Anais
RESUMO DE ARTIGO - XVIII CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC
CONVERGÊNCIAS ENTRE LITERATURA E PINTURA: IDENTIDADE E TOPOFILIA EM JAIDER ESBELL
Damaris de Souza Silva (Universidade Federal de Roraima (UFRR)), ROSIDELMA PEREIRA FRAGA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA)
Jaider Esbell faleceu em 2021, mas continua sendo referência quando se trata de arte indígena contemporânea. Ao se intitular neto de Makunaima, o artista adquiriu atenção especial, elevando o protagonismo indígena no ambiente artístico, alcançando bastante destaque para suas pinturas e literatura. Dessa forma, a pesquisa se baseia em uma análise bibliográfica da produção artística de Jaider Esbell, possuindo como objetivo estudar as convergências entre a literatura e pintura do artista, analisando a presença das características identitárias e topofílicas a partir do conceito de topofilia de Yi-Fu Tuan (2015), que o define como um forte sentimento de pertencimento pelo lugar. Destaca-se na análise a importância das lendas indígenas, do mito de Makunaima e suas representações e circulações no imaginário do artista, além da forte ligação do artista com a anciã vovó Bernaldina, assim como a relação de arte com ativismo que o artista produzia em seu discurso “artivista”. A pesquisa teve como método analítico o viés de abordagem comparativa por meio da recepção interartística, ao priorizar o diálogo entre a pintura e a escrita com outros símbolos que interligam a palavra-imagem e imagem- palavra. Para a interpretação da análise, a base teórica se fundamentou em Yi-Fu Tuan (2015), Gilbert Durand (2012), Jean-Jacques Wunenburger (2007), além de Joel Candau (2021), Jacques Rancière (2009, 2012), Michel Foucault (2014) e José Luís Jobim (2013, 2020). Através da análise, constata-se que a topofilia, a identidade, os elementos de reconhecimento da cultura indígena, o imaginário artístico, e por fim o “artivismo” estão presentes na literatura e pintura do artista.
Palavras-chave: Arte indígena; Topofilia; Imaginário; Artivismo; Jaider Esbell.
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