Anais
RESUMO DE ARTIGO - XVIII CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC
Oprøret på højsletten, Rebellion in the backlands e Los sertones – Intermidialidade nas traduções d’Os sertões de Euclides da Cunha
ANA LUIZA MAIA GAMA FERNANDES (PUC-Rio), ALVARO JOÃO MAGALHÃES DE QUEIROZ (UFJF)
Os Sertões, de Euclides da Cunha, pode ser definido como um exemplo paradigmático de literatura expandida, um projeto intermidiático e multimodal. Trata-se de nosso mais notável experimento de fotolivro de literatura brasileira, cujo pioneirismo está relacionado à manipulação combinada de mapas, desenho e fotografias, um aparato tecnocientífico, à época, recém-popularizado, no Brasil e no mundo. O que é mais notável, e que está no núcleo deste trabalho, é o fato de que, ainda que se encontre amplamente documentado em fortunas críticas, são quase totalmente desconsideradas, da historiografia e crítica literárias, a preocupação e a dedicação de Euclides às mídias usadas para organizar Os Sertões. A obra, traduzida no último século para diversos idiomas, incluindo alemão, inglês, francês, dinamarquês, espanhol, italiano, russo, sueco, chinês, recebe formas diversas de tratamento quanto às propriedades intermidiáticas observadas. Perguntamos: como o experimento intermidiático d'Os Sertões foi recriado (ou adaptado) para outros idiomas? Como se comportam suas imagens (mapas, desenho e fotografias), encontradas nas primeiras edições supervisionadas pelo próprio Euclides da Cunha (1902, 1903, 1905), nas diversas traduções conhecidas? Se elas não são preservadas, como são alteradas? Este trabalho dedica-se a uma exploração detalhada deste fenômeno. Para conduzir as análises e comparações, serão consultadas a edição original da Laemmert (1902), e as traduções Los sertones (1938, espanhol), Oprøret på højsletten (1948, dinamarquês) e Rebellion in the backlands (1944, inglês).
Palavras-chave: Os Sertões; literatura expandida; Euclides da Cunha; Intermidialidade; Palavra-imagem
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