Anais
RESUMO DE ARTIGO - XVIII CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC
UMA (DES)APRENDIZAGEM OU AS CONVERSAS EPISTÊMICAS DE CLARICE LISPECTOR
Nathalia Flores Soares (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL), EDGAR CÉZAR NOLASCO (NECC-PPGEL-FAALC/UFMS)
Aportados pela proposta maior do simpósio eleito, nosso ponto de partida para a escrita deste trabalho se assenta na crítica biográfica fronteiriça como possibilidade epistemológica outra de teorizar acerca das conversas como fazer teórico subsidiado pela descolonialidade. Tendo como horizonte a máxima de “Comparar para descomparar para re-comparar”, nosso ensejo é denotar como as crônicas de Clarice Lispector constroem uma epistemologia assentada no cotidiano. Dito isso, queremos compreender os escritos de Clarice enquanto cronista como uma forma de experiência fronteiriça que faz parte de uma língua, um corpo, uma cultura, a partir do solo brasileiro. A crônica clariceana, assim como a conversa segue um movimento de trânsito. Podendo ser lida no presente, e re-atualizada por meio do contexto social/politico/cultural que nos circunda. Posto isso, queremos tomar essas crônicas como uma maneira de conceituar o que estamos chamando na esteira do proposto pela descolonialidade de “conversas epistêmicas”. Por fim, buscaremos denotar como as crônicas assumem o risco do brincar de pensar, do jogo, de modo que a teorização crítica biográfica fronteiriça se instaura como uma práxis de pensar, práxis essa que pode ser evidenciada a partir da conceituação de uma conversa epistemica, por meio de um re-comparar que parte das crônicas e se instaura nas frestas da realidade presente 40 anos depois de sua escrita. A priori nos valeremos dos postulados de: Facundo Giuliano (2018); Walter Mignolo (2003; 2015; 2017; 2005;2012), Nolasco (2013); Quijano (2019).
Palavras-chave: Clarice Lispector; Descolonialidade; Crônica; Crítica Biográfica Fronteiriça
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