| ÁFRICA E PORTUGAL: TESSITURAS LITERÁRIAS E CONVERGÊNCIAS PÓS-COLONIAIS |
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Coordenadores Prof. Dr. EMERSON INÁCIO (USP) Prof. Dr. JORGE VALENTIM (UFSCar) |
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Resumo: Este simpósio tem como objetivo propor um espaço
de reflexões e debates sobre as relações literárias possíveis entre os PALOP
(Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e Portugal, a partir da
produção intelectual, cultural e literária, desenvolvida nas três últimas
décadas do século XX, mais especificamente no pós-75 (em África) e no pós-74
(em Portugal). Tomando como ponto de partida o conceito de "Comparatismo
de Solidariedade", fixado por Benjamin Abdalla Jr., e de suas implicações
nas interações possíveis entre os países africanos de língua portuguesa
e Portugal, procuramos estabelecer um caminho de leitura comparada entre
as suas diversas manifestações literárias (poesia, ficção, drama e ensaio)
e refletir sobre tópicos pertinentes à produção da época contemporânea,
tais como o contexto dos países africanos de língua portuguesa e de Portugal
em tempos pós-coloniais, a questão revisionista da história colonial, as
representações ficcionais de um país sobre outro, as aproximações (im)possíveis
entre pós-moderninade e pós-colonialidade, as questões de gênero, identidade
e sexualidade, a alteridade na formação de identidades nacionais, dentre
outros. Desta forma, objetivamos criar vínculos e interações entre os países
aqui privilegiados que ultrapassam a hierarquia entre país colonizador e
países colonizados. Reiteramos, portanto, a idéia de permanência e existência
individuais pela "diferença", sublinhando os diálogos possíveis pelas convergências
pós-coloniais entre suas tessituras literárias."
Subtema: Literatura, dialogismo e Intertextualidade |

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“A GRANDE
BARBÁRIE É A INFIDELIDADE DO HOMEM À SUA PRÓPRIA
HUMANIDADE” – A PROPÒSITO DE JERUSALÉM, DE GONÇALO
MENDES TAVARES por Angela Beatriz Carvalho Faria |
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Resumo Jerusalém, de Gonçalo Mendes Tavares, vencedor do Prêmio Portugal Telecom de Literatura 2007, apresenta personagens dilacerados que “se cruzam, se entrelaçam, se movimentam, por vezes se amam e geralmente se magoam na noite (e na vida) de uma fria e emblemática cidade alemã.” Ao resgatar a memória do Holocausto, o romance insere-se na série dos “livros pretos”, cujos “temas apontam os limites da violência e do mal”, evidenciando a “ausência de felicidade, o vazio que insidiosamente se enche de dor e loucura”, a ameaça a que estamos sujeitos de forma aleatória, o absurdo existencial kafkaniano. A comunicação a ser apresentada pretende discutir a representação contemporânea da crueldade e o fato de o “fantasma da violência promover a idéia de solidão”, reflexões críticas presentes em Estéticas da crueldade (Org. Ângela Maria Dias e Paula Glenadel) e em A indiferença pós-moderna, de Ronaldo Lima Lins. Além disso, através do viés interpretativo de Jean-François Mattéi, busca detectar a “barbárie interior” e o “i-mundo moderno”, capazes de revelar que “o homem se torna um bárbaro no momento em que desrespeita a si próprio e ao próximo”. Resta saber se o leitor ficará indiferente após a leitura e/ou sentir-se-á impotente diante dessa questão, ou ainda, se ao descobrir-se, especularmente cruel, decide deixar de sê-lo. |
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| Voz autoral e reescrita da historia
nas literaturas portuguesa e africanas poscoloniais por Barbara Dos Santos |
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Resumo Este estudo concentrar-se-á na perspectiva teórica da questão da voz autoral na literatura, tomando em consideração o contexto histórico das obras estudadas. É a partir do tema das lutas de libertação nas literaturas africanas de língua oficial portuguesa que procuramos pôr em realce o carácter dialéctico desta perspectiva, mostrando as relações teóricas que a questão do autor integra e manifesta com a crítica póscolonial e a escrita da história. Trata-se, a partir de algumas obras angolanas e moçambicanas escolhidas sobre este tema, de pôr em realce esta perspectiva teórica que se basea na narratologia e que se abre para uma perspectiva inspirada da sociocrítica que tem as suas principais raízes nos trabalhos de M. Bakthin. Assim, o nosso estudo crítico procura dar conta do movimento dialéctico do discurso literário tanto no estudo da sua estructura como dos elementos que interagem com o contexto histórico. Uma parte comparatista com obras portuguesas também será apresentada no objectivo de confrontar as diversas versões da história tanto de um ponto de vista histórico como de um ponto de vista identitário, ideológico e estético. O presente trabalho deseja criar um espaço de diálogo entre as literaturas que tratam desse acontecimente importante do século XX. |
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| A voz feminina que conta a guerra: uma
leitura comparada entre A costa dos murmúrios de Lídia Jorge
e Ventos do apocalipse de Paulina Chiziane por Debora Leite David |
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Resumo Uma leitura comparada entre os romances A costa dos murmúrios, de Lídia Jorge (Lisboa, 1988) e Ventos do apocalipse, de Paulina Chiziane (Maputo, 1995) permite-nos apontar a peculiaridade do olhar feminino e da criação literária de autoria feminina, posto que há nessa particular produção literária uma perspectiva ética própria e a partir do universo feminino. Contrapondo-se à tradição da construção dos relatos de guerra e atos de heroísmo que partem do olhar do homem, do herói, são numerosos os romances na segunda metade do século XX que são escritos por mulheres e protagonizados/narrados por personagens femininas. Estas narrativas descrevem as guerras a partir de um olhar que está à margem do campo de poder. Esse distanciamento crítico que se coloca em razão da voz à margem das classes dominantes e da ideologia hegemônica, é duplamente contrastado pela sobreposição temporal. Recuperando o passado para melhor compreender o presente e projetar um devir histórico, percebemos na escrita destas mulheres uma visão crítica e ética diferenciada, reequilibrando as forças contrapostas entre vítimas e algozes. |
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| Literatura e imprensa como fator de
aproximação cultural nas relações Ibero-Afro-Brasileira por Elisabeth Batista |
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Resumo O presente trabalho coloca-se como mais um esforço no sentido de reconhecer e dar visibilidade à diversidade cultural brasileira geradas a partir das relações Ibero-afro-brasileira, a partir do século XX, período em que se estratificou as sociedades imaginadas e a conseqüente construção da imagem do outro. Tendo nascido no limiar do século XX (1899), Maria Archer viveu parte de sua vida entre Portugal e África. Contactou direta ou indiretamente com as correntes de pensamento que influenciaram ou afetaram de forma intensa o ambiente cultural português até meados dos anos cinqüenta do século passado. Inconformada com o modelo cultural que encerrava o padrão da feminilidade previsto para a portuguesa na época do Estado Novo, Maria Archer, em exílio nas terras brasileiras escreveu e publicou obras voltadas para a divulgação da cultura dos países em que viveu. Nosso trabalho intenta recuperar como a produção criativa da autora, ao criar abertura para um diálogo entre a literatura e a imprensa circunscreveu-se na construção da imagem do outro nas relações entre as sociedades imaginadas. |
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| Um "Rumo" para "Godido":
a personagem de João Dias em diálogo com os poemas de Alda
Lara e Noémia de Sousa por Érica Antunes Pereira |
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Resumo "Godido", de João Dias, é considerado um dos primeiros contos moçambicanos a denunciar a exploração do colonizado (negro) pelo colonizador (branco) e se tornou fonte de inspiração para os poemas "Rumo" (1951), da angolana Alda Lara, e "Godido" (1952), da moçambicana Noémia de Sousa. Os poemas se diferenciam do conto, para além da forma, à medida que apresentam dois sujeitos poéticos femininos e estes dialogam com a personagem central do texto de João Dias, Godido, incitando-a a insistir na caminhada em busca do próprio espaço na sociedade. Partindo de tal dado e considerando, ainda, a situação de "duplamente colonizada" (BONNICI, 2000) atribuída à mulher, pretendemos, nesse trabalho, analisar como os discursos dos sujeitos poéticos presentes nos referidos poemas se articulam com uma proposta de ação em que o objetivo é a conquista de uma identidade feminina. |
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| Lobo Antunes e Uzodinma Iweala por Haidê Silva |
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Resumo O presente trabalho pretende comparar como a temática da guerra é tratada por estes dois autores Lobo Antunes, em Os cus de Judas, reconta a história da guerra em Angola do ponto de vista do soldado portugues, que antes de ser soldado fora médico, mas no entanto, viu-se obrigado a embarcar para a guerra. Uzodinma Iweala, em seu livro de estréia, Feras de lugar nenhum, também trata de uma guerra na Árica, mas deta vez, a história dessa guerra é contada por um menino órfão, também transformado em soldado sem o seu consentimento, mas por falta de opção. Em suas narrativas, ambos os autores demonstram como homens e meninos inocentes podem se transformar em monstros em consequência da violência sofrida e/ou praticada durante um período de guerra, seja ela em nome da libertação de uma ex-colônia portuguesa, ou uma guerra civil pós-colonial. |
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| A Tradução Cultural n'A Varanda do Frangipani, de Mia Couto por Marcos Roberto Teixeira de Andrade |
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Resumo Segundo Stuart Hall, no seu A Identidade Cultural na Pós-Modernidade (1999), o conceito de tradução cultural pretende descrever a situação de pessoas dispersadas de sua terra natal e que, portanto, "devem aprender a habitar, no mínimo, duas identidades, a falar duas linguagens culturais, a traduzir e a negociar entre elas". A proposta deste trabalho, assim, é averiguar o modo como a questão da tradução cultural emerge no texto de Mia Couto: baseando-me na trajetória de Domingos Mourão, um português exilado em Moçambique, pretendo abordar a presente questão levando em conta o diálogo cultural que sempre caracterizou as duas nações. O fato de Domingos Mourão, em Moçambique, passar a ser chamado de Xidimingo, bem como o fato de aderir à variante moçambicana do português , seguramente, fazem dele um ótimo exemplo de personagem traduzido culturalmente. |
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| O novo romance histórico na América Latina, Angola e Portugal por ROSANGELA MANHAS MANTOLVANI |
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Resumo O aparecimento do novo romance histórico na América Latina com a publicação de El reino de este mundo (1949), do cubano Alejo Carpentier, iniciou um ciclo de intensa publicação tanto de romances históricos tradicionais quanto de novos romances históricos nas décadas de 1960 e 70 também em outros países, não sendo exceção Angola, cuja publicação de Nzinga Mbandi (1975), de Manuel Pedro Pacavira, confirma uma produção com muitas características do novo romance histórico. A publicação de novos romances históricos, cujas características formais e discursivas diferem em alguns pontos do romance histórico teorizado por Lukács, não se restringiria ao período pós-independência em Angola, mas propõe uma continuação do (sub)gênero que tem se desenvolvido em diferentes países do mundo. Dessa maneira, é possível observar o trânsito de patterns literários no interior de um projeto cultural que inclui escritores em Portugal e Angola, considerando as produções de novos romances históricos nos dois países, que encaminha a comparação em minha tese de doutorado dos romances A gloriosa família: o tempo dos flamengos, de Pepetela, e Memorial do Convento, de José Saramago. |
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| O ETHOS DO ESCRITOR DE LÍNGUA PORTUGUESA: DOIS PROJETOS EM CONFRONTO por Sandro Ornellas |
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Resumo Hipótese comparativa entre dois projetos de construção da figura do escritor como intelectual no mundo lusófono, partindo da representação da sua atividade por excelência: escrever. Uma escrita de si e uma escrita do outro se cruzam no xadrez político-discursivo das representações. No primeiro projeto, o livro “A correspondência de Fradique Mendes”, de Eça de Queirós, simultâneo ao recrudescimento imperialismo português, voltando-se, então, para regiões africanas. Através do escritor (de cartas) que mimetiza fragmentariamente um discurso proto-etnográfico (sua “bisbilhotice etnográfica”), o ethos do próprio escritor se elabora auto-reflexivamente, construindo uma imagem do sujeito autoral como um modelo de escritor de língua portuguesa. No segundo projeto, quase cem anos depois, a reescrita do próprio Fradique, sob a pena do angolano José Eduardo Agualusa, em “Nação Crioula: a correspondência secreta de Fradique Mendes”, desloca o ethos do escritor pela mudança nas cartas escritas pelo personagem, produzindo um outro modelo de sujeito autoral. Reescreve-se, assim, não só o personagem e o sujeito autoral, mas também o discurso do império, que o Fradique de Eça ambiguamente parece endossar. Nos dois romances, a mesma estratégia de formular um ethos para o escritor de língua portuguesa, sob ângulos, no entanto, bastante diversos. |
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| OLHARES TRANSVERSAIS DA ESCRITA LITERÁRIA SOBRE A CULTURA IDENTITÁRIA DO ARQUIPÉLAGO: DO DILEMA DO "PRIMEIRO" ROMANCE CABO-VERDIANO À PRODUÇÃO CONTEMPORÂNEA por Simone Caputo Gomes |
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Resumo A marca da cultura tradicional de Cabo Verde na apreensão literária exótica de José Evaristo D'Almeida. O batuku no romance O escravo e na literatura pós-independência: o patrimônio imaterial crioulo, da visão da barbárie à afirmação da identidade nacional. A mais antiga manifestação cultural de Cabo Verde registrada pela paleta literária de Corsino Fortes, Onésimo Silveira, Vera Duarte, entre outros. |
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| MNEMOSINE E LÉTHE: O LIMITE DA
COMUNICABILIDADE por Diego Moreira |
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Resumo Jerusalém, de Gonçalo Mendes Tavares, vencedor do Prêmio Portugal Telecom de Literatura 2007, apresenta personagens dilacerados que “se cruzam, se entrelaçam, se movimentam, por vezes se amam e geralmente se magoam na noite (e na vida) de uma fria e emblemática cidade alemã.” Ao resgatar a memória do Holocausto, o romance insere-se na série dos “livros pretos”, cujos “temas apontam os limites da violência e do mal”, evidenciando a “ausência de felicidade, o vazio que insidiosamente se enche de dor e loucura”, a ameaça a que estamos sujeitos de forma aleatória, o absurdo existencial kafkaniano. A comunicação a ser apresentada pretende discutir a representação contemporânea da crueldade e o fato de o “fantasma da violência promover a idéia de solidão”, reflexões críticas presentes em Estéticas da crueldade (Org. Ângela Maria Dias e Paula Glenadel) e em A indiferença pós-moderna, de Ronaldo Lima Lins. Além disso, através do viés interpretativo de Jean-François Mattéi, busca detectar a “barbárie interior” e o “i-mundo moderno”, capazes de revelar que “o homem se torna um bárbaro no momento em que desrespeita a si próprio e ao próximo”. Resta saber se o leitor ficará indiferente após a leitura e/ou sentir-se-á impotente diante dessa questão, ou ainda, se ao descobrir-se, especularmente cruel, decide deixar de sê-lo. |
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| Comparatismo e Genealogia II por Emerson Cruz Inácio |
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Resumo A comunicação pretende enunciar alguns pontos relevantes do pensamento foucaultiano, passíveis de auxiliarem na compreensão dos fenômenos literários ditos "periféricos". Assim, intentar-se-á a aproximação entre o eixo metodológico Arqueologia-Genealogia e a conformação das relações entre as Literaturas Portuguesa e Africanas de Língua Portuguesa, em seu viés comparatista. |
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| Entre baladas, danças e cantos: a ficção de Paulina Chiziane por Jorge Valentim |
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Resumo A presente comunicação propõe uma leitura do último romance da escritora moçambicana Paulina Chiziane, O alegre canto da perdiz (2008), a partir do exercício da escrita literária como fenômeno especular da escrita do corpo e da nação, inserido na criação de uma paisagem sonora, como propôs Murray Schafer. Partindo, portanto, da metáfora espacial proposta pelo compositor e musicólogo canadense, procuraremos pontuar o romance de Paulina Chiziane, dentro de sua trajetória ficcional, como tentativa e busca de uma compreensão do outro e de si próprio, no processo de composição de uma partitura/corpo/nação, pelas mãos autorais de um sujeito feminino. |
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| Moçambique e Portugal: os contrapontos do pós-colonialismo nas representações literárias por Raquel Cristina dos Santos Pereira |
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Resumo A presente comunicação pretende destacar a renovação das reflexões culturais em torno das identidades moçambicana e portuguesa da contemporaneidade. Tem-se o objetivo de apontar a partir da análise das representações literárias de Eduardo White e Lobo Antunes como algumas questões sociais e culturais, entre estas sociedades, são convergentes. Os apontamentos críticos delineados, ao longo do texto, conjugarão literatura e história, justificando, desse modo, a retomada de determinados acontecimentos políticos como, por exemplo, o 25 de Abril, que são indispensáveis para a compreensão crítica da traumática experiência pós-colonial vivenciada pelos moçambicanos e pelos portugueses. |
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