Anais
RESUMO DE ARTIGO - XVIII CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC
Inscrituras negrofemininas na Literatura afro-gaúcha: De Helena do Sul ao Sopapo Poético
Denis Moura de Quadros (Universidade Federal do Pampa- UNIPAMPA)
Ao pensarmos da encruzilhada, percebemos que a escrevivência de autoria de mulheres negras pauta-se, ainda, em um braço da encruzilhada advindo do sudeste brasileiro. Assim, ainda temos certa dificuldade de traçar nomes de escritoras negras especialmente do sul do Brasil. Frente a um projeto de embranquecimento da região sul, a figura negra que contribuiu e contribui para a riqueza dos estados da região fica em segundo plano. Esses silenciamentos acentuam-se tratando-se de mulheres negras. Logo, esse trabalho apresenta resultados preliminares de uma pesquisa ainda em andamento de autoras, temas e formas da poesia de autoria de mulheres negras gaúchas. A memória é um fio central nas narrativas negrofemininas, ainda mais pelo fato de elas serem repassadas hegemonicamente de forma oral, logo, escrita não dialoga com esses poemas que, ao reavaliar a história, operam como documentos “escrituras”. Ainda, atravessada pela condição de mulher, negra gaúcha, chegamos ao conceito de “inscritura”, uma escrita que perpassa o sagrado da ancestralidade. Analisarei, de forma comparada, a obra “Meu nome pessoa: três momentos de poesia” (1989), da precursora Maria Helena Vargas da Silveira (1940-2009) e a coletânea “Sopapo Poética: Pretessência” (2016) em que destaco a poesia de dez escritoras: Ana dos Santos; Delma Gonçalves; Fátima Farias; Isabete Fagundes Almeida; Lilian Rocha; Maria do Carmo dos Santos; Nádia Lis Severo; Pâmela Amaro; Renata Mathias de Moura; e Silvana Conti. O objetivo é perceber os temas e formas dessas poesias.
Palavras-chave: Escrevivência; Ancestralidade; Literatura negrofeminina.
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