Anais
RESUMO DE ARTIGO - XVIII CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC
Canudos: Recepção e História na literatura em "O Silêncio do Sino", de Ivan Santtana.
MARIA RAIMUNDA OLIVEIRA DE CARV ALHO (UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA)
A história de Canudos contada pelos registros da República por muito tempo nega a autenticidade das memórias daqueles que sobreviveram ou conviveram com sobreviventes, os registros orais não foram suficientes para demarcar o episódio que marcou a história do Brasil. Essa oralidade se apresentou como ferramenta importante para a valorização da escuta e narrativas, destacando fatos que descreviam evidências do comportamento dos homens da república e os conselheiristas. Segundo Zilberman: É a tragédia a representação duma ação grave, de alguma extensão e completa, em linguagem exornada, cada parte com o seu atavio adequado, com atores agindo, não narrando, a qual, inspirando pena e temor, opera a catarse própria dessas emoções. (v.10, p.85, 2008) Com isso, a representação do contexto genocida no arraial do Belo Monte e seus personagens traz a lume o despertar para uma leitura de recepção que dialoga com a e literatura nas suas interfaces. Em O Silêncio do Sino foi detalhado momentos que marcaram o episódio e representa o comportamento da comunidade atual na perspectiva da identidade, o sentimento de pertença, a recepção, a memória subterrânea e coletiva. Conforme POLLAK (1989) esse reconhecimento do caráter potencialmente problemático de uma memória coletiva já anuncia a inversão de perspectiva que marca os trabalhos atuais sobre esse fenômeno. E completa: “Aplicada à memória coletiva, essa abordagem irá se interessar, portanto, pelos processos e atores que intervêm no trabalho de constituição e de formalização das memórias” POLLAK (v. 2, p. 3-15,1989).
Palavras-chave: História- Literatura - Canudos - Recepção
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