coincide com um processo deescrita. |
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| Acervos dos Campos: novo manancial de
pesquisa na UFC. por Terezinha Melo Resumo O Arquivo-Museu do Escritor Cearense, um novo órgão da Universidade Federal do Ceará - UFC. Inicialmente, compõe-se de dois acervos: o de José Maria Moreira Campos – (contista, cronista) e de Natércia Campos (romancista, contista), ambos, membros da Academia Cearense de Letras. O estudo que apresentaremos é decorrência da experiência que estamos adquirindo no trato com documentos literários, há quatro anos, nesse Arquivo e da análise que estamos desenvolvendo para atender às expectativas da linha de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Letras – Mestrado em Literatura Brasileira da UFC : Literatura Regional – Arquivo de Escritores: organização, preservação, exploração e divulgação. O presente trabalho objetiva expor a organização inicial dos acervos e o prelúdio de nossa pesquisa, a qual se utiliza do embasamento teórico da Crítica Genética (que tem como objeto o manuscrito literário, e como objetivo levantar hipóteses sobre o processo de criação do escritor, a partir das marcas deixadas por ele no caminho da sua escritura). Para tanto, apresentaremos, através de uma súmula, o percurso criativo de Moreira Campos no conjunto de manuscritos gêneses do livro “ Dizem que os cães vêem coisas” . Nossa pesquisa tenciona colaborar para a preservação da memória do escritor cearense e compreender o percurso criativo desse escritor. |
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| As notas de trabalho no processo
criativo de Mário de Andrade teórico, crítico e pesquisador.
por Angela Grillo Resumo Vinculado ao projeto temático Estudo do processo de criação de Mário de Andrade nos manuscritos de seu arquivo, em sua correspondência, em sua marginália e em suas leituras, a pesquisa pretende estudar o processo criativo desse importante escritor brasileiro do século XX, em manuscritos da autoria dele, formados exclusivamente de notas de trabalho ou notas prévias. O mestrado implica, em uma primeira fase, a classificação das referidas notas em um banco de dados, bem como a participação no Catálogo analítico dos Manuscritos Mário de Andrade, um dos objetivos do projeto temático, para, em seguida, dedicar-se à análise dos aspectos teóricos e do processo criativo do autor de Macunaíma, concernente a esse tipo de escritura. |
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| O acervo de Alexandre Eulálio
por SILVIA QUINTANILHA MACEDO Resumo Esta comunicação pretende examinar o arquivo pessoal do ensaísta e professor Alexandre Eulalio Pimenta da Cunha (1932-1988), a partir de pesquisa realizada em seu acervo, reunido na Universidade Estadual de Campinas. Ao apresentarmos o estudo descritivo do acervo de Alexandre Eulálio, pretendemos enfatizar o valor que certos documentos adquirem para compreender sua carreira intelectual. A pesquisa no Centro de Documentação mostra o escritor e sua obra por meio de uma escritura primeira, uma versão inicial, onde tudo está se fazendo, inclusive a própria vida profissional. Paralelamente, a coleção de documentos aponta para uma maneira específica de lidar com o próprio ofício de escritor e de crítico. O tema da memória, o amor à informação miúda, ao detalhe, são marcas muito distintas e visíveis no trabalho do autor, cuja trajetória intelectual associa-se à erudição e à história da cultura. |
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