Anais
RESUMO DE ARTIGO - XVIII CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC
Direito a narrar a própria história em "Becos da Memória" de Conceição Evaristo
Brunna Amicio da SIlva (USP -Universidade de São Paulo)
Por meio da análise da obra Becos da memória, da escritora Conceição Evaristo, esse artigo tem o intuito de questionar quais são as vozes que a literatura tem difundido, que história vem sendo contada ao longo do tempo e quais vozes são invisibilizadas e marginalizadas. A partir de uma análise dos espaços de exclusão, de personagens que ocupam esses locais e das memórias e experiências partilhadas por essa coletividade, com base em conceitos como: Direito à cidade (LEFEBVRE, 2011), Racismo Estrutural (ALMEIDA, 2019), Interseccionalidade (AKOTIRENE, 2018), Epistemicídio (CARNEIRO, 2011), Gênero, classe e raça ( DAVIS, 2016), Afetividade (hooks, 2018) e Escrevivência (EVARISTO, 2005), poderá se desenvolver um retrato minucioso da sociedade na qual a autora se inspira para escrever. Por meio dessa pesquisa percebeu-se como essas vozes marginalizadas se pronunciam no mundo, promovendo reflexões sobre as diversas opressões que as atingem nos aspectos raciais, sociais e de gênero. A partir da obra analisada, realiza-se um percurso por espaços invisibilizados da sociedade e, a partir de um olhar memorialístico, é possível compreender como a autora consegue captar detalhes particulares, emoções, experiências e histórias do local e das personagens que compõem o romance. A escolha dessa coletânea justifica-se pela sua importância ao dar vida às narrativas silenciadas e não inscritas na história, ou seja, por meio dela é possível ‘escutar’ os excluídos, marginalizados e estigmatizados da sociedade, assim como resgatar suas vozes.
Palavras-chave: Palavras-chave: Cidade; Exclusão; Escrevivência,
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