TRÂNSITOS, FRONTEIRAS, TESSITURAS: LITERATURA, REGIONALISMOS E GLOBALIZAÇÃO


Coordenadores
Prof. Dr. Mário Cezar Silva Leite (UFMT)
Profa. Dra. MARIA Cristina de Aguiar Campos (CEFET-MT)
Resumo: A proposta central deste Simpósio é: - Refletir, a partir da criação literária, sobre os processos engendrados pelas literaturas regionais na busca (ou não) da participação em um campo de reconhecimento "mais vasto" dentro do quadro nacional e/ou internacional; - Pensar a dinamicidade que se estabelece, como trânsitos, fronteiras ou resistências, entre a produção que se propõe identificada com os lastros do regionalismo e a movimentação contemporânea da arte no viés da globalização; - Observar as poéticas - no sentido amplo do termo ("criação", "formação"), modos de fazer artísticos e simbólicos - que essa produção configura tanto para os veios regionais e globais quanto para suas possíveis conexões; - Traçar uma cartografia, para o Brasil das muitas/múltiplas regiões, de como tem se comportado, nesses aspectos, a produção literária. Em síntese, como se atualizam/criam/recriam/inventam paradigmas matriciais de identidades locais no fluxo da provável uniformização do gosto e do consumo dos padrões globais? Eles circulam entre o fixar de fronteiras, entre o deslocar-se nos trânsitos e/ou na tessitura dos vórtices opostos? Como, artisticamente, têm se realizado esses movimentos? "

Subtema: Literatura, dialogismo e intertextualidade

A ESCRITA-LUGAR COMO MEDIAÇÃO DAS TEMPORALIDADES E SUBJETIVIDADES EM “CIDADE DE DEUS” E “CAPÃO PECADO”
por Carlos Alberto de Negreiro
Resumo
Os romances contemporâneos “Cidade de Deus”, de Paulo Lins (2007) e “Capão Pecado”, de Ferréz (2005) nos apresentam uma configuração da “história do presente” (BENJAMIN, 1994), como elemento constituidor de uma consciência do passado. Na medida em que se conflituam a história e a ficção produz-se um espaço para a construção das subjetividades pela escrita e cria-se um território de alteridades. O movimento e a permanência (CANDIDO, 1988), de um lado, são articulados pelo literário; por outro, inaugura um novo movimento – a leitura do leitor. A “autonomia semântica do texto” permite a leitura do contemporâneo, e quem proporciona é a palavra escrita (RICOEUR, 1998). O conjunto de referências utilizado está no texto de forma que o leitor o atualize pela leitura. A proposta de nosso trabalho é perscrutar as formas de como essa autonomia do texto constrói o lugar do encontro, ou seja, como seria esse território das alteridades. Pensar o texto como o território dessas alteridades permite-nos refletir a escrita como um princípio ontológico e como uma instância da outridade.

Co-autor: ALESSANDRE MEDEIROS TAVARES (UFRN)
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Retratos em Palavras; oralidade e alteridade em Barracão, de Sultanan Levy Rosenblatt
por Carmem Santana Santa Brígida Gomes
Resumo
A contemporaneidade sofre com a incapacidade de administrar uma sociedade pautada numa visão globalizada e geradora do embrutecimento das relações, dos conflitos étnicos-religiosos-sexuais, da formação ética e da destruição do meio ambiente, sobretudo da Amazônia, resultando numa fragmentação de tudo, inclusive do homem. Buscando mostrar uma Amazônia distinta do foco comum que é sempre vista: turística, envolvente pelo seu misticismo ou pela “primitividade” do seu povo, como se fosse algo sobrenatural, este estudo analisa em Barracão, de Sultana Rosenblatt, a alteriodade e os sinais de oralidade como marca da diversidade cultural e da pluralidade lingüística constitutiva dessa região. A intenção é mostrar uma Amazônia vista de dentro, buscando um contexto universal que parte do local.
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DA ARTE DE RENOVAR O HOMEM USANDO BORBOLETAS: Diferença e Repetição na Poesia Urbana de Manoel de Barros
por Fernando Floriani Petry
Resumo
Este artigo procura uma possível interp( h )elação entre as repetições e diferenças – sob o olhar de Deleuze –, a poesia de Manoel de Barros e os conceitos de Cidade Moderna, Cidade Funcional na Carta de Atenas, manifesto urbanístico de 1933. Manoel de Barros, através de mecanismos de repetição e diferenciação constrói, sob a máscara de lesmas, formigas e pedras, sua própria cidade, afuncional, e não-moderna – a qual também se constitui enquanto tal através de fenômenos de repetição e diferença, ressignificando o signo Moderno e atualizando a potência Cidade./span>
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O Berro do Cordeiro n'Os Sertões euclidiano
por José Alexandre Vieira da Silva Vieira
Resumo
Nesta comunicação discutiremos o conceito de mitificação dos espaços presentes nos romances O Berro do Cordeiro em NY, de Tereza Albues e Os Sertões, de Euclides da Cunha. Nas obras, no que se refere ao plano da atualização dos mitos, há uma retomada do conceito de terra prometida. Nesse sentido, os espaços fronteiriços como o da travessia do MT em direção à NY, em Tereza, e do sertão, em Euclides, são imagens atualizadas da travessia bíblica do Mar Vermelho. Essa travessia é sagrada, posto que em muitos momentos as personagens, tanto no Berro do Cordeiro quanto n’Os Sertões euclidianos, submetem-se, antes, a um ritual de purificação, após o que poderá realizar a travessia. Nas observações apontadas na comunicação perceberemos, também, as relações literárias dessas obras com o processo de idealização e construção identitária. Isso se dá quando os autores relacionam o seu percurso com uma possível ligação à revalorização dos espaços regionais aliado a todo um imbricamento místico-exotérico e fantástico em suas narrativas.
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MEMÓRIA, NARRATIVA E IDENTIDADE REGIONAL: UM ESTUDO SOBRE CONTADORES DE HISTÓRIAS DO ALTO OESTE POTIGUAR.
por Lílian de Oliveira Rodrigues
Resumo
O presente trabalho pretende investigar as relações existentes entre literatura, memória e identidade, refletindo sobre como as formas de expressão literárias das culturas populares se relacionam com os processos de construção das identidades culturais regionais. nossa reflexão se deterá na análise e comparação das narrativas populares de dois contadores de histórias residentes em municípios do alto oeste potiguar, buscando identificar e analisar nestes textos os elementos da cultura regional inseridos e a relação destes com os modos de vida da região. acreditamos que essas histórias constituem um modo de sistematizar e, literariamente, expressar as representações que os contadores e ouvintes constroem sobre sua vida social, perpetuando, assim, a sua tradição. a discussão sobre os conceitos de memória (HALBWACHS, 2004; BOSI, E., 2001; 2004), narrativa (BENJAMIN, 1994; 1993; LIMA, 1985; XIDIEH, 1993), identidade (HALL, 2004; POLLACK, 1992; BAUMAN, 2005) e cultura popular (AYALA, 1987; 1988; 1989; 2003; GARCIA CANCLINI, 2003) permitirão perceber a relação existente entre os contos populares recolhidos e a identidade coletiva dos narradores, compreendendo o universo destes por meio dos múltiplos discursos inerentes às práticas populares e às relações socioculturais implícitas entre eles e a comunidade.
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A VALORIZAÇÃO DA CULTURA CUIABANA NA PROSA DE SILVA FREIRE
por Maria Cristina de Aguiar Campos
Resumo
A década de 1970 caracterizou o Estado de Mato Grosso como fenômeno migratório, fruto da política desenvolvimentista do governo militar, que visava ocupar os “vazios demográficos” do Centro-Oeste e do Norte brasileiros. O escritor Benedito Santana de Silva Freire, juntamente com Wlademir Dias Pino, criou uma série de agenciamentos visando valorizar/preservar/divulgar a tradição cultural da Baixada Cuiabana, explorando linguagens de vanguarda. Seus textos em prosa, ainda pouco conhecidos e de grande valor literário, constituem um gênero híbrido denominado por ele “croni-contos” e registram detalhes do cotidiano de populações mato-grossenses em um tempo que antecede as grandes mudanças ocorridas na região. Esta comunicação fará uma leitura estética da prosa freiriana, apontando-o como um dos maiores escritores etnógrafos de Mato Grosso e, a partir de seus textos, tecerá reflexões sobre a tensão tradição x rupturas no contexto da Baixada Cuiabana.
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A intertextualidade em Lealdade de Márcio Souza
por Maria Cláudia de Mesquita
Resumo
O objetivo deste trabalho é demonstrar que os elementos intertextuais presentes no romance Lealdade, de Márcio Souza , contribuem para a caracterização do protagonista Fernando Simões Correia, em sua luta pela independência, como um herói brasileiro com influências portuguesas. Em meados do século XIX, Fernando busca a libertação da província do Grão-Pará tanto de Portugal quanto do Reino Unido do Brasil. Neste romance, Souza faz uso de vários procedimentos intertextuais. Citações de obras da literatura portuguesa, como, por exemplo, a poesia de Camões e de Fernando Pessoa, destacam a influência da cultura portuguesa na sociedade do Grão-Pará da época. Além disso, personagens presentes no romance, como Carpenthier, por exemplo, fazem ainda referência a relevantes personagens históricos. O grande uso da intertextualidade estabelece, assim, um diálogo constante com outros textos e discursos que enriquecem a narrativa e acabam por caracterizar o protagonista.
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Literatura, Vanguardas e Regionalismos: Poéticas em trânsito e fronteiras.
por Mário Cezar Silva Leite
Resumo
A proposta central deste trabalho é observar, a partir da criação literária brasileira produzida em Mato Grosso, como a movimentação de vanguarda e contemporânea estabelece uma dinamicidade entre os lastros do regionalismo e da arte local e o viés da nacionalização e globalização. Nesse viés, analiso os procedimentos poéticos que essa produção configura tanto para o veio regional, para o global, quanto para suas possíveis conexões. Como as questões do regionalismo reverberam (fortemente) nas questões da construção das identidades, verifico também como os paradigmas matriciais de identidades locais se atualizam/criam/recriam/inventam entre a fixação de fronteiras (em tese, para a poética que se regionaliza) e o deslocamento nos trânsitos (em tese, para a poética que busca os trânsitos e as tessituras nacionais e globais).
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MEMÓRIA E IDENTIDADE – UMA LEITURA DO ROMANCE DOIS IRMÃOS DE MILTON HATOUM
por Nádia Regina Barbosa da Silva
Resumo
Este trabalho é uma leitura do romance Dois Irmãos, de Milton Hatoum, cujo cenário é a cidade de Manaus. Um enfoque especial é dado às relações de identidade e diferençasentre os indivíduosque habitam a mesmacasa. Porém, o lugar da família se estende ao espaço de Manaus, ao porto à margem do RioNegro. Acidade e o rio constituem metáforas das ruínas e da passagem do tempo, e acompanham o andamento do dramafamiliar. Nessa narrativa, o autor avizinha-se de uma vertenteclássica da ficçãobrasileira, o regionalismo. A narrativa parte de contribuições pertencentes a matrizes urbanas clássicas, modernas e contemporâneas, já incorporadas à ficçãobrasileira, para reexaminar conteúdosregionais, compondo, assim, um tecidohíbridoque mantém vivas as suas fontes.
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HETEROGENEIDADE AMAZÔNICA: CULTURA(S) E IDENTIDADE(S) EM CANDUNGA, DE BRUNO DE MENEZES
por Rodrigo de Souza Wanzeler
Resumo
Atualmente, a cultura está cada vez mais suscetível ao olhar do outro e, devido ao maior contato entre grupos diferentes, sofre constante processo de hibridização, germinando daí um novo entendimento. Essa conjuntura atinge a região amazônica sendo refletida, principalmente, através das migrações ocorridas após o boom da borracha, na segunda metade do século XIX. A literatura traduz essa complexidade em seus escritos e, nesse sentido, é uma rica fonte de informações que pode nos dizer muito acerca da formação em diferentes níveis, do local ao global, recriando tal realidade, sendo parte dessa miscigenação cultural. Nessa linha, o presente trabalho elucida questões referentes à cultura e à identidade em literatura. Utilizaremos o romance Candunga, do paraense Bruno de Menezes, como fonte de pesquisa, ressaltando os conflitos identitários que ocorrem entre o caboclo amazônico e o nordestino migrante durante o povoamento da Estrada de Ferro Belém-Bragança, analisando vozes e lugares presentes no romance e percebendo como são construídos os discursos nessa relação dialógica. Espera-se dar uma relevante contribuição aos estudos sobre a diversidade do ethos cultural amazônico, desconstruindo um discurso homogeneizante, ressaltando assim, o quanto a literatura é importante aos estudos de relevantes aspectos condicionados sob a égide sócio-histórica.
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O Espião de Deus – considerações sobre a trajetória do cego Euclides & Jorge Luís Borges na periferia da Amazônia.
por Simone Souza Lima
Resumo
O romance Verde Vagomundo, do paraense Benedicto Monteiro, apresenta um personagem cego conhecido como o Espião de Deus. Euclides, nome do cego Espião de Deus. Apesar de não enxergar, conhece perfeitamente a cidade de Alenquer, espaço em que se fixa a narrativa, e nela projeta todo seu imaginário, a partir de seus singulares e desenvolvidos sentidos. Apresentado aos leitores como um homem relativamente novo, alto, muito branco, de cabelos negros, olhos azuis e pele muito fina, o que, para o narrador, era fator preponderante para a construção imaginária de um ser sobrenatural, visto pela população amazônica como um homem excêntrico, profeta extraordinário, com seus olhos grandes parados, barba enorme e cabelos revoltos. O porte físico do excêntrico personagem destoa completamente dos tipos físicos amazônicos, descritos em outras narrativas do lugar. Um olhar atento revela que o perfil descrito se aproxima daquele do escritor argentino Jorge Luis Borges. O Espião de Deus re-significa o imaginário amazônico como um gigantesco labirinto, por ele decifrado, reconstruído diariamente quando vagueia por suas bifurcações, como cego e pedinte pelas ruas de Alenquer, mas a percebe em uma totalidade diferenciada, ao ser chamado para depor numa Comissão de Inquérito Militar em plena Amazônia.

Co-autora: ADRIANA DELGADO SANTELLI
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O Estranho Processo dos Autos da Devassa Contra os Índios Mura do Rio Madeira e Nações do Rio Tocantins (1738-1739)
por Yurgel Caldas
Resumo
Documento que inaugura os processos jurídicos publicados contra índios da Amazônia, os Autos da devassa contra os índios Mura do rio Madeira e nações do rio Tocantins (1738-1739) mostram uma das estratégias de colonização que prepara o terreno para os procedimentos da guerra justa contra grupos indígenas que porventura impedissem a expansão política, religiosa e, sobretudo, econômica de Portugal. Nosso trabalho tem o objetivo de fazer uma leitura crítica dos referidos Autos da devassa..., provocada pela flagrante manipulação das testemunhas de acusação aos gentios citados e pela sutil disputa entre as ordens religiosas atuantes na Amazônia pelo domínio espiritual dos nativos daquela região, determinado muito mais por fatores econômicos que por religiosos.
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Haroldo Maranhão e os espelhos do olhar
por Josebel Akel Fares
Resumo
Haroldo Maranhão, um dos mais importantes escritores da modernidade brasileira de expressão amazônica, experimenta as mais diferentes formas e gêneros literários em prosa. Da literatura infantil, passa pelo conto, mini-conto, novela, crônica, romance, memória, narrativa epistolar, entre outros. Nesta comunicação, discuto os conceitos propostos no simpósio a partir da leitura da imagem do olhar recorrente nos contos dos “Jogos Infantis”, livro que tematiza a iniciação sexual masculina. O olhar analisado se dará através do filtro do narrador e da viagem narrativa em que flutuam esconderijos, alcovas, quartos, camas ou redes — redes, muitas redes — este é um espaço privilegiado das iniciações sexuais com as empregadas, primas, vizinhas, hóspedes, professoras, quase sempre à luz noturna.

MEMÓRIA E TRADIÇÃO EM NARRATIVAS AMAZÔNICAS
por Maria do Socorro Simões
Resumo
"A memória torna a alma presente diante de si mesma e faz-se receptáculo do verdadeiro" (Sto. Agostinho). O grupo social não sobreviveria sem a voz poética. Integrada aos discursos comuns ela é para a comunidade a referência permanente e segura. Espaço, tempo, atores.... tudo se justifica e permanece através da memória e da tradição. Paul Zumthor entende que as narrativas, de domínio do grupo social, são espécie de voz poética que funciona, ao mesmo tempo, como memória e profecia e refletem as relações e comportamento da comunidade. As narrativas orais da Amazônia, ricas de significado local, apontam ora para um passado memorável, ora para o presente da criação e até para uma possibilidade de futuro previsível, porque pode ficar subentendido nas entrelinhas do discurso. A presente sessão temática propõe-se a mostrar de que modo o contador de narrativas empenha informações sobre a Amazônia, através de mensagem poética, em que sua voz traz o testemunho de memória e de tradição que se ajusta, sem cessar, num processo de criação e recriação permanentes do mundo amazônico.

Relendo Carvajal, refazendo a viagem de Orellana
por Willi Bolle
Resumo
Trata-se de um estudo do texto que descreve a primeira viagem realizada por europeus pelo rio Amazonas: a viagem empreendida em 1541-1542 por um grupo de espanhóis comandados por Francisco de Orellana e relatada por Frei Gaspar de Carvajal que participou desta expedição. A análise procura descrever e comentar os principais temas desse primeiro contato de europeus com a geografia física e humana em toda (ou quase toda) a extensão do “Rio de las Amazonas”, que naquela época recebeu esta denominação. Como recurso heurístico para esta releitura do feito e do relato fundadores da “conquista” da Amazônia e dos “discursos” sobre esta região é usada também a experiência de uma viagem realizada pelo comentarista em 2007 ao longo do mesmo percurso.