Joseane Costa Santana (UFSB/ IF Baiano (campus Valença))
Esta comunicação é decorrente de uma pesquisa-criação que visou mapear e registrar fragmentos das memórias narrativas dos mestres oleiros e santeiros da comunidade tradicional de Maragogipinho, distrito de Aratuípe-Bahia, a partir das minhas escrevivências. Nesta proposta, o artesanato foi visto como um ato de resistência, e os artesãos e artesãs são vistos como sujeitos constitutivos da tradição; trata-se de um estudo cartográfico, realizado em 2020 e 2021, com os seguintes conceitos-chave como base para uma abordagem teórica: "O notório saber dos mestres/as de artes", "método cartográfico”, “afrocentricidade”, “pedagogias plurais" e " escrevivências". Nesse caso, o trabalho baseou-se em estudiosos como Asante (2009); Tedesco, Sade e Kaliman (2013); Alvarez e Passos (2015); Almeida (2013); Deleuze e Guattari (1997); Alvarez (2015, 2019); Carvalho (2016, 2019, 2020a, 2020b); e Evaristo (2005, 2017). Como produtos educacionais resultante da presente pesquisa, foi realizada em coautoria com os artesãos uma montagem transcriativa de dois livros, a saber: um livro didático para ser entregue em escolas da comunidade intitulado: “No amassar do barro: aulas- experiência artesanal e pedagogia ", e um livro voltado aos artesãos e artesãs da comunidade intitulado: “No amassar do barro: livro-encontro com mestres ceramistas de Maragogipinho”, que será entregue aos artesãos e artesãs da comunidade.
Palavras-chave: Maragogipinho; encontro de saberes; pedagogias plurais.