Anais
RESUMO DE ARTIGO - XVIII CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC
Resquício colonial e propensão decolonial na poética de Odete Semedo: um diálogo com a poesia de Edimilson de Almeida Pereira
Eusébio Djú (Universidade Federal Fluminense (UFF))
O presente trabalho tem como objetivo analisar os poemas de No fundo do canto (2007), da poeta guineense, Odete Semedo, em diálogo com o poeta brasileiro, Edimilson de Almeida Pereira, com a hipótese de que essas produções poéticas retratam fatos históricos próprios ao processo colonial extrativista. Como metodologia, utilizamos estudos que ressignificam essas produções poéticas como decoloniais e denunciadoras do processo colonial (AUGEL, 2007; SILVA, 2010; BISPO, 2013; LEITE, 2014; DJÚ, 2021). Assim, considera-se que Edimilson de Almeida Pereira aborda em sua poética a relação entre etnocentrismo e poesia como projeto literário, propondo um discurso poético-filosófico que pensa a relação entre colonização, descolonização e trabalho escravo. Os elementos constituintes de sua linguagem poética fazem de seus poemas um discurso em ação e ressignificam seus poemas como uma teia, na qual passado, presente e futuro estão ligados. Com essa perspectiva, compreendemos como Odete Semedo se comunica poeticamente com Edimilson de Almeida Pereira, quando, em sua arte poética, descreve da mesma forma o triste contexto da colonização, denunciando-o como processo violento, destrutivo e excludente dos saberes tradicionais dos povos africanos. Por fim, este estudo comparativo visa contribuir para a compreensão dos temas basilares desses dois poetas que reivindicam as liberdades individuais e coletivas das pessoas no mundo.
Palavras-chave: Odete Semedo; Edimilson de Almeida Pereira; Poética de língua portuguesa; Colonização; Decolonialidade.
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