Anais
RESUMO DE ARTIGO - XVIII CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC
Percepções do erótico a partir da memória e da ausência em “Vozes Guardadas”, de Elisa Lucinda
Yago Viegas da Silva (Universidade Federal da Paraíba), Amanda Ramalho de Freitas Brito (Universidade Federal da Paraíba - UFPB)
O erotismo tem relação com a manutenção da força vital em todos nós, mas em especial nas mulheres, ele se qualifica como uma energia empoderadora e que pode significar uma força revigorante que coloca o sujeito feminino no centro de suas sensações e pensamentos, como uma forma plena de viver sua subjetividade, de maneira que o erótico pode se manifestar através de várias linguagens diferentes. “Vozes Guardadas” (2016) é um livro da poeta capixaba Elisa Lucinda no qual o erotismo está em evidência sob várias perspectivas: referenciar um ato de amor que só existe na memória do sujeito lírico, clamar a presença de um objeto-afeto que se encontra deslocado do tempo e do espaço, elogiar o gozo etc. Nesse sentido, o objetivo geral deste trabalho é refletir sobre as configurações do erótico a partir da memória e da ausência na seção “Carta guardada no decote”, que faz parte da coletânea “Vozes Guardadas”, de Lucinda. Na referida seção, há dezessete poemas nos quais o eu lírico está, quase sempre, num estado de privação do objeto de desejo, de forma que o erotismo se configurará como uma forma de materialização do prazer através da linguagem-pensamento. Nossa análise se baseia em obras como Bataille (2021) e Lorde (2021) para pensar o erotismo como poder e Saffioti (2019) e Dussel (2021) para pensar a constituição subjetividade. Assim, verificamos que o erotismo é um tema recorrente na poesia empoderada de Elisa Lucinda, de modo que a memória e a ausência, nos poemas analisados, servem como mote para a manifestação desse erótico
Palavras-chave: Erotismo; Memória e Ausência; Subjetividade.; Poesia Contemporânea.
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