Anais
RESUMO DE ARTIGO - XVIII CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC
LITERATURA DE SANTOMENSE: uma análise nos poemas Humanidade, Do mesmo lado da lagoa e Às mulheres da minha terra, de Alda Espírito Santo
Larissa de Jesus Holanda Rocha (Universidade Estadual do Maranhão), Solange Santana Guimarães Morais (Universidade Estadual do Maranhão)
O arquipélago de São Tomé e Príncipe tornou-se um país independente que adotou o regime democrático há 47 anos. Seu povo resistiu por mais de 500 anos ao domínio colonial extremista e violento com aqueles que desafiaram seu poder, e após muitos anos de luta e morte, esta pequena nação finalmente encontrou sua luz e se libertou do domínio português. Nesse sentido, este trabalho busca analisar os poemas: Humanidade, Do mesmo lado da lagoa e Às mulheres da minha terra, de Alda Espírito Santo, visto que, esses textos poéticos há a presença de um eu-lírico comovido com a situação da população santomenses, canta as marcas históricas daquela pequena nação, sofrimentos ocasionados pelos anos de dependência do sistema colonial português e toma o discurso de resistência contra este regime para nunca haja o esquecimento de todos esses fatos que mancham de sangue a história das ilhas. A fundamentação teórica está baseada nos estudos de Crippa & Laranjeira (2018), Ferreira (1977), Mata & Padilha, 2006, Secco (2018). Alda é uma figura prestigiável no país, participou ativamente na revolta através de seus poemas e ensinando seus alunos a se desvencilharem das ideologias coloniais portuguesas, utilizou a sua melhor arma, o seu dom para a poesia, para fazer um chamamento de seus ‘irmãos’ para lutar contra as amarras do regime colonialista português que até então persistiu até 1975.
Palavras-chave: Literatura Africana; Poesia; Alda Espírito Santo.
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