Anais
RESUMO DE ARTIGO - XVIII CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC
Performances de corpos e subjetividades destravestidas na literatura baiana
Paulo César Souza García (Universidade do Estado da Bahia)
Paul B. Preciado considera o queer relacionando a techné = poíesis na atividade e arte de fabricar em oposição a physis = natureza, operando uma série de binarismos contra a qual indica a mediação entre os termos da oposição (PRECIADO, 2014), o que nos permite também refletir o ato da performance no sentido de desnaturalizar e teatralizar a cena do corpo cultivado. Acerca das identidades dissidentes, a produção literária baiana da atualidade tem dado visibilidade para as questões das sexualidades e de gêneros e sobre as quais a representação dos textos na poesia e na ficção expressa com acuidade a medida das experiências de si frente ao regime autoritário político, cultural e heteronormativo, experiências não silenciadas nas cenas da escrita. A emersão de modos possíveis de sexualizar o corpo é atravessada pela potência política porque existem vozes em condições de polir outras vozes, outras posturas, outras formas de subjetivação. Eis alguns pontos norteadores que serão tratados com as referidas questões para esse trabalho: o destravestimento do poético em dois autores da literatura baiana: Esteban Rodrigues, homem trans, negro, do subúrbio de Salvador e Alex Simões, performer, poeta; o que pode um corpo, o sujeito de seu corpo? O que operar na linguagem queer quando a construção de gênero ocupa o lugar interseccional? A poesia dos referidos autores entra em cena com o propósito de desnaturalizar paradigmas visados e, na esfera da crítica cultural, cabe pensar as performances artística nos textos com a potencialidade de corpos menos trancados e mais livres.
Palavras-chave: performances de corpos; subjetividades; poética queer
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