Fernanda Motter de Oliveira (Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro))
Este estudo tem por objetivo trabalhar a rede performática do corpo informe e inacabado na poética da escritora Veronica Stigger, tendo como base a construção de um corpo que perde a sua formação humana, como por vezes, assemelha-se ao que Clarice Lispector apresenta em seus escritos. Considerando que Veronica Stigger
é uma leitora de Clarice e que, por vezes, aspetos da escrita de Lispector aparecem em seus textos por meio de uma relação constelar, busca-se entender como tal afirmação se caracteriza e por isso, investiga-se os conceitos de performance, trabalhado por Diana Klinger (2008), corpo informe, desenvolvido por Georges Bataille (2018) e corpo, sob a ótica de Georgio Agamben (2017). Ao trabalhar o corpo sem forma, ou seja, um corpo informe, este que é um trabalho que parte para a construção de uma tese, busca compreender a relação dos escritos de Veronica Stigger com as características de corpo inacabado de Clarice Lispector, que por vezes evidenciou os corpos de maneira aberta, com fraturas. Além disso, busca-se entender concepção de uma rede constelar e a relação entre a experiência de Clarice e Veronica, por meio de encontros e desencontros dos corpos, compreendendo que para que se possa criar uma constelação é necessário compreender este corpo que flutua e se encontra sempre em movimento.